Educação Financeira

Bolsa para elas: Qual o perfil da mãe investidora na B3?

5 Minutos de leitura

As mulheres lidam mal com o dinheiro, tomam decisões menos racionais, não investem na Bolsa de Valores e não tem visão de longo prazo. Todas essas afirmações são mitos, além de revelar desconhecimento sobre as atuais pesquisas e o novo perfil dos investidores brasileiros. A mulher contemporânea é investidora, é independente, preocupada com o orçamento familiar, é mãe e procura se educar cada vez mais.

Segundo a pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA), o número de lares brasileiros chefiados por mulheres saltou de 23% para 40% entre 1995 e 2015. Isto significa que há cada vez mais mulheres mães assumindo as decisões financeiras da família.

Aliás, justamente por assumir o orçamento familiar, muitas dessas mulheres têm procurado por educação financeira. Mães que investem estão compreendendo cada vez mais seu perfil como investidora, atrelado aos seus objetivos.

Sua carteira não tem gênero: esqueça o que te disseram sobre tipos de investimentos específicos para mulheres.

O mercado financeiro não se importa com o gênero de seus investidores. Há riscos para qualquer carteira. Por isso, qualquer afirmação que desestimule uma mulher a investir – apenas porque se é uma mulher – é totalmente descabida.

Um clichê muito conhecido é o de que as mulheres, em geral, são conservadoras. De fato, as mulheres são mais preocupadas com os riscos. Por outro lado, como possuem uma visão de longo prazo, minimiza-se os riscos em ativos voláteis.

O perfil de investimento de mulheres chefes de família pode variar tão enormemente quanto o de homens chefe de família. O tipo de carteira e o objetivo do investimento contam mais para análise deste perfil do que o simples fato de que se tratam de investidoras que são “mães”.

Até pouco tempo, era socialmente esperado que as mulheres deixassem a administração dos negócios da família para os homens. Isto tem mudado de forma acelerada, como comprovam os dados do IPEA. Com o protagonismo feminino de mulheres brilhantes no mercado financeiro, podemos esperar que cada vez mais mulheres adentrem este universo.

As mulheres do século XX não estão apenas assumindo a administração financeira da família e investindo na bolsa, elas também estão se tornando especialistas em finanças no mundo todo. A seguir, conheça três mulheres extraordinárias que abriram o caminho para que as mães de hoje pudessem investir.

3 investidoras pioneiras à frente de seu tempo

Não é recente o apreço de mulheres quanto às finanças. Seja antigamente, como guardiã do orçamento doméstico, seja no mundo atual preocupada com a trajetória financeira dos investimentos. Abaixo, estão algumas das mulheres notáveis que fizeram história com muita coragem e inteligência financeira.

 

1- Eufrásia Teixeira Leite:

No topo de nossa lista, escolhemos uma brasileira pouco conhecida, porém de uma biografia extraordinária. Esta foi a primeira mulher a investir na Bolsa de Valores brasileira, em 1873. Foi também a primeira mulher a pisar no recinto da Bolsa de Paris.

Eufrásia perdeu ambos os pais ainda jovem, e junto de sua irmã, herdou enorme fortuna em dinheiro. Atinada para os negócios, Eufrásia multiplicou sua herança investindo em ações e títulos públicos por todo o mundo. Sem filhos e nem parentes próximos, deixou quase toda a sua herança para a caridade.

2- Geraldine Weiss:

Também conhecida como “a Grande Dama dos Dividendos” e “A Detetive de Dividendos”, Geraldine é cofundadora da Investment Quality Trends. Nascida em São Francisco (EUA) em 1926, Weiss começou a se interessar por investimentos lendo livros sobre finanças e, mais tarde, cursou administração na universidade de Berkeley.

Ao procurar trabalho, foi rejeitada por diversas instituições financeiras por ser mulher. Weiss, então, fundou sobre próprio boletim de investimentos aos 40 anos e inventou uma técnica própria de análise.

Contudo, para fugir do preconceito, assinava suas análises com “G. Weiss” para não revelar sua identidade e gênero. A sua técnica de análise usada para montar estratégias de investimento baseada nos dividendos superou todos os outros boletins da época.

3- Muriel Siebert (1928 – 2013):

Primeira mulher a ter um cargo de importância na Bolsa de Valores de Nova Iorque, Siebert também teve que enfrentar muitas adversidades. Assim como Weiss, ela também foi recusada por várias instituições financeiras por entenderem que aquele não era um ambiente para mulheres.

Siebert é considerada a pioneira das pioneiras a abrir caminho para mulheres em altos cargos dentro de instituições financeiras. Hoje em dia, duas mulheres lideram duas das maiores bolsas de valores do mundo: Nasdaq (com Adena Friedman) e NYSE (com Satcey Cunninghm).

Avança o número de mulheres investidoras no Brasil

A virada de chave começou na Bolsa brasileira. De 2018 a 2020, a quantidade de mulheres investindo na B3 mais que dobrou, segundo relatório da B3 (Brasil, Bolsa, Balcão). Até 2019, elas somavam 388 mil investidoras. Hoje, somam quase 780 mil CPFs, movimentando cerca de R$ 79 bilhões.

investidoras

Apesar deste aumento, os homens ainda são a maioria dos investidores. Isto se deve, é claro, à herança cultural de um passado recente. Afinal, não fez nem um século desde que as mulheres passaram a simplesmente ter o direito ao voto por aqui.

Em setembro de 2020, as mulheres representavam 25,42% dos investidores na B3, sendo que a tendência é de contínuo avanço da participação feminina nos próximos anos.

Embora ainda sejam aproximadamente 1⁄4 da totalidade dos investidores na Bolsa, a quantidade de mulheres investidoras cresce percentualmente mais do que a quantidade de homens que investem. De acordo com a pesquisa da B3, desde de 2002 aumentaram 1007,88% enquanto os homens aumentaram 718%.

Os dados indicam que a quantidade de mulheres investidoras continuará aumentando. Mas, agora, precisamos falar sobre como ser uma investidora de qualidade.

 

Você sabe qual é o seu perfil como investidora? Descubra aqui!

Saber qual o seu perfil como investidora é importante, é através dele você fará escolhas de produtos de forma mais segura. Além disso, de posse do perfil, você passa a ter mais clareza sobre quais produtos financeiros se encaixam com suas expectativas, objetivos e prazos.

A B3 e demais instituições financeiras trabalham com três tipos de perfis:

Conservador:

Pessoas com baixa tolerância ao risco, que procuram preservar ao máximo seu investimento inicial e, para isso, estão dispostas a ter menos rendimentos. Por isso, a preferência deste perfil é por aplicações de renda fixa. Os produtos financeiros recomendados são: Tesouro Direto, CDB, LC, LCI/LCA, e fundos de renda fixa em geral. Investimentos deste tipo são os menos rentáveis no curto e médio prazo, mas também menos arriscados. Investidoras com perfil conservador preferem evitar a renda variável.

Moderado (ou diversificado):

É o perfil do investidor ou investidora que está disposto a correr mais riscos que o conservador no longo prazo, mas não chega a ser agressivo. Possui uma carteira mais versátil com aplicações distribuídas de modo diversificado. Com uma carteira mesclada entre renda fixa e variável, é o perfil ideal para quem já conhece melhor o mercado financeiro e quer obter rendimentos melhores no médio e longo prazo.

Agressivo (ou arrojado):

Investimentos mais agressivos são aqueles com maior risco e também com maiores chances de melhor liquidez no curto prazo. O tipo de investimento característico deste perfil exige muito conhecimento e experiência da investidora no mercado financeiro. É preciso estar disposto a perder e ter muito equilíbrio emocional para pertencer a este perfil de investidor.

Você não precisa tomar importantes decisões financeiras sozinha. Já pensou em contratar uma assessoria de investimentos?

Há várias vantagens em contratar um serviço de assessoria de investimentos, uma delas é poder contar com um time de profissionais especialistas em mercado financeiro. Em uma assessoria de qualidade é possível descobrir quais produtos financeiros melhor se encaixam para o seu objetivo, perfil e tempo de retorno desejado.

Montar uma carteira de qualidade, com estratégia e objetivos claros, é o que permite que a investidora tenha o sono tranquilo e possa aproveitar mais sua família. A Valor Investimentos tem mais de 15 anos de experiência e é uma das dez instituições credenciadas da XP Investimentos que pertencem ao seleto grupo do G10. Na Valor Investimentos, a sua trajetória financeira é mais que reconhecida, é valorizada.

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