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Bolsas da Europa fecham em baixa, diante de chances de Fed subir juro em 75 pb

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Agência Brasil

As bolsas europeias fecharam em baixa nesta terça-feira, 14, em seu sexto pregão consecutivo de quedas. Após mostrarem força com a abertura positiva do mercados acionário em Wall Street, as praças da Europa seguiram a tendência vista nos Estados Unidos e passaram a cair junto dos índices nova-iorquinos. Investidores seguem apreensivos com a possibilidade de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) eleve os juros nos EUA em 75 pontos-base (pb) na quarta-feira, 15.

O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 1,26%, aos 407,32 pontos. Em Londres, o índice FTSE 100 fechou com perda de 0,25%, aos 7.187,46 pontos.

O setor bancário britânico deu alguma sustentação e evitou um recuo tão grande da bolsa londrina. Entre os destaques, Standard Chartered subiu 3,49% e HSBC avançou 3,48%. Já a petroleira BP teve ganhos de 2,03%, acompanhando o petróleo no mercado futuro.

Em outras praças, o índice DAX recuou 0,91% em Frankfurt, aos 13.304,39 pontos, o parisiense CAC 40 baixou 1,20%, aos 5.949,84 pontos, o FTSE MIB, de Milão, teve queda de 0,32%, aos 21.846,89 pontos, o madrilenho IBEX 35 fechou com perdas de 1,43%, aos 8.066,40 pontos. Por fim, o PSI 20, da bolsa de Lisboa, cedeu 0,48%, aos 5.986,96 pontos.

O foco de investidores segue na reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que termina na quarta com a divulgação da decisão monetária do BC americano. A ferramenta do CME Group que calcula a probabilidade para as diferentes faixas dos Fed funds indica chance ao redor de 90% de elevação de 75 pontos-base dos juros nos EUA.

Após uma forte leitura de inflação e revisões por parte de analistas, o mercado consolida cada vez mais a expectativa por um movimento agressivo do Fed. Barclays, Jefferies, JPMorgan, Wells Fargo, Nordea e TD Securities estão entre as instituições que agora esperam aumento de 0,75 ponto porcentual.

Há ainda a perspectiva de aperto monetário na zona do euro. Membro do Conselho do Banco Central Europeu (BCE), Klaas Knot disse estar “inquieto” com o quadro inflacionário atual e que defenderia uma alta de juros maior que 25 pontos-base na próxima reunião do BCE se as coisas ficarem como estão.

Nesta terça, a Alemanha informou que o índice de preços ao consumidor (CPI) de maio subiu 7,9% em relação ao mesmo mês do ano passado, enquanto o índice de expectativas econômicas medido pelo instituto ZEW avançou de -34,3 em maio a -28,0 para o mês de junho. A leitura anual do CPI veio conforme as previsões, enquanto o dado de expectativas subiu abaixo do estimado.