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Moedas Globais: índice DXY do dólar avança, apoiado por dados dos EUA

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O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de moedas fortes, registrou alta nesta quinta-feira, em dia de certa volatilidade. O DXY subia no início do dia, chegou a recuar com o impulso do euro diante de dados locais, mas retomou fôlego após indicadores dos Estados Unidos. Além disso, a política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) seguia como foco importante.

No fim da tarde em Nova York, o dólar caía a 115,89 ienes, o euro recuava a US$ 1,1292 e a libra tinha baixa a US$ 1,3533. O DXY subiu 0,15%, a 96,320 pontos.

O dólar já começou o dia ainda apoiado pelo fato de, no dia anterior, a ata da reunião de dezembro do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ter reforçado avaliações de que haverá alta de juros adiante nos EUA.

Pela manhã, porém, o euro atingiu máximas frente a divisa americana, após o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da zona do euro superar a expectativa em novembro, com alta anual de 23,7%. Mais adiante, o dólar se recuperou, depois de dados dos EUA, como o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços e as encomendas à indústria, mesmo que ambos tivessem vindo um pouco abaixo da expectativa de analistas.

A Capital Economics projeta que o rali do dólar pode ter uma pausa no curto prazo, mas diz esperar que a “relativa força da recuperação econômica dos EUA” e o aperto monetário façam a moeda avançar frente à maioria das moedas, em 2022. Segundo a consultoria, o DXY pode chegar ao fim deste ano em “cerca de 101” pontos.

O dólar ainda subia a 103,2747 pesos argentinos. A divisa do país sul-americano continua sob pressão, em quadro de inflação elevada e dificuldades na retomada econômica. O governo argentino negocia um pacote de ajuda com o Fundo Monetário Internacional (FMI), mas enfrenta dificuldades para conseguir esse acordo. Além disso, hoje o BC argentino elevou juros, em meio a um quadro de turbulências no mercado local.