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Moedas Globais: índice DXY sobe, em meio a PMIs e à expectativa pelo Fed

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Agência Brasil

O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de moedas fortes, subiu nesta segunda-feira, em meio à expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), na quarta-feira. O mercado, em geral, espera que o BC americano eleve a taxa básica de juros em 50 pontos-base. Enquanto aguarda, investidores digeriram nesta segunda-feira a divulgação de índices de gerentes de compras (PMI) dos Estados Unidos.

No fim da tarde em Nova York, o dólar subia a 130,16 ienes, o euro recuava a US$ 1,0508 e a libra tinha baixa a US$ 1,2490. O DXY 0,76%, a 103,744 pontos.

Já na madrugada, o dólar avançava ante rivais, retomando tendência de valorização na expectativa de que o Fed eleve seus juros em 50 pontos-base na quarta. De acordo com a Stifel, o mercado está amplamente antecipando um aumento de 50 pontos-base. “Na verdade, esse aumento foi precificado com quase 100% de certeza desde 19 de abril. Assim, a maior questão do anúncio de política desta semana é a expectativa de aumentos adicionais das taxas daqui para frente em número e tamanho”, destaca, em relatório enviado a clientes.

A Western Union acredita que a “notável corrida pelo dólar” decorre em parte pelas expectativas de o Fed disparar “o que poderia ser a abertura de uma série de grandes aumentos nas taxas de juros de combate à inflação de pelo menos 50 pontos-base”. “Também em foco estão os dados de empregos no final da semana dos EUA e do Canadá, que podem ajudar a manter as moedas em movimento”, completa. O payroll americano será publicado na manhã da sexta-feira.

No radar dos investidores, também estiveram os PMIs industriais dos EUA, que vieram abaixo do esperado hoje. O dado medido pela S&P Global subiu de 58,8 em março para 59,2 em abril, atingindo o maior nível em oito meses, porém abaixo da estimativa preliminar de abril e também da previsão de analistas. Já o calculado pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM), recuou de 57,1 em março a 55,4 em abril, contrariando a previsão de alta a 57,8 dos analistas.

Para o Citigroup, apesar da queda do PMI do ISM, o nível sólido do indicador ajuda a aliviar algumas preocupações sobre uma contração iminente da atividade. “O nível de 55,4 é ainda mais alto do que os níveis baixos de 50 que persistiram no pré-pandemia em 2019”, destaca, em relatório enviado a clientes. A Capital Economics afirma que o declínio deve-se principalmente ao enfraquecimento da demanda em meio à desaceleração mais ampla na manufatura global, em vez de uma crise de oferta renovada.