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Ouro fecha praticamente estável, com inflação e sinais do Fed no radar

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Agência Brasil

O contrato futuro de ouro mais líquido fechou virtualmente estável nesta quarta-feira, 22. em meio aos crescentes riscos de que a escalada da inflação force bancos centrais a induzir uma recessão nas principais economias do globo.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro para agosto encerrou a sessão em leve baixa de 0,02%, a US$ 1.838,40 a onça-troy.

A Oanda afirma em relatório que os preços de ouro se estabilizavam, em meio a declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell. Segundo ela, a autoridade reafirmou o compromisso para reduzir a inflação com altas “agressivas” nos juros, o que pode provocar recessão. Ainda para a Oanda, indicadores começam a mostrar enfraquecimento da economia, o que pode apoiar a demanda por ativos considerados mais seguros, como o ouro. Powell reforçou a preocupação do Fed com a inflação e a necessidade de elevar juros, mesmo que admitindo que existe o risco de que isso provoque uma recessão. Para ele, porém esse risco não é elevado, no quadro atual de economia “forte” no país.

O TD Securities, por sua vez, vê a demanda por ouro apoiada pelos temores crescentes de uma recessão. Segundo ele, os investidores propensos a comprar ouro avaliam que pode acabar por haver um quadro de estagflação nos EUA, o que também sustenta as compras do metal.