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Petróleo fecha em baixa, com temores por recessão e pressão dos EUA sobre setor

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Agência Brasil

O petróleo fechou em queda robusta nesta quarta-feira, 22, pressionado por temores do mercado acerca de uma possível recessão em economias desenvolvidas por conta do aperto monetário conduzido por bancos centrais em todo o mundo. Ao mesmo tempo, a pressão do governo dos Estados Unidos sobre a produção de petroleiras americanas ajudou a piorar o apetite pela commodity energética no mercado futuro.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para agosto recuou 3,04% (US$ 3,33), a US$ 106,19, enquanto o do Brent para o mesmo mês tombou 2,54% (US$ 2,91) na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 111,74.

A perspectiva de aperto monetário de bancos centrais de economias desenvolvidas, como o Federal Reserve (Fed) nos EUA e o Banco Central Europeu (BCE) na zona do euro, tem reforçado a expectativa de que as principais potências globais entre em recessão em breve. Segundo o presidente do Fed, Jerome Powell, é possível que a economia americana contraia por causa da alta dos juros.

Em relatório divulgado hoje, o Citigroup reduziu suas projeções para o crescimento da economia global neste ano e no próximo, e avaliou que há chance de 50% de que uma recessão agregada mundial ocorra.

“A volatilidade do petróleo permanecerá elevada agora que estão surgindo opiniões opostas sobre onde os preços terminarão 2022. Os preços do petróleo estão sob pressão, já que a recessão global teme os pedidos acelerados de destruição da demanda. As preocupações com a inflação e o crescimento não melhorarão tão cedo e isso faz com que todos os fatores de curto prazo se tornem negativos para as perspectivas de demanda por petróleo”, comenta o analista Edward Moya, da Oanda.

O apetite por contratos futuros do óleo também reduziu à medida que o governo do presidente dos EUA, Joe Biden, pressiona as petroleiras do país a aumentaram suas produções e o refino de gasolina, de forma a aumentar a oferta global e reduzir as pressões inflacionárias do setor de energia.

Hoje, a Casa Branca pediu que o Congresso suspenda por três meses o imposto federal sobre gasolina. “Achamos que as chances são menores do que 50% de que o Congresso vote para suspender o imposto, e não esperamos que muitos estados suspendam” a tarifa, projeta o Goldman Sachs.