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Petróleo fecha em leve alta, de olho em oferta e apesar de aversão global ao risco

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Agência Brasil

O petróleo fechou em leve alta nesta segunda-feira, 13. O movimento reverteu queda registrada mais cedo, quando os contratos da commodity foram pressionados pela ampla aversão ao risco nos mercados hoje, com investidores temerosos diante da perspectiva de aperto monetário global. Nas últimas horas da sessão, novos sinais de escassez na oferta deram fôlego ao óleo.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para julho avançou 0,22% (US$ 0,26), a US$ 120,93. Já o do Brent subiu 0,21% (US$ 0,26) na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 122,27.

O petróleo virou para território positivo nesta tarde após o ministro de petróleo da Líbia, Mohamed Aoun, relatar que a produção do país reduziu para 100 mil barris por dia (bpd), 650 mil bpd a menos em relação à estimativa do fim de maio, em entrevista à Argus Media. Um funcionário da petroleira estatal NOC desmentiu a afirmação, mas não esclareceu quantos barris a Líbia tem produzido diariamente.

A Líbia é uma das 15 nações da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que atualmente enfrenta desconfiança do mercado sobre a capacidade de aumentar sua produção nos próximos meses, como definido pelo próprio cartel.

O comentário alimentou a perspectiva de baixa oferta, ainda que o consumo global seja menor que o esperado por conta da desaceleração provável econômica. “O mercado de petróleo ainda está muito apertado, já que as perspectivas de demanda por petróleo permanecem fortes, enquanto as ofertas são escassas. Eventualmente, a destruição da demanda bruta ocorrerá, mas essa não é a história de hoje nem será até o final do verão (no hemisfério norte)”, explica o analista Edward Moya, da Oanda.

Mais cedo, havia pouca demanda do mercado pela commodity por conta da forte valorização do dólar ante pares e a aversão geral ao risco, impulsionada por temores de aperto monetário em semana que terá decisões do Federal Reserve (Fed) e o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês).