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Petróleo fecha misto, com aumento de casos de covid-19 e expectativas sobre Biden

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Os ativos de petróleo fecharam sem sinal único nesta segunda-feira, 15. No radar dos investidores, está um número crescente de casos de covid-19 pelo mundo, assim como as expectativas para que o presidente dos EUA, Joe Biden, libere reservas estratégicas do óleo ao mercado.

O petróleo WTI para dezembro encerrou a sessão em alta de 0,11% (US$ 0,09), a US$ 80,88 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para janeiro caiu 0,15% (US$ 0,12), a US$ 82,05 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

O mercado agora parece estar menos preocupado com o atual aperto de oferta, esperando que seja de curto prazo, diz Louise Dyckson, analista da Rystad Eenrgy. Em vez disso, os operadores estão mudando o foco para dois fatores que podem pressionar os preços do óleo: a possibilidade de que haja mais fontes de oferta e mais casos de covid-19 pelo mundo – o que reduz a demanda. Na Europa, há países que já estão limitando a mobilidade de pessoas com o intuito de conter a disseminação do coronavírus.

No fim de semana, o líder da maioria no Senado americano, Chuck Schumer, pediu que a administração de Biden libere as Reservas Estratégicas de Petróleo (SPR, na sigla em inglês) com o intuito de aliviar os preços da gasolina, como reportou a Reuters. Hoje, a secretária de Energia do país, Jennifer Granholm, disse à CNN que o presidente tem ferramentas limitadas para controlar os preços da gasolina.

Para Edward Moya, analista da Oanda, Biden deve comemorar a baixa nos preços que se dão antes mesmo de que ele tenha agido sobre as SPR. Porém, Moya diz não estar convencido de que o líder americano seguirá em frente com suas ameaças – ao menos não nos níveis esperados pelo mercado. Em última análise, o economista diz que os preços do óleo devem se manter bem apoiados, dada a pouca chance de a Organização dos Países do Petróleo e aliados (Opep+) elevar rapidamente sua oferta.

Já na Rússia, o vice-ministro de energia do país, Pavel Sorokin, afirmou que não há déficit no suprimento de petróleo ao mercado global no momento. Em sua visão, é possível que a oferta do óleo supere a demanda a partir do ano que vem, como disse à Bloomberg.