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Petróleo reverte perda e fecha em alta, com dólar fraco e incertezas sobre oferta

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Agência Brasil

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira, apoiados pelo enfraquecimento do dólar em meio ao aperto monetário no mundo. As cotações foram impulsionadas também por incertezas sobre a oferta, após novas sanções americanas contra o Irã e a redução no fornecimento de gás russo à Europa.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do WTI para julho encerrou a sessão com ganho de US$ 2,27, ou 1,97%, a US$ 117,58. Na Intercontinental Exchange (ICE), o do Brent para agosto avançou US$ 1,30, ou 1,10%, a US$ 119,81.

A commodity energética iniciou o dia em queda, na esteira do clima de aversão ao risco nos mercados financeiros. Um dia após o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) subir juros em 75 pontos-base, os mercados repercutiram altas nas taxas básicas de Banco Central da Suíça – a primeira desde 2007 – e Banco da Inglaterra (BoE).

Ao longo da sessão, no entanto, as perdas foram revertidas pela depreciação do dólar ante rivais. A queda da divisa americana tende a beneficiar os ativos primários, ao torná-los mais baratos para detentores de outras moedas e, dessa forma, mais atraentes.

A trajetória ascendente se intensificou depois que o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sanções contra entidades ligadas à Triliance Petrochemical, acusada de facilitar vendas de produtos ao Irã. A punição é negativa para as perspectivas de retomada do acordo nuclear com os iranianos, que poderia impulsionar o volume de exportações de petróleo.

Também em foco, a estatal russa Gazprom anunciou o corte nos fluxos de gás para a Alemanha em 60%. A empresa também reduziu os cortes à Itália, em um desdobramento que amplia preocupações sobre o suprimento geral de energia na Europa.

Na visão do TD Securities, os preços de petróleo devem se manter elevados, mesmo que a economia global entre em recessão. Segundo o banco, os gargalos de oferta vão persistir por algum tempo, o que impulsiona as cotações. “Recessões não têm um grande histórico de destruição da demanda”, explica.