Notícias

Notícias

Petróleo sobe 5% na semana, apoiado por plano de embargo da UE e dólar fraco

Por
Agência Brasil

O petróleo fechou em alta nesta sexta-feira, 6, e acumulou alta perto de 5% ao longo da semana, marcada por discussões entre líderes da União Europeia (UE) para adotar um embargo a importações de petróleo produzido na Rússia como uma das medidas de um sexto pacote de medidas contra a guerra na Ucrânia. Um dólar fraco no exterior – após decisão monetária do Federal reserve (Fed) e o relatório de empregos de abril nos EUA – também deu força à commodity energética.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para junho subiu 1,39% (US$ 1,51) hoje e 4,85% na semana, a US$ 109,77, enquanto o do Brent avançou 1,34% (US$ 1,49) nesta sexta-feira e 4,90% nos últimos sete dias, a US$ 112,39, na Intercontinental Exchange (ICE).

Após apresentar sua proposta para o embargo ao óleo russo, a Comissão Europeia agora terá de enfrentar a oposição de países da UE dependentes da produção da Rússia, como Hungria, Eslováquia e República Checa, para conseguir aprová-lo. Segundo o comissário europeu para Economia, Paolo Gentiloni, a proposta do braço executivo do bloco foi “corajosa” e uma decisão final será anunciada em breve. Segundo a Reuters, o Alto Representante da UE – cargo análogo ao de um ministro de Relações Exteriores – Josep Borrell, afirmou que vai convocar uma reunião na próxima semana se as lideranças não conseguirem chegar a um acordo sobre um embargo ao petróleo russo até o fim desta semana.

Mesmo que os 27 Estados da UE não cheguem a um acordo, é provável que a importação de petróleo da Rússia na Europa despenque ao longo do ano, forçando o país do presidente Vladimir Putin a diminuir sua produção, o que apertaria ainda mais a oferta global e os preços da commodity energética, avalia a Capital Economics, em relatório.

Assim como em outros dias da semana, a desvalorização do dólar em relação a outras moedas fortes ajudou os contratos do óleo ao longo desta sexta-feira. Mas com o aperto monetário nos EUA mais avançado que na maioria das outras economias desenvolvidas e os temores de desaceleração econômica global, é improvável que a moeda americana siga uma tendência de baixa no restante de 2022, projeta a Capital Economics.

Ainda entre as notícias do setor, a Baker Hughes informou que os poços e plataformas de petróleo ativos nos EUA subiram 5 na última semana, a 557.