Ministro diz buscar concluir pendências para formalizar acordo comercial com UE

O ministro das Relações Exteriores, Carlos França, afirmou nesta terça-feira que o Itamaraty busca concluir as pendências para formalizar um acordo comercial com a União Europeia. O Mercosul quer formalizar um tratado de livre-comércio com o bloco, mas há um impasse que envolve, sobretudo, a questão climática e ambiental brasileira.

A declaração foi feita durante o lançamento da agenda legislativa da Frente Parlamentar do Comércio Internacional e Investimentos (FrenComex), no Palácio do Itamaraty.

De acordo com o ministro, a ampliação de acordos comerciais é uma prioridade do presidente Jair Bolsonaro. “Os desafios são complexos, mas a diplomacia brasileira está e permanecerá atenta”, declarou França, que sinalizou busca de acordos comerciais com países da Ásia e Oriente Médio.

O chefe do Itamaraty ainda defendeu uma ampliação da pauta exportadora brasileira, mas sem prejudicar a venda de commodities. “Há espaço para diversificação da pauta exportadora sem negligenciar nossa estratégia de exportação de commodities, ampliando exportação de serviços e bens industrializados”, declarou.

Em seguida, defendeu a modernização do Estado brasileiro por meio de concessões e privatizações e a entrada do País na OCDE.

No evento no Itamaraty com a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes, a Frente Parlamentar do Comércio Internacional e Investimentos lançou nesta terça-feira sua agenda legislativa para o próximo biênio. O presidente do grupo, deputado federal Evair de Melo (PP-ES), disse em discurso que o Brasil, sob o governo Jair Bolsonaro, está fortalecendo suas relações comerciais.

O deputado ainda afirmou que o Brasil sairá da COP-26 “maior do que entrou” e prometeu a Guedes, durante seu discurso, que o Congresso entregará ao governo a reforma administrativa. O texto, no entanto, segue travado no Legislativo.

“A agenda está pautada por relevantes temas, como a facilitação do ambiente de negócios para o investidor estrangeiro, a negociação e a assinatura de acordos comerciais, a melhoria da infraestrutura logística para exportação, a simplificação e desburocratização das operações de comércio exterior e políticas de fomento à exportação”, diz a FrenComex, em nota.

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