Para o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa, “a combinação de inflação e desemprego, que estão em alta, ainda preocupam os consumidores, que seguem cautelosos e desconfiados com o futuro de suas finanças”. Ele avalia que a melhora da confiança da população depende da recuperação do emprego e da renda, além do ritmo da cobertura vacinal.
Nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, a confiança se manteve estável dentro da margem de erro de dois pontos para cima ou para baixo. Já no Centro-Oeste e Norte do País, o indicador aponta queda de quatro pontos. A principal razão para uma piora na confiança no Centro-Oeste é a estiagem, uma das maiores dos últimos 90 anos, que tem prejudicado a produção agrícola. No Norte, o ritmo lento da vacinação preocupa a população. Seis dos sete Estados da região têm as menores coberturas vacinais do Brasil.
No Estado de São Paulo, o Índice de Confiança Paulista (ICCP), que vinha de uma curva ascendente desde junho, registrou queda de um ponto em relação a setembro, marcando 74 pontos.
Gamboa avalia que a queda não é preocupante pois está dentro da margem de erro da pesquisa. “Continuamos em curva ascendente. O Estado de São Paulo avança na vacinação, a economia aos poucos voltará ao patamar registrado anteriormente a pandemia”, disse.