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Fatores técnicos e fluxo de entrada dão a dólar viés de queda

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Ajuste técnico aliado a uma entrada de recursos na parte da manhã, fizeram o dólar ir na contramão dos outros ativos do mercado financeiro e se manteve em baixa frente ao real. O movimento ocorreu ainda que a divisa americana estivesse fortalecida no exterior ante outras moedas fortes e também emergentes.

O dólar à vista encerrou o pregão em queda de 0,27%, cotado a R$ 5,5936, ainda assim, no topo do range estimado pelo chefe de câmbio na Terra investimentos, Vanei Nagem, que é entre R$ 5,45 e R$ 5,60. “E este já é um nível alto, que tem impacto em várias questões, como a inflação”, disse. No segmento futuro, a divisa para liquidação em dezembro caiu 0,50%, a R$ 5,5915.

“O governo não fez a lição de casa e, por isso, infelizmente tem muita coisa para o lado pessimista. Terá dias de pequenos refrescos, como hoje, mas o mercado está mais pessimista em relação a tudo”, afirmou Nagem, ressaltado que hoje, especialmente, o volume de negociações foi mais fraco.

Na parte vespertina do pregão, no exterior, o dólar ampliou ganhos em meio à escalada dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano que subiram em dia no qual o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, indicou a recondução para um segundo mandato de Jerome Powell à frente do Federal Reserve (Fed). Para a vice-presidência, foi indicada a economista Lael Brainard.

Com a subida mais forte do dólar no exterior e, em meio ao anúncio pelo Ministério da Economia da revisão do impacto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos precatórios, com ampliação da folga no teto de gastos de R$ 91,6 bilhões para R$ 106,1 bilhões, o sinal chegou a inverter no mercado interno de câmbio, mas apenas pontualmente.