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IPC-S arrefece a 0,77% em outubro, após 1,43% em setembro, afirma FGV

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O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) arrefeceu a 0,77% no fechamento de outubro, após variação de 1,43% em setembro e 1,05% na 3ª quadrissemana do mês. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 3, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador acumulou inflação de 9,73% nos 12 meses até outubro, maior que o avanço de 9,61% ocorrido no período até setembro

O resultado mensal veio abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de 0,84%. O intervalo das previsões ia de 0,79% a 0,93%.

Das oito categorias de despesas que compõem o indicador, quatro tiveram alívio na variação da terceira quadrissemana de outubro para o fechamento do mês, com destaque para Educação, Leitura e Recreação, que arrefeceu de 3,13% para 1,57%. A maior contribuição foi de passagem aérea, cuja variação passou de 20,44% para 9,97% na comparação quadrissemanal.

Habitação (0,92% para 0,37%), Alimentação (1,14% para 0,88%) e Despesas Diversas (0,30% para 0,28%) também apresentaram desaceleração ante a terceira quadrissemana. Nesses conjuntos de preços, os itens mais influentes foram tarifa de eletricidade residencial (2,36% para 0,06%), frutas (2,51% para 0,46%) e conserto de bicicleta (0,11% para -0,02%).

Na direção oposta, Transportes (1,12% para 1,31%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,21% para 0,25%) e Vestuário (0,75% para 0,81%) apresentaram avanço em suas taxas de variação. Nessas classes de despesa, houve participações importantes de gasolina (2,16% para 2,73%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,26% para 0,56%) e calçados infantis (-0,63% para 0,81%).

O grupo Comunicação repetiu a taxa de variação de 0,44% registrada na leitura da terceira quadrissemana, pressionado pelo avanço de tarifa de telefone residencial (4,30% para 5,07%) e com alívio do arrefecimento de combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,40% para 0,13%).

Influências individuais

Os itens que mais contribuíram para o alívio do IPC-S no fechamento de outubro foram acém (-2,12% para -2,03%), costela bovina (-0,26% para -1,31%) e leite tipo longa vida (-0,08% para -0,56%). Aparelho telefônico celular (-0,20% para -0,36%) e arroz (-1,19% para -0,75%) completam a lista.

Já gasolina (2,16% para 2,73%), passagem aérea (20,44% para 9,97%) e tomate (19,70% para 20,81%) tiveram as maiores influências de alta no resultado quadrissemanal, seguidos por gás de bujão (3,70% para 3,41%) e automóvel novo (0,89% para 0,96%).