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Moedas globais: dólar opera em alta ante maioria das moedas, com cautela por BCs

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Estadão Conteúdos

O dólar operou em alta nesta sexta, 17, ante a maioria das moedas, em dia marcado pela cautela, em meio a um maior aperto monetário dos principais bancos centrais, e com temores pela variante ômicron do coronavírus. No caso do Federal Reserve (Fed), que sinalizou até três elevações de juros em 2022 na sua última reunião, analistas avaliam que o movimento “hawkish” tende a seguir impulsionando o dólar nos próximos meses. Entre os emergentes, o destaque mais uma vez foi a lira turca, que despencou em meio à continuidade da política expansionista impulsionada pelo presidente Recep Tayyip Erdogan.

O índice DXY, que mede o dólar ante seis rivais, subiu 0,54%, a 96,565 pontos. No fim da tarde em Nova York, o euro caia a US$ US$ 1,1246 e a libra, a US$ US$ 1,3246, enquanto do dólar subia a 113,72 ienes.

Hoje, o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) manteve juros, como esperado, mas começou a retirar medidas emergenciais ligadas à covid-19. Para o Rabobank, essa postura do BC deve manter o iene contido em relação aos principais pares de moedas, e hoje o ativo operou perto da estabilidade ante o dólar. O presidente do BoJ, Haruhiko Kuroda, afirmou que não havia ouvido sinais sobre mudanças no comportamento dos consumidores diante da ômicron.

No caso do euro, apesar das sinalizações do Fed, o Rabobank lembra que o dólar terminou a sessão “um pouco mais suave”. “Embora ainda haja uma grande discrepância entre o Fed e o Banco Central Europeu (BCE) na política de juros, o posicionamento terá impacto sobre como o as moedas serão negociadas nos próximos meses”, indica o banco holandês, que espera um fortalecimento do dólar, e revisou sua projeção do euro cotado a US$ 1,12 para US$ 1,10 dentro dos próximos seis meses.

Para a Capital Economics, “embora o dólar não tenha feito muito progresso neste mês, apesar da mensagem agressiva do Fed, acreditamos que os principais impulsionadores da alta do dólar – a força relativa da recuperação dos EUA e a mudança do Fed em direção a uma normalização mais rápida da política – permanecem no lugar”. Desta forma, o avanço do ativo americano ante os principais rivais deve seguir em 2022, projeta.

Hoje, o dólar chegou a ultrapassar a marca de 17 liras turcas, mas reduziu os ganhos após o Banco Central da Turquia anunciar nova intervenção no câmbio, com venda da divisa americana. Ainda assim, seguindo as intervenções políticas de Erdogan, que segue reforçando a aposta econômica, no fim da tarde o dólar se valorizava a 16,4253 liras.