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Ouro fecha em baixa pressionado por dólar forte, e encerra semana de queda

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O contrato mais líquido do ouro fechou em baixa nesta sexta-feira, 19, encerrando uma semana de queda para o metal. A valorização do dólar ante pares na sessão pressionou a commodity, cotada na moeda americana e que fica, nesse cenário, mais cara para detentores de outras divisas. Enquanto isso, o mercado segue observando os desdobramentos da inflação no mundo e suas possíveis repercussões na política monetária dos bancos centrais, bem como a incerteza sobre quem comandará o Federal Reserve (Fed) a partir de fevereiro de 2022.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para dezembro caiu 0,53%, a US$ 1.851,6 por onça-troy. Na comparação semanal, houve queda de 0,90%.

Na visão do TD Securities, embora o metal permaneça uma proteção ideal contra os crescentes ventos estagflacionários, “o cabo de guerra entre as impressões da alta inflação e a precificação no mercado de aumentos nos juros dos banco centrais ainda não foi definitivamente concluído”.

Sobre a nomeação do presidente Joe Biden para o comando do Fed e de novos integrantes para o Conselho da autoridade, o banco de investimentos espera um Fed mais dovish, mesmo se Jerome Powell permanecer na presidência. Desta forma, com a expectativa do TD Securities de desaceleração do crescimento e da inflação no próximo ano, os aumentos de juros do Fed precificados pelo mercado “permanecem excessivamente agressivos”, segundo a análise.

Enquanto isso, o Commerzbank aponta para uma alta na demanda física por ouro na Ásia. Conforme relatado ontem pela Administração Federal Aduaneira da Suíça, o país exportou 58,5 toneladas de ouro para a China em outubro. Isso não foi apenas 170% acima do mês anterior, mas também o maior valor desde junho de 2018, segundo o banco alemão.