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Tesouro: emissão de R$ 146,4 bilhões em outubro é maior valor desde maio

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Estadão Conteúdos

Em meio ao ciclo de alta da taxa básica de juros pelo Banco Central, o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Luis Felipe Vital, destacou que a maior parte da emissão de títulos públicos em outubro ocorreu em papéis remunerados pela Selic – representando 59% dos R$ 146 bilhões emitidos no mês.

Segundo ele, também houve recuperação na emissão de títulos prefixados em outubro, respondendo por 31% dos papéis vendidos no mês passado. Vital lembrou que a redução de estoque de prefixados é esperada após uma torre grande de vencimentos desses títulos. “Agosto e setembro foram meses de emissão pequena de prefixados, e em outubro essas emissões aumentaram em relação aos dois meses anteriores”, completou.

A parcela de títulos da Dívida Pública Federal (DPF) atrelados à Selic subiu em outubro, para 36,15%. Em setembro, estava em 33,95%. Já os papéis prefixados reduziram a fatia, de 32,58% para 29,04%.

Os títulos remunerados pela inflação subiram para 29,57% do estoque da DPF em outubro, ante 28,48% em setembro. Os papéis cambiais aumentaram na participação na DPF de 4,99% em setembro para 5,24% no mês passado.

Vital destacou ainda que a emissão total de R$ 146 bilhões em outubro foi a maior desde maio deste ano. Por outro lado, o volume de resgates de R$ 272,2 bilhões no mês foi o segundo maior da série histórica, atrás apenas de abril deste ano. Com isso, o resgate líquido de R$ 125,8 bilhões em outubro também só ficou atrás do volume de R$ 166,9 bilhões de abril. “Tivemos apenas três meses de resgate líquido em 2021 – abril, setembro e outubro”, completou.

O estoque da DPF recuou 1,29% em outubro e fechou o mês em R$ 5,373 trilhões. Em setembro, o estoque estava em R$ 5,443 trilhões.