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Tesouro: Queda de colchão de liquidez em outubro já era esperada

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O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Luis Felipe Vital, avaliou que a redução no colchão de liquidez do Tesouro Nacional em outubro já era esperada, com a torre de vencimentos de títulos no mês.

O Tesouro encerrou outubro com R$ 1,010 trilhão na reserva de liquidez feita para honrar compromissos com investidores que compram os títulos brasileiros. O valor observado é 10,39% menor em termos nominais que o R$ 1,128 trilhão que estavam na reserva em setembro. O montante ainda é 31,42% maior que o observado em outubro de 2020 (R$ 769,24 bilhões).

“O resgate líquido em outubro responde por boa parte da mudança na reserva de liquidez. O colchão atual ainda é suficiente para 10,1 meses de vencimento à frente, ante 10,3 meses em setembro. Então foi uma redução de pouca magnitude”, argumentou.

Vital explicou que o principal fator de variação do colchão de liquidez é existência de emissão ou resgate líquido a cada mês. “Como novembro e dezembro tipicamente não têm muitos vencimentos, teremos emissões líquidas nesses dois meses. Com isso, a variação do colchão de liquidez tende a ser positiva até o fim do ano”, completou.