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Dólar retoma alta e atinge R$ 5,4766 com cautela local e petróleo

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O dólar volta a ensaiar alta leve e renovou máxima, a R$ 5,4766 (+0,36%), após mínima a R$ 5,4305 (-0,48%) mais cedo. O economista-chefe da JF Trust, Eduardo Velho, afirma que não há fatores domésticos pesando na queda do dólar, mas sim para alta, porque o contexto fiscal e da inflação ainda é mais negativo. “Campos Neto [presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto] falou que nossa inflação é impactada pela aceleração dos preços no mundo”, disse.

A fonte ainda comentou que estão no radar a pauta da CCJ do Senado, que pode analisar a PEC dos Precatórios amanhã ou na quinta-feira, e também da CAE da Câmara, que pode apreciar a definição de um fundo de estabilização de preços de combustíveis.

A queda do dólar mais cedo foi efeito dos indicadores positivos da China e alta de commodities, mas o petróleo esta perdendo força agora e impactando no dólar, observa.

O economista avalia que predomina no mercado também a expectativa de BCs ainda “dovish” no Japão e Europa, enquanto o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) deve ter definição sobre mudança ou não do seu comando nesta semana.

Ele conta que o mercado aposta que, se Jerome Powell for mantido no Fed, pode ter alta de juros em meados de 2002, mas a possibilidade de mudança no comando pela dirigente Lael Brainard sugere um Fed mais dovish e poderia atrasar um pouco o início da alta de juros. Isso tende a definir rumo do dólar nas próximas sessões, acredita.