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Dólar sobe a R$ 5,63 com fuga de moedas emergentes e temor fiscal no Brasil

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O dólar atingiu máxima a R$ 5,6356 (alta de 0,75%) no mercado à vista há pouco, puxado pelo dólar futuro de dezembro, que subiu até R$ 5,6415 (+0,89%). O estrategista Jefferson Laatus, do grupo Laatus, afirma que o dólar forte precifica preocupações com possível antecipação da alta de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) após a recondução de Jerome Powell ao comando da instituição por mais quatro anos, o que gera fuga de capitais de mercados emergentes para ativos americanos.

Soma-se a isso as preocupações na Europa com a disseminação da covid-19 e seus impactos na atividade econômica, afirma.

Aqui, de acordo com o estrategista, os investidores reforçam posições defensivas por causa da inflação alta e a possibilidade de que o Auxílio Brasil de R$ 400 seja permanente e corrigido pelo INPC e de outras incertezas envolvendo a tramitação da PEC dos Precatórios no Senado.

“As mudanças que estão sendo propostas pelos senadores devem obrigar a rediscussão do texto pela Câmara, aumentando o risco de a PEC não ser aprovada neste ano e abrindo a possibilidade do presidente Jair Bolsonaro editar medida de calamidade pública por meio de medida provisória, o que seria pior em termos fiscais porque o governo teria um cheque em branco para gastar no próximo ano, quando Bolsonaro deve tentar a reeleição. Com isso, cresce a expectativa sobre a movimentação dos senadores, mas é pouco provável, mas não impossível, que se consiga aprovar a PEC ainda este ano nas duas casas. As audiências do presidente da Petrobras e do ministro da economia em comissões no Senado e Câmara, respectivamente, estão sendo monitoradas, mas sem impacto na precificação do dólar por enquanto”, comenta a fonte.