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Entidades enviam manifesto a Silva e Luna pedindo o fim do PPI na Petrobras

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A Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) enviou uma carta ao presidente da estatal, Joaquim Silva e Luna, pedindo a substituição da atual política de preços dos combustíveis. No manifesto de quatro páginas, assinado em conjunto com outras entidades, é defendida a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) “para recolocar a Petrobras dentro dos objetivos para os quais foi criada”.

O documento é assinado também pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Conselho Federal de Economia (Cofecon) e pela Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo).

As entidades contestam a adoção pela Petrobras da política de Preço de Paridade de Importação (PPI), que considera nos cálculos dos reajustes dos combustíveis as variações cambial e da cotação do petróleo internacional, além dos custos logísticos para trazer os produtos de outros países. Na prática, por todo combustível consumido no Brasil é cobrado preço de importação, ainda que a maior parte da demanda seja atendida com produção interna.

“A própria existência da Petrobras e sua liderança na exploração de águas profundas, bem como as reservas do pré-sal, foram demonstradas desnecessárias, já que pagamos preço de importação. Nenhum país no mundo produtor de petróleo e com refinarias adota este modelo de política de preços”, traz o documento.

No manifesto, as entidades argumentam que os combustíveis poderiam estar mais baratos no Brasil que no mercado internacional, com valores compatíveis com a renda da população, e que isso ajudaria a impulsionar a economia interna. “Precisamos também ter a empresa prestigiando o conteúdo local”, acrescenta.

A essas críticas, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, tem respondido que a adoção do PPI garante o abastecimento do mercado interno, porque investidores privados não colocariam dinheiro no País se essa política de preços não estiver vigente.

A Aepet, no entanto, rebate a crítica afirmando que a Petrobras possui caixa para investir. A interpretação das entidades que assinam o manifesto é que a Operação Lava Jato serviu para desqualificar a estatal frente à opinião pública e que, mesmo no pior momento da empresa, sua geração operacional de caixa e liquidez corrente estavam elevadas.