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Estoque de crédito subiu 0,8% em fevereiro ante janeiro para R$ 4,711 tri, diz BC

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Estadão Conteúdos

O estoque total de operações de crédito do sistema financeiro subiu 0,8% em fevereiro ante janeiro, para R$ 4,711 trilhões, informou nesta quinta-feira, 28, o Banco Central. Em 12 meses, houve alta de 16,6%. Em fevereiro ante janeiro, houve alta de 0,7% no estoque para pessoas físicas e elevação de 1,0% no estoque para pessoas jurídicas.

De acordo com o BC, o estoque de crédito livre avançou 1,1% em fevereiro, enquanto o de crédito direcionado apresentou alta de 0,4%.

No crédito livre, houve alta de 0,5% no saldo para pessoas físicas no mês passado. Para as empresas, o estoque também avançou 1,9% no período.

O BC informou ainda que o total de operações de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu em 53,3% na passagem de janeiro para fevereiro.

Habitação e veículos

O estoque das operações de crédito direcionado para habitação no segmento pessoa física cresceu 0,9% em fevereiro ante janeiro, totalizando R$ 828,642 bilhões, informou o Banco Central.

Em 12 meses até fevereiro, o crédito para habitação no segmento pessoa física subiu 14,5%.

Já o estoque de operações de crédito livre para compra de veículos por pessoa física subiu 0,7% em fevereiro ante janeiro, para R$ 244,050 bilhões. Em 12 meses, houve alta de 9,0%.

Setores

O saldo de crédito para as empresas do setor de agropecuária caiu 1,3% em fevereiro, para R$ 39,585 bilhões, informou o Banco Central.

Já o saldo para a indústria avançou 1,0%, para R$ 769,192 bilhões. O montante para o setor de serviços teve alta de 1,5%, para R$ 1,148 trilhão.

No caso do crédito para pessoa jurídica com sede no exterior e créditos não classificados (outros), o saldo caiu 4,4%, aos R$ 6,456 bilhões.

Setor não financeiro

O saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro subiu 0,5% em fevereiro ante janeiro, para R$ 13,593 trilhões. O montante equivale a 153,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, conforme dados divulgados pelo Banco Central.

O crédito ampliado inclui, entre outras, as operações de empréstimos feitas no âmbito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e as operações com títulos públicos e privados. A medida permite uma visão mais ampla sobre como empresas, famílias e o governo geral estão se financiando, ao abarcar não apenas os empréstimos bancários.

No caso específico de empresas, o saldo do crédito ampliado caiu 1,0% em fevereiro ante janeiro, para R$ 4,573 trilhões. O montante equivale a 51,7% do PIB.

BNDES

O saldo de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empresas teve baixa de 0,8% em fevereiro ante janeiro, somando R$ 368,264 bilhões, informou o Banco Central. Em 12 meses, a queda acumulada é de 4,3%.

Em fevereiro, houve alta de 2,2% nas linhas de financiamento agroindustrial do BNDES, queda de 0,9% no financiamento de investimentos e crescimento de 3,8% no saldo de capital de giro.

Concessões

As concessões dos bancos no crédito livre caíram 1,1% em fevereiro ante janeiro, para R$ 364,5 bilhões, informou o Banco Central. No acumulado dos últimos 12 meses até fevereiro, a alta foi de 25,9%. Estes dados não levam em conta ajustes sazonais.

Em fevereiro, no crédito para pessoas físicas, as concessões caíram 2,4%, para R$ 187,4 bilhões. Em 12 meses até fevereiro, há alta de 25,2%.

Já no caso de pessoas jurídicas, as concessões subiram 0,4% em fevereiro ante janeiro, para R$ 177,0 bilhões. Em 12 meses até fevereiro, o avanço é de 26,6%.

Trégua da greve dos servidores

Com a trégua na greve dos servidores do BC, a autarquia começou a atualizar boletins e divulgações que estavam atrasadas, como as estatísticas monetárias e de crédito. Mas os dados apresentados nesta quinta ainda estão defasados.

As informações de fevereiro deveriam ter sido conhecidas no final do mês passado. Nesta quinta, era para ser divulgado o resultado de março.