Fundos de Ações

Confira a dinâmica dos fundos de ações: perdas e ganhos no COVID-19!

5 Minutos de leitura

As bolsas mundo afora vêm sofrendo perdas históricas, comparáveis apenas com as mais importantes crises passadas. Para você ter uma ideia, em março de 2020, o Ibovespa, índice da bolsa de valores de São Paulo, acumulou uma perda de 30%, o pior resultado em 20 anos. Essa é uma péssima notícia para quem investe em fundos de ações.

E o motivo para tais resultados é o assunto que domina a pauta em praticamente todo o mundo: o COVID-19, a doença causada pelo novo coronavírus, que se transformou em uma pandemia de consequências imprevisíveis. Se você investe em fundos de ações e quer saber quais são as perdas e os possíveis ganhos nesse cenário, acompanhe este post.

Quais são os desafios dos fundos de ações diante da crise do COVID-19?

Fundos de ações são uma categoria de fundo de investimento que investe pelo menos 67% da sua carteira diretamente em papéis de empresas listadas em bolsas de valores ou em aplicações atreladas a eles.

Os fundos de ações costumam ser a principal alternativa para quem quer investir em papéis de empresas de capital aberto de forma indireta. Dessa forma, a escolha e o acompanhamento dos aportes fica por conta de gestores qualificados. Isso, no entanto, não elimina os riscos de se investir nesses ativos de renda variável.

E a crise causada pelo COVID-19 é um exemplo disso. Como a principal forma de enfrentar a disseminação da doença é restringindo a circulação de pessoas, boa parte da atividade econômica mundial ficou prejudicada. A queda nos produtos internos brutos (PIB) da China (com redução de 6,8%) e dos EUA (que teve perdas de 4,8%) são exemplos disso.

No caso das ações, nem todas elas sofrem o mesmo impacto com a redução da atividade econômica. Dessa forma, empresas do setor de varejo de produtos não essenciais, companhias áreas e petrolíferas foram as que mais perderam valor nesse período de turbulência. Esse impacto pode ser sentido ainda mais em companhias que dependem do comércio físico, extremamente prejudicado pela queda na circulação de pessoas.

A redução na cotação de diversas empresas pode fazer surgir opções interessantes para os fundos de ações, que podem se aproveitar da queda do preço de muitos ativos para comprá-los e, com isso, obter bons resultados a partir do momento em que elas se recuperarem.

Tal movimento também pode contribuir com uma maior diversificação nas carteiras, o que ajuda a reduzir os riscos, algo ainda mais relevante em momentos de tamanha incerteza.

Como enfrentar essa situação?

Se você tem cotas em fundos de ações e não sabe como lidar com as consequências que a atual crise pode ter nos seus investimentos, confira as dicas abaixo para enfrentar esse momento tumultuado da melhor maneira possível e atravessá-lo sem maiores perdas.

Revise seu portfólio de investimentos

O aumento da volatilidade do mercado de ações pode fazer com que sua exposição ao risco aumente. Por isso, quem quer se proteger das oscilações do mercado e manter a carteira alinhada a seu perfil e seus objetivos deve fazer uma revisão dos seus investimentos.

Em um primeiro momento, a recomendação é que quem está mais preocupado com o risco migre suas aplicações para alternativas mais seguras. Nesse caso, as opções de renda fixa costumam ser mais indicadas.

Nessa revisão, considere principalmente o prazo de aplicação e o seu perfil. Esses dois fatores indicarão por quais caminhos você deve levar seu dinheiro, evitando perdas e aproveitando as oportunidades que surgirem.

Alguém que investe boa parte dos seus recursos em renda variável, seja por meio de fundos de ações ou não, pode reduzir a porcentagem desses ativos na carteira.

Considere alternativas de investimento

Na hora de reavaliar a carteira de investimentos, mencionamos as opções de renda fixa como principal alternativa a fundos de ações e outros ativos de renda variável, que estão sofrendo mais com o momento atual.

Elas apresentam menor rentabilidade, ainda mais em um cenário de juros básicos da economia em níveis extremamente baixos, mas conferem uma enorme segurança ao investidor.

Entre as diversas alternativas de renda fixa disponíveis, títulos públicos pós-fixados, que pagam uma remuneração de acordo com a oscilação de um índice do mercado, e títulos privados costumam ser as opções mais procuradas.

Fora da renda fixa, fundos multimercado também podem ser considerados. Eles combinam ativos de diversas classes de forma livre, o que faz deles um excelente instrumento de diversificação.

Lembre-se sempre de manter uma reserva de emergência com boa liquidez para o caso de ser necessário fazer frente a algum imprevisto, sem que isso afete de forma significativa as suas aplicações.

Evite decisões precipitadas

Momentos de turbulências podem resultar em decisões precipitadas, ainda mais quando elas acontecem em meio a perdas perceptíveis. Além disso, neste momento, os resgates, a não ser por questões inadiáveis, podem comprometer ainda mais as perdas, já que muitos fundos de ações têm baixa liquidez. Desse modo, retirar o dinheiro das cotas agora pode não ser uma boa ideia.

Pense no longo prazo

Foque o longo prazo, mesmo nos momentos de maior dificuldade. A crise atual terá grandes impactos na economia e mudará muitos setores do mercado. Boa parte das perdas atuais e a reanimação da atividade econômica poderão ser recuperadas com o tempo, ainda que de forma gradual e lenta.

Embora os números ainda sejam ruins, China e parte da Europa dão os primeiros passos para diminuir as restrições causadas pelo combate ao vírus, o que indica que há uma saída para a questão.

Neste momento, é difícil não encontrar um fundo que não tenha sofrido perdas. Ao mesmo tempo, é importante confiar nas estratégias desenvolvidas pelos gestores, que atuam para que as carteiras de ativos apresentem os melhores resultados possíveis dentro desses parâmetros.

Mantenha a calma

Pode ser difícil manter a calma vendo a situação mudando a todo momento e a enxurrada de notícias sobre os desdobramentos da pandemia. Além disso, o cenário político pode contribuir ainda mais com a turbulência. De todo modo, o importante é respirar e tentar se manter informado sobre o que acontece, para, a partir disso, ter informações que possam orientar suas decisões de investimento.

Por algum tempo, é provável que fundos de ações sofram com perdas e ganhos de forma bem mais constante que o normal. Isso não significa que eles deixaram de ser boas opções de investimento, mas é preciso ter um cuidado redobrado em momentos de incerteza extrema como o que estamos vivendo. Seguindo as dicas que apresentamos neste conteúdo, é possível enfrentar esta crise de um modo menos conturbado.

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