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Hidrovias do Brasil começa a eletrificar frota na Amazônia

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Estadão Conteúdos

Na esteira da descarbonização do planeta, a Hidrovias do Brasil, empresa de logística que tem como sócia a gestora de recursos Pátria, iniciou um processo para eletrificação de parte de sua frota. Até o fim do ano, dois empurradores de manobra desse tipo estarão em operação na Amazônia, onde a companhia opera o transporte hidroviário, sobretudo de grãos.

Só com as duas máquinas, a empresa deixará de emitir 2.168 toneladas de gás carbônico (CO2) na atmosfera – isso equivale às emissões de 472 automóveis ao longo de um ano. Segundo o presidente da empresa, Fabio Schettino, o projeto é totalmente nacional e inédito no mundo. Há duas semanas, ocorreu a montagem dos racks de baterias que vão abastecer o empurrador.

No total, são 152 baterias com autonomia para cinco ou seis horas. Por isso, essas máquinas serão destinadas ao apoio portuário nos terminais do Pará. Mas a expectativa é de que, com a evolução tecnológica, esse tempo de autonomia aumente e seja possível fazer viagens mais longas. “Estamos deixando espaço disponível nas embarcações para que futuramente possamos ampliar a capacidade das embarcações e colocar mais baterias”, afirma Schettino.

A diretora de Inovação, Engenharia e TI, Mariana Yoshioka, afirma que a intenção é continuar estudando o assunto para expandir o projeto. Ela explica que hoje o tamanho das baterias ainda é um limitante para a longa distância – entre Miritituba e Vila do Conde, no Pará, onde a empresa tem terminais, são cerca de 1.000 km pela hidrovia, o que exigiria pontos de parada para abastecimento. “Mas essa limitação é uma questão de tempo. A tecnologia está avançando muito rapidamente.”

Schettino destaca que, além de ser eficiente e uma fonte limpa, o projeto é economicamente viável, pois o custo de operação é menor. “Num momento em que o diesel estava na metade do preço do que é hoje, já era viável. Agora, a situação é ainda mais vantajosa.”

A embarcação está sendo construída no estaleiro da Belov, localizado na Bahia. As baterias são da Weg. As embarcações serão batizadas de Poraquê e Enguia, nomes de peixes da Amazônia.

AVANÇO

O processo de transição energética tem elevado o interesse do mundo por máquinas elétricas. Segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), em 2019 o mundo somava 10,7 GW de capacidade de armazenamento instalada. Mas a expectativa é de que esse mercado tenha um crescimento exponencial nos próximos anos, alcançando 1 mil GW em 2040. Isso inclui o armazenamento de energia eólica e solar, os veículos elétricos e outras aplicações.

Segundo os estudos das consultorias Greener e Newcharge, desde 2010 o preço das baterias de lítio caiu 89%, de US$ 1.183 para US$ 135 o quilowatt-hora (kWh). A expectativa é de que em 2024 o preço esteja em US$ 94 e, em 2030, em US$ 62 – o que deve atrair novos usos no mundo todo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.