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Moedas Globais: dólar recua ante rivais, com payroll dos EUA e dados da Europa

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O dólar se enfraqueceu ante rivais nesta sexta-feira, 7, com investidores digerindo os dados mistos no relatório de empregos (payroll) de dezembro dos Estados Unidos. O euro, por sua vez, se fortaleceu com indicadores da zona do euro.

O índice DXY, que mede o dólar frente um cesto de seis moedas, caiu 0,62%, a 95,719 pontos. Na semana, porém, houve ganho de 0,08%. No fim da tarde de Nova York, o euro subia a US$ 1,1361 e a libra tinha alta de US$ 1,3594, enquanto o dólar caía a 115,61 ienes.

O dólar começou a sessão com o mercado de câmbio “relativamente calmo”, afirma o ING, enquanto investidores ainda absorvem a ata do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), divulgada na quarta-feira. No entanto, o resultado misto do payroll, publicado hoje, acelerou a queda da divisa americana: a criação de empregos foi menor do que o esperado, enquanto a taxa de desemprego recuou.

Para o CIBC, o indicador demonstra que a geração de empregos deve permanecer fraca nos EUA nos próximos meses. O payroll ainda reforçou a probabilidade de alta na taxa básica de juros pelo Fed em março, afirmam o Commerzbank e a Pantheon Macroeconomics.

Já o euro acelerou alta ante o dólar após os indicadores europeus terem resultados acima do esperado por analistas. A taxa de inflação ao consumidor (CPI, pela sigla em inglês) da zona do euro atingiu a máxima histórica de 5% em dezembro, na base anual, e as vendas no varejo subiram 1% em novembro, na comparação mensal.

Joe Manimbo, da Western Union, diz que a alta inflação pode ser favorável a uma moeda, uma vez que sinaliza que o banco central do país pode ter de elevar a taxa básica de juros. “Ainda assim, o Banco Central Europeu (BCE) está convicto de que a inflação deve recuar nos próximos meses, cenário que, se correto, permitiria a manutenção de taxas de captação ultrabaixas para impulsionar a recuperação.”