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Moedas Globais: índice DXY do dólar alcança maior nível em 15 meses

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O índice DXY, que mede a força do dólar ante seis moedas rivais, alcançou seu maior nível em 15 meses nesta quinta-feira. O avanço se dá enquanto investidores ainda absorvem a inflação americana de outubro, que registrou a maior alta em 30 anos. Na Europa, dados fracos no Reino Unido pressionaram a libra.

O DXY fechou em alta de 0,35%, a 95,178 pontos. No fim da tarde em Nova York, o dólar subia a 114,08 ienes, o euro subia para US$ 1,1449 e a libra tinha alta a US$ 1,3363.

Analista da Western Union, Joe Manimbo afirma que os resultados altos da inflação nos EUA deram um forte impulso ao dólar ante rivais. “A explosão ofensiva do dólar rebaixou o euro e a libra às suas mais novas baixas de 2021 e empurraram o dólar canadense ao seu nível mais baixo em um mês”, disse. Na análise do BBH, as expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) antecipe a elevação da taxa básica de juros estão dando um grande estímulo à moeda americana.

No Reino Unido, a libra foi pressionada por dados abaixo do esperado na região e recuou ante o dólar. O Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre do país teve avanço menor do que o previsto na leitura primária, enquanto a produção industrial caiu em setembro, contrariando a expectativa de leve alta. A Capital Economics avalia que a economia britânica ainda deve perder impulso nos próximos meses.

Entre as emergentes, o peso argentino recuou ante a moeda americana. A inflação ao consumidor da Argentina em outubro avançou 3,2% ante o mês anterior. No fim do mês passado, o governo impôs o congelamento de preços de mais de 1,4 mil produtos para conter seus avanços.

O peso mexicano, por sua vez, se fortaleceu ante o dólar. Hoje, o Banco Central do México (Banxico) anunciou a elevação da taxa básica de juros do país de 4,75% para 5% ao ano. A Oxford Economics prevê que uma nova elevação de 25 pontos-base se dê na reunião de dezembro, antes que uma nova composição de dirigentes, mais dovish, decida pausar a normalização monetária frente a queda da inflação.