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Ouro fecha em baixa, com retorno de apetite por risco, e perde marca de US$ 2 mil

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Estadão Conteúdos

O contrato mais líquido do ouro fechou em forte baixa nesta quarta, 9, em sessão marcada pelo retorno de apetite por risco, inspirado em grande parte por sinalizações de que a Ucrânia poderá fazer concessões na guerra contra a Rússia. Com a queda na busca do metal como porto seguro, o nível simbólico de US$ 2000 a onça-troy acabou sendo perdido.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para abril caiu 2,70%, a US$ 1.988,20 por onça-troy.

Hoje, em entrevista à imprensa internacional, o vice-chefe do Gabinete do presidente Volodymyr Zelensky, Ihor Zhovkva, disse que a Ucrânia pode discutir sua entrada na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para chegar ao término do conflito. Mais tarde, ao jornal Bild, o próprio Zelensky disse estar preparado para fazer concessões em prol de terminar a guerra com a Rússia.

Na visão da Edward Moya, analista da Oanda, os preços do ouro caíram acentuadamente com o retorno do apetite pelo risco a Wall Street, após a primeira retração significativa dos preços das commodities desde a invasão russa da Ucrânia. “Esforços coordenados para enfrentar a crise energética global ajudarão a aliviar algumas das pressões que vimos, mas a chave para o apetite por risco dependerá de quanto tempo durar a guerra na Ucrânia”, avalia.

O impacto inflacionário só vai piorar à medida que a Rússia começar a ameaçar reter o fornecimento de sua grande cesta de commodities, que são críticas para a economia global, aponta Moya, prevendo que o ouro continuará sendo um trade muito volátil e provavelmente girará em torno do nível de US$ 2.000 a onça-troy.

Já o UBS aumentou sua previsão para o ouro “devido aos seus atributos de hedge durante períodos de elevada incerteza”. O banco espera o metal em US$ 1.950 a onça-troy até junho antes de cair para US$ 1.800 até o final do ano.