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Petróleo fecha em alta, com perspectivas para avanço da demanda

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Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta terça-feira, em sessão na qual as perspectivas para a demanda, em especial o potencial de ser menos afetada pelas restrições para conter a variante Ômicron do coronavírus, estimulou os preços. Além disso, investidores seguem observando limitações para a produção, como a situação política na Líbia.

O petróleo WTI para fevereiro fechou em alta de 3,82% (US$ 2,99), A US$ 81,22 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para março subiu 3,52% (US$ 2,85), a US$ 83,72 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

“Após dois dias de queda, os preços do petróleo estão subindo hoje, impulsionados por sinais positivos de demanda para 2022 e uma expectativa de aperto na oferta global”, aponta a Rystad Energy.

As perspectivas de demanda para 2022 são sólidas, já que muitos países mantêm suas fronteiras abertas e evitam implementar rígidos bloqueios impostos durante as ondas anteriores da covid-19, com notícias de que a Ômicron é uma cepa menos severa para a maioria, afirma a consultoria.

A demanda por combustível de aviação, que teve um impacto inicial mais significativo com o anúncio da Ômicron, agora está vendo pequenos ganhos de recuperação na América do Norte, Ásia e Europa, aponta.

Sobre interrupções na produção, para a análise, o mercado acredita que os problemas na Líbia voltarão ou que o crescimento da demanda superará os poucos milhares de barris em risco, pois a situação política permanece instável após as eleições presidenciais adiadas.

Já o presidente do Casaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, anunciou nesta terça que a Rússia começará a retirar suas tropas do país em dois dias. Segundo a Rystad Energy, o anúncio, que avaliou ainda que os protestos no país estão estáveis em todas as regiões, deve diminuir as preocupações com a oferta de 1,7 milhão de barris por dia em produção de petróleo do país.

De acordo com a Bloomberg, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) não quer que os preços da commodity subam para US$ 100 o barril e estão revivendo a produção com rapidez suficiente para evitar que os mercados globais “superaqueçam”, disse o ministro do Petróleo de Omã, Mohammed Al Rumhi.

“Somos muito cuidadosos na Opep+, analisaremos cada mês à medida que avançamos”, afirmou o ministro.

A Capital Economics vê os preços de energia caindo amplamente este ano, uma vez que o crescimento global mais lento deve esfriar a alta da demanda, mas os baixos estoques de muitos combustíveis significam que os preços permanecerão historicamente altos e voláteis por algum tempo. No caso do Brent, a expectativa da consultoria é de que o barril seja negociado perto de US$ 60 no final do ano.