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Petróleo fecha em baixa, com câmbio e quadro de Casaquistão e Líbia no radar

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Os contratos futuros de petróleo chegaram a subir mais cedo, mas encerraram em queda nesta segunda-feira, 10. Investidores monitoravam a perspectiva de maior oferta nesse mercado, com maior participação de Casaquistão e Líbia, enquanto o dólar forte contribuiu para pressionar o óleo.

O petróleo WTI para fevereiro fechou em baixa de 0,85% (US$ 0,67), em US$ 78,21 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para março caiu 1,08% (US$ 0,88), a US$ 80,87 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

No início do dia, a alta foi apoiada pelo noticiário recente sobre problemas na oferta. No Casaquistão, houve protestos contra o governo, enquanto na Líbia um bloqueio afetava o maior campo de petróleo nacional. No primeiro país, porém, o governo casaque disse que controlou o quadro, tendo recebido apoio de China e Rússia, enquanto a Dow Jones Newswires informou, a partir de fontes, que a Líbia retomava a produção em seu maior campo de petróleo, com o fim do bloqueio.

No câmbio, o dólar subiu frente a outras moedas principais. Isso torna o contrato do óleo mais caro para os detentores de outras divisas e tende a reduzir a demanda.

O Bank of America prevê uma recuperação no preço do petróleo em 2022, o que deve apoiar mais gastos na exploração do setor nos Estados Unidos. Em relatório a clientes, o banco projeta também que a produção de petróleo americana deve avançar 870 mil barris por dia (bpd) em 2022.