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Setor de tecnologia: um mercado em expansão no Brasil

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A tecnologia está cada vez mais presente no dia a dia das pessoas. Nesse sentido, a necessidade de isolamento social durante a crise mundial de Covid-19 fez com que o setor da tecnologia crescesse consideravelmente.

Se observarmos a performance da Nasdaq (National Association of Securities Dealers Automated Quotation), ou seja, uma das mais importantes bolsas de valores norte-americanas especializada na listagem de ações de empresas de tecnologia, sendo a maior bolsa de valores eletrônica automatizada dos Estados Unidos, perceberemos que o fator tecnologia tem sido preponderante para o progresso humano. O gráfico abaixo, trata-se dos últimos 5 anos. O avanço ascendente (outubro de 2016 a outubro de 2021) é enorme.

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Sendo assim, conhecer as empresas de tecnologia é uma ambição de muitos investidores, porque elas representam um dos setores mais promissores da Bolsa de Valores. Outro ponto, é o fato de que lidamos o tempo todo com produtos tecnológicos.

Se você está lendo este artigo seja pelo seu tablet, computador ou smart phone já é uma prova de que a tecnologia está ao seu alcance. A verdade é que as companhias vêm ganhando cada vez mais importância na economia atual, porque fornecem insumos essenciais para absolutamente todos os setores, do varejo à indústria.

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Para compreender e visualizar esse cenário, basta pensar na Revolução Industrial em 1760. Afinal, a criação de máquinas substituiu funções que antes eram exercidas pelos trabalhadores, o que provocou demissões e extinção de cargos. Entretanto, o impacto da tecnologia também resultou no surgimento de novas profissões ligadas à criação, produção e manutenção desses novos recursos tecnológicos.

Agora uma pergunta: você já se imaginou viver sem nenhum tipo de tecnologia atualmente?

Quase impossível, correto? Nesse sentido, ações de companhias que atuam com inovações tecnológicas ganharam destaque na composição da carteira de muitos investidores. E, no mercado financeiro, o aumento da demanda traz a expectativa de subida nos preços dos ativos, o que pode trazer oportunidades de investimento.

Que tal conhecer mais a respeito do setor de tecnologia que está em expansão no Brasil e no mundo? Confira tudo o que você precisa saber a respeito!

Passaremos pelos seguintes tópicos:

Como a tecnologia impacta na sua rotina?

Como está o setor de tecnologia?

Quais empresas de tecnologia podem ser encontradas na bolsa brasileira?

Vale a pena investir em ações de empresas de tecnologia?

Como investir em empresas de tecnologia na bolsa?

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Como a tecnologia impacta na sua rotina?

Você já reparou o quanto de tecnologia está presente em sua rotina? No passado (2020) para se locomover pela cidade era preciso ter um veículo, se dirigir a um ponto de táxi ou ônibus mais próximo. Ainda, dependendo da região, conseguir um táxi disponível ou aguardar o ônibus poderia demorar.

Atualmente, por outro lado, com um aplicativo você pode encontrar transporte facilmente para qualquer destino. E, o melhor, o motorista se dirige ao local que você se encontra — e, às vezes, até aguarda a sua chegada.

Ao mesmo tempo, você consegue acompanhar as movimentações do carro aguardado em tempo real e pode contatar o motorista por mensagem. O pagamento também pode ser vinculado ao aplicativo. Tudo isso é possível devido ao suporte da tecnologia, que conecta passageiro e motorista.

Outro exemplo são as redes sociais, que mudaram a forma com que as pessoas se comunicam à distância. As antigas ligações telefônicas e o uso de telefones públicos foram substituídos por chamadas de áudio e vídeos ou mensagens de texto e voz.

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E se dirigir a um supermercado para fazer as compras do mês? Com o tempo, a tendência é que a tarefa se torne mais rara. Existem aplicativos que atendem a praticamente qualquer demanda de consumo, sejam alimentos, produtos farmacêuticos, móveis, eletrodomésticos, eletrônicos etc.

A proposta da tecnologia não é acabar com a forma com que os serviços são prestados, mas trazer alternativas que proporcionem mais praticidade e conforto. Afinal, os consumidores estão cada vez mais exigentes, deixando de se interessar por opções morosas e ineficientes.

As empresas de tecnologia na bolsa são aquelas que fabricam, desenvolvem ou fornecem produtos e serviços de variados tipos de tecnologia. Elas podem atender o consumidor final, mas o mais comum é que elas tenham serviços focados em soluções para empresas.

São companhias que fabricam computadores e outros dispositivos, desenvolvem softwares e fornecem serviços de hospedagens para sites, por exemplo.

Vale destacar que, por trás de todas essas facilidades, existem empresas que trabalham continuamente para evoluir diferentes tipos de serviço. Assim, quanto maior o sucesso e aceitação de seus produtos e serviços no mercado, mais investidores tendem a interessar pelo negócio.

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Como está o setor de tecnologia?

Como você viu, empresas de tecnologia atuam com base na criação e desenvolvimento de soluções inovadoras e facilitadoras do cotidiano das pessoas. Então seus produtos estão relacionados com automação, integração, transporte, comunicação, consumo, entre outros.

A partir dos anos 2000, após a popularização da internet, a utilização de dispositivos eletrônicos como computadores, notebooks e, principalmente, celulares aumentou exponencialmente. Isso considerando ambientes da indústria e do comércio, residências ou o uso pessoal.

Ademais, limitando os dados ao mercado nacional, a abertura de empresas de tecnologia cresceu cerca de 210% nos últimos dez anos. E o setor de tecnologia está entre os poucos que conseguiram registrar crescimento durante a crise gerada pela Covid-19.

Isso também contribuiu para o aumento da demanda na contratação de profissionais que atuam na área de tecnologia da informação. Segundo o Banco Nacional de Empregos (BNE), em janeiro de 2021 o número de vagas aumentou 46,2%, em relação ao mesmo período no ano anterior.

Dados como esses mostram o potencial de expansão do setor e, consequentemente, chamam a atenção de investidores e do mercado de modo geral. Desse modo, quem está interessado em investir em renda variável, pode se interessar pelas oportunidades no setor da tecnologia.

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Quais empresas de tecnologia podem ser encontradas na bolsa brasileira?

No Brasil, é possível encontrar diversas empresas de tecnologia. Contudo, nem todas são focadas no desenvolvimento de aplicativos ou softwares. Há empresas que fabricam componentes e equipamentos eletrônicos, fornecem produtos financeiros, de gestão e outras soluções.

A seguir, confira algumas das principais companhias do setor!

Valid Certificadora Digital (VLID3)

Originada em 1957, a Valid Certificadora Digital (VLID3) possui uma longa tradição na validação e autenticidade de documentos. Inicialmente nomeada “Thomas de La Rue”, ela trabalhava com impressão e papel de alta segurança.

Porém, com a evolução da tecnologia, ela passou por mudanças de nome e em sua estrutura. Assim, começou a atuar com a emissão de cartões, validação de identidade, certificação digital, meios de pagamento etc.

A sua abertura de capital aconteceu em abril de 2006, quando sei IPO (Initial Public Offering) levantou R$ 480 milhões. Os recursos obtidos foram usados, principalmente, para apoiar o desenvolvimento de novos serviços e soluções para seus clientes.

Totvs (TOTS3)

A Totvs (TOTS3) é outra pioneira no mercado de tecnologia brasileiro. Criada em 1969, esteve ligada à utilização de tecnologias para o gerenciamento de empresas. Com o passar dos anos, passou a desenvolver soluções de gestão empresarial.

Sua estreia na B3 (a bolsa de valores brasileira) ocorreu em março de 2006, com um IPO que captou R$ 460 milhões. Em maio de 2019, a Totvs fez um follow on levantando R$ 1 bilhão. Os recursos foram utilizados em inovação de tecnologias e aquisições de outras empresas.

Wiz (WISZ3)

A Wiz (WISZ3) é uma empresa brasileira que atua no setor de seguros. Criada em 1973, a companhia sofreu uma reestruturação e criou novos produtos para o mercado. A partir de 2010, ela passou a oferecer crédito para os seus clientes.

A companhia realizou seu IPO em 2015, ocasião em que conseguiu a captação de R$ 602,8 milhões. Entre os planos da empresa com a abertura de capital estavam a implementação de plataformas tecnológicas, avanços na governança corporativa, expansão das atividades de venda e renovação de seguros.

Intelbras (INTB3)

Fundada em 1976, a Intelbras (INTB3) é uma empresa de tecnologia com foco em comunicações, rede e segurança. Assim, ela produz placas de rede, modens, roteadores, aparelhos telefônicos, interfones, câmeras de vigilância, entre outros produtos.

Embora tenha mais de 4 décadas de expertise, a empresa abriu seu capital apenas em fevereiro de 2021, quando fez um IPO que movimentou R$ 1,3 bilhão. A proposta de ser listada na bolsa tinha o objetivo de captar recursos para expansão de sua capacidade industrial e expandir as vendas.

Linx (LINX3)

A Linx (LINX3) teve origem em 1985. Trata-se de uma empresa de software que atua com o desenvolvimento de soluções para o varejo na América Latina. Ela fez a sua estreia na B3 em 2013, com um IPO que levantou R$ 251 milhões.

O capital levantado foi utilizado para fortalecer o caixa da empresa e apoiar novas iniciativas. Em agosto de 2020, a Linx foi comprada pela Stone, mas teve sua estrutura mantida de forma independente. Por isso, também continua sendo negociada na bolsa de valores brasileira.

Positivo (POSI3)

A Positivo (POSI3) surgiu em 1989, sendo uma empresa especializada na fabricação de componentes de computador, notebooks, tablets, celulares, entre outros. Sua história na bolsa teve origem em dezembro de 2006, quando seu IPO captou R$ 604 milhões.

Já em 2020, a Positivo realizou uma oferta subsequente de ações que arrecadou mais de R$ 353 milhões. De acordo com o prospecto emitido pela companhia, o valor levantado seria usado para reforçar a estrutura financeira da empresa e viabilizar o desenvolvimento de novas tecnologias.

Sinqia (SQIA3)

A Sinqia (SQIA3) é uma empresa que desenvolve softwares para empresas de diversos segmentos. O foco de sua atuação é o setor financeiro, segurança da informação e outsourcing (terceirização de profissionais de tecnologia). Sua criação aconteceu em 1996.

Com IPO em março de 2013, a Sinqia conseguiu arrecadar R$ 39 milhões. A proposta era utilizar o dinheiro na aquisição de outras empresas, além de desenvolver novas soluções para os seus clientes.

Locaweb (LWSA3)

Com fundação em 1997, a Locaweb (LWSA3) se consagrou como uma companhia de hospedagem de sites e registro de domínios na internet. Contudo, diante da evolução dos meios digitais, a empresa passou a oferecer a computação em nuvem.

Sua listagem em bolsa foi feita em fevereiro de 2020, em um IPO que rendeu R$ 2,7 bilhões. O valor obtido foi utilizado para adquirir mais de 10 empresas pouco tempo após a abertura de capital.

Neogrid (NGRD3)

A Neogrid (NGRD3) foi fundada em 1999. Sua atuação principal é o desenvolvimento de software e outras soluções para a cadeia de suprimentos. Ela também fornece alternativas para indústria e outros segmentos diversificados.

Em sua oferta pública inicial, que aconteceu em dezembro de 2020, a companhia captou R$ 486 milhões. A maior parte desses recursos foi destinada ao caixa da empresa. Porém, uma parte do valor foi utilizada na aquisição de outras companhias.

Bemobi (BMOB3)

A Bemobi (BMOB3) foi fundada em 2007, sendo uma empresa distribuidora de aplicativos, games e serviços digitais voltados para os mercados emergentes. A companhia tem parceria com empresas de telefonia, desenvolvedores e fornecedores de conteúdo.

O IPO da Bemobi foi realizado em fevereiro de 2021, alcançando R$ 1,26 bilhão. Uma parte dos recursos foram destinados ao pagamento de compromissos financeiros. Já o restante foi reservado para concretizar aquisições de empresas que possam acelerar o crescimento da distribuidora.

Mosaico (MOSI3)

A Mosaico (MOSI3) teve sua origem no ano de 2010. Trata-se de uma plataforma de conteúdo focada na comparação de preços de produtos. Essa companhia está por trás de marcas como o Buscapé, Zoom e Bondfaro.

A companhia realizou seu IPO em fevereiro de 2021, movimentando R$ 1,2 bilhão. Os principais objetivos da captação eram quitar dívidas, ampliar sua presença no mercado, aumentar o número de parceiros e expandir seus negócios.

Meliuz (CASH3)

Já na era das startups, a Meliuz (CASH3) surgiu como uma plataforma que apresenta cupons de desconto para compras em varejistas parceiros. Ainda, ele oferece a devolução de parte do valor utilizado — o chamado cashback, adotado por diversas empresas.

Criada em 2011, a empresa decidiu abrir seu capital no ano de 2020, quando arrecadou R$ 661 milhões. Após o IPO, a companhia adquiriu a plataforma internacional Picodi — que atuava no mesmo segmento.

Contudo, vale destacar que diversas outras empresas estão inseridas no setor tecnológico, segundo a classificação da B3. Por exemplo, a Mobly, Enjoei e Housi. Porém, como são focadas em vendas de produtos no ambiente digital, não em desenvolvimento tecnológico, elas não entraram na listagem.

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Vale a pena investir em ações de empresas de tecnologia?

Depois de conhecer diversas companhias do setor de tecnologia você pode estar se perguntando se vale a pena investir nessas alternativas. No entanto, a resposta pode ser diferente para cada tipo de investidor.

Isso porque é preciso analisar se investir em ações é adequado ao seu perfil de risco e aos seus objetivos financeiros. Nesse sentido, é comum que a alternativa faça mais sentido para quem tem perfil arrojado ou moderado.

Após avaliar se fazer o investimento em ações é adequado no seu caso, também é interessante compreender se a área de tecnologia é a mais indicada. Como visto, o surgimento de diversas empresas nesse setor pode representar potencial de crescimento, mas os riscos também são altos.

Desse modo, não basta a realização de uma análise superficial sobre essas companhias. Quem investe nesse mercado costuma realizar uma análise fundamentalista antes de alocar seu capital, para tomar decisões mais acertadas.

Aqui, o objetivo é identificar se os fundamentos da empresa estão dentro de suas expectativas e apresentam potencial no longo prazo. Lembre-se de que ao adquirir uma ação você se torna acionista e passa a compartilhar dos lucros e dos riscos do negócio.

Como investir em empresas de tecnologia na bolsa?

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O investimento em empresas de tecnologia na bolsa segue o mesmo processo exigido para os aportes em ações de outros setores. Logo, você precisará estar vinculado a uma corretora de investimentos.

Ao abrir uma conta, você terá acesso ao home broker — uma plataforma digital que viabiliza as negociações no ambiente da bolsa. Nela, basta digitar o ticker de negociação da ação da empresa em que pretende investir.

Esse é um código geralmente composto por 4 letras seguido de uma numeração, como os apresentados na listagem. Por fim, basta digitar a quantidade de ações, o preço e enviar a ordem de compra.

Contudo, antes de realizar o aporte, é importante ter uma reserva de emergência, além de uma estratégia de investimentos bem definida e saber gerenciar os riscos. Afinal, investimentos de renda variável podem trazer rentabilidades mais atrativas, mas é preciso ter atenção aos riscos existentes.

Conseguiu aprender mais sobre a respeito do setor de tecnologia no mercado financeiro? Caso queira tirar dúvidas sobre ações e outras opções de investimento, não deixe de consultar uma assessoria — como a Valor Investimentos, parceira da Vai Investir.

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