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Taxas futuras de juros sobem ante preocupações com fiscal

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Os juros futuros começaram a sessão desta quarta-feira (5) com certo alívio na curva, mas depois ganharam força e passaram a subir, apesar do dólar mais fraco e recuo dos juros dos Treasuries. Segundo o diretor da Wagner Investimentos José Raymundo Ferreira Júnior, o mercado está incomodado com o artigo do ex-ministro Guido Mantega publicado hoje na Folha de S.Paulo e que sinalizaria uma continuidade de políticas econômicas dos governos petistas anteriores.

“Achei um desastre total. Muito conveniente comentar de 2003-2014 e deixar os meses do 2º mandato da Dilma fora e culpar todo o resto pelo nosso desastre. Defendeu a volta da matriz econômica. Não acho que ele eventualmente será o ministro, mas deixa claro que nada mudou no pensamento do partido, insistindo nos mesmos erros”, afirma o diretor.

Em seu artigo, no entanto, Mantega procurou ressaltar a situação atual do País, citando que a economia deve seguir estagnada ao longo deste ano, criticando a política monetária contracionista e sugerindo o que pode ser feito num futuro governo. “O governo deve coordenar um ambicioso plano de investimentos públicos e privados, de modo a ampliar a infraestrutura e aumentar a produtividade, gerando muitos empregos”.

Às 9h50, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 estava em 11,25%, de 11,11% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2025 exibia máxima de 11,33%, de 11,17%, e o para janeiro de 2023 marcava máxima de 12,10%, de 12,05% no ajuste de terça-feira.