Notice: Function _load_textdomain_just_in_time was called incorrectly. Translation loading for the related-posts-thumbnails domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /opt/bitnami/wordpress/wp-includes/functions.php on line 6131
CDB e CDI: entenda agora as principais diferenças
Skip to main content

Investimentos

Investimentos

Entenda as principais diferenças entre CDB e CDI

Por

Existem tantas siglas no mercado de investimentos que é muito comum surgirem dúvidas e confusões em relação a elas, principalmente para quem ainda está aprendendo mais sobre esse meio. Entre as principais sopa de letras quando se fala em renda fixa são os Certificados de Depósito Bancário (CDB) e os Certificados de Depósito Interbancário (CDI).

O CDI é um título de curtíssimo prazo emitido pelos bancos. Em algum grau, ele se assemelha ao CDB. Isso porque o CDI também é usado pelas instituições para captar recursos. Entender o mecanismo deles é fundamental para qualquer investidor, uma vez que só com bons conhecimentos sobre o mercado financeiro que se consegue analisar os títulos e suas rentabilidades e avaliar se eles são condizentes com os objetivos que foram traçados.

Pensando nisso, resolvemos elaborar este artigo e explicar quais são as diferenças, como funcionam e como esses dois termos se relacionam. Confira!

Sumário

O que significam CDB e CDI

Como eles funcionam

Como o CDB e o CDI se relacionam

Como o CDI afeta os investimentos

O que significa render 100% do CDI?

Rendimento histórico do CDI

Tesouro Direto como opção

shutterstock 534796828 1 scaled

O que significam CDB e CDI

Apesar de terem as letras bem parecidas, CDB e CDI são coisas distintas, mas muito importantes escolher um investimento. Nos tópicos a seguir, explicamos com detalhes esses conceitos.

O que é CDB

CBD é a sigla para Certificado de Depósito Bancário. Apesar de o nome parecer um pouco complexo, o conceito é bem simples: nessa modalidade, é como se o investidor fizesse um empréstimo para o banco, recebendo juros de volta por isso. A instituição geralmente utiliza esse dinheiro para emprestar a outras pessoas com juros mais altos.

O que é CDI

Já o CDI se trata do Certificado de Depósito Interbancário. Aqui, o empréstimo é feito entre bancos, como o próprio nome sugere. Ele é muito utilizado por instituições que precisam de capital imediato para a reposição do caixa, o que é feito com a ajuda de outra que tem reserva disponível para o empréstimo.

Leia também | Investimento melhor que poupança? Conheça cinco opções!

Como eles funcionam

Agora que você já entende qual é o conceito de CDB e CDI, já consegue entender que eles funcionam de formas diferentes na prática, certo? Porém, isso não diz respeito apenas ao tipo de transação que é realizada. Saiba mais a seguir.

O CDB

No CDB, o investidor escolhe um banco ou uma corretora de investimentos e abre uma conta. Feito isso, ele seleciona os títulos mais adequados aos seus objetivos e necessidades e realiza um depósito — chamado de aporte — inicial, referente ao valor da aplicação.

No vencimento do título adquirido, recebe-se todo o valor aplicado de volta, somado aos juros do rendimento no período. Entretanto, há o abatimento do imposto de renda, que pode variar entre 15% e 22,5% — quanto maior o prazo, menor o desconto.

Caso o investimento dure menos de 30 dias, também é feito o pagamento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) com base nos rendimentos. Essa taxa é mais agressiva e pode levar uma fatia grande da rentabilidade se o título é resgatado antes da hora.

O CDI

O CDI não está disponível para pessoas físicas investirem, apenas para os bancos. Ele existe para que eles fechem o dia com o saldo positivo — uma regra do Banco Central. Assim, sempre que uma instituição encerra com o saldo negativo, outra que apresentar superávit envia o valor necessário para cobrir o prejuízo.

Para que isso aconteça, existem situações em que empréstimos são solicitados para outras instituições e eles são realizados de acordo com o CDI. Por isso, ele não pode ser considerado um investimento, mas sim uma taxa referencial, assim como a SELIC.

Como o CDB e o CDI se relacionam

A taxa do CDI é a principal referência para diversos tipos de investimentos em renda fixa. Assim, instituições e bancos oferecem títulos e a utilizam para estabelecer a rentabilidade que os investidores têm ao adquiri-los. Esse é o caso do CDB e também das LCIs, LCAs e algumas debêntures, por exemplo.

Se você fizer uma pesquisa, verá ofertas como:

  • LCA a 95% do CDI com prazo de 1 ano;
  • CDB a 100% do CDI com liquidez diária.

Isso significa que, com o CDI a 6,4% ao ano, a LCA renderia 6,08% e o CDB os mesmos 6,4%.

Sempre que o CDI sofrer qualquer variação, os investimentos atrelados a ele também serão impactados. Ou seja, se o referencial diminui, a rentabilidade dos títulos baseados nele também será menor. Por isso, pode-se dizer que a relação entre essas duas siglas é direta.

Por isso, para que o investidor consiga garantir bons investimentos em renda fixa, precisa acompanhar o mercado financeiro e conhecer o índice do CDI. Só assim é possível avaliar a rentabilidade que o título oferece e se ele é vantajoso.

Leia também | Renda fixa e a Selic: entenda o impacto da taxa de juros nos investimentos

Como o CDI afeta os investimentos

A taxa do CDI é a principal referência de rentabilidade para os investimentos de renda fixa. Muitos são atrelados a esse indicador, e outros tantos o utilizam como benchmark – ou seja, como meta de desempenho. Há, inclusive, aplicações de outras categorias que fazem isso. É o caso de alguns fundos multimercados.

O que acontece, portanto, quando a taxa do CDI cai? De modo geral, as aplicações atreladas ao indicador acabam rendendo menos. O contrário acontece se a taxa do CDI sobe em determinado período. E mesmo no caso dos investimentos não atrelados diretamente ao CDI, a variação da taxa também pode ocasionar efeitos indiretos.

O que significa render 100% do CDI?

Muitos investimentos oferecem remuneração atrelada à taxa DI. Normalmente, ela é expressa como um percentual. Quando se afirma que um CDB (ou uma LCI, uma debênture ou a aplicação que for) oferece 100% do CDI, significa dizer que ele assegurará ao investidor um retorno equivalente à taxa média integral dos empréstimos realizados entre os bancos.

Se, por outro lado, o CDB oferecesse 80% do CDI, o investidor teria como remuneração apenas uma parte da taxa DI – no caso, de 80%. Mas, nas duas situações, há algo em comum. Se a taxa DI subir durante o período do investimento, o retorno final para o investidor também aumentará. Se cair, o retorno será menor.

Investimentos que adotam esse formato de remuneração são chamados de pós-fixados. Isso porque embora o investidor saiba desde o início que indicador servirá de referência (o CDI), não tem certeza sobre qual será o retorno efetivo. Ele dependerá da dinâmica de variações da taxa DI ao longo do período da aplicação.

Uma outra forma de remuneração de investimentos pós-fixados é a fórmula “CDI mais spread”. Nesse caso, o retorno da aplicação é igual à taxa DI mais uma outra taxa de juros – de 1% ou 2% ao ano, por exemplo.

Leia também | 5 tipos de investimentos para saber onde investir 5 mil reais

Rendimento histórico do CDI

Nos últimos anos, com a queda dos juros básicos da economia brasileira ao menor patamar da história, a taxa do CDI também diminuiu. Muita gente ainda tem uma lembrança vívida dos tempos em que as aplicações de renda fixa rendiam 1% ao mês, sem muito esforço. Esse cenário mudou.

Ao longo de 2019, por exemplo, a taxa do CDI ficou abaixo de 0,60% em todos os meses do ano (em alguns, não chegou nem a 0,40%). O gráfico abaixo demonstra o rendimento mensal do CDI nos últimos anos, mês a mês. Confira:

cdi
Fonte: Ipeadata e Infomoney

Leia também | Tempo vs. Investimentos

Tesouro Direto como opção

Se você quer investir em renda fixa e diversificar sem adquirir títulos ligados ao CDI, pode optar pelo Tesouro Direto. Nesse caso, você empresta o seu dinheiro para o Governo, que vai devolvê-lo depois de certo tempo com correção de juros.

Ambas as opções tanto o CDB quanto o Tesouro Direto são tão seguras quanto a poupança, mas apresentam uma rentabilidade mais satisfatória.

Outra grande vantagem do Tesouro Direto é que, com o Tesouro Selic, por exemplo, a liquidez é diária, o que significa que ele rende diariamente e você pode sacar o valor a qualquer momento. Isso o torna uma excelente opção para a formação de uma reserva de emergência.

Isso sem contar as outras modalidades disponíveis no Tesouro Direto, que podem atender a objetivos e necessidades diferentes, como a aposentadoria, a faculdade dos filhos e uma viagem no médio prazo. Em alguns casos, a rentabilidade está atrelada à inflação (o que é ótimo para as aplicações de longo prazo, evitando que o investidor “perca dinheiro” ao término do prazo.

Como você pôde ver, CDB e CDI são duas coisas distintas, mas que estão diretamente ligadas, visto que o segundo determina a rentabilidade de títulos do primeiro. Estudar o mercado e acompanhar as tendências é uma tarefa que faz parte da rotina de todo investidor, principalmente porque é isso que contribui para a realização de bons aportes e uma rentabilidade satisfatória, levando em conta o perfil de tolerância aos riscos.

O que achou deste artigo? Ficou mais claro do que se tratam o CDB e CDI e a relação entre eles? Aproveite para conferir outros posts em que explicamos em detalhes:

Boletim Focus: confira as projeções do mercado

Mercado Financeiro: conheça o papel de cada instituição

Quais as diferenças entre Tesouro Selic, prefixado e IPCA? Entenda!