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Dólar reduz queda diante do fortalecimento no exterior após indicador CPI dos EUA

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O dólar desacelera a queda frente o real, cotado a R$ 5,4571 (-0,69%) há pouco, ajustando-se à ampliação da alta do dólar ante pares principais e outras divisas emergentes após o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos e seu núcleo acima do esperado pelos economistas do mercado, afirma o economista-chefe da JF Trust, Eduardo Velho.

Ela diz que a queda da moeda norte-americana no mercado à vista apoia-se no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acima do esperado em outubro, que traz pressão sobre o BC para elevação mais forte da Selic, favorecendo um dólar mais fraco.

Mas Velho avalia que o patamar de R$ 5,43 é um suporte forte e a queda à mínima mais cedo a R$ 5,4441 (-0,92%) pode não ir muito além.

A perspectiva de aumento do diferencial de juros interno e externo com um Comitê de Política Monetária (Copom) mais agressivo em dezembro pesa também contra o crescimento do País e a tramitação da PEC dos Precatórios pode ser mais difícil, limitando a queda frente o real, além da alta do dólar no exterior, declarou.

O CPI dos Estados Unidos subiu 0,9% em outubro ante setembro, bem acima da mediana das previsões de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, de alta de 0,6%. O indicador também subiu 6,2% na comparação anual de outubro, acima da previsão (+5,9%), e o núcleo teve incremento de 4,6%, o maior desde 1991, superando o avanço esperado de 4,3%.