Educação Financeira

Expert 2021 com Luiz Fux, Howard Marks e Guilherme Benchimol

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O último dia da Expert XP 2021 trouxe no dia 26 de agosto, palestras com os maiores especialistas, empresários e influenciadores no maior evento sobre investimentos do mundo. As palestras foram transmitidas online e totalmente gratuitas.

Entre os destaques estiveram:

. Ministro Luiz Fux (Presidente do Supremo Tribunal Federal) – Conferencista nacional e internacional, convidado da Harvard Law School, Oxford University, Council of The Americas. Autor de mais de 20 obras sobre Processo Civil é Membro da Academia Brasileira de Letras Jurídicas e da Academia Brasileira de Filosofia.

. Howard Marks (Co-Presidente do Conselho da Oaktree) – Administrador e presidente do Comitê de Investimentos do Metropolitan Museum of Art, membro do Comitê de Investimentos da Royal Drawing School ,  professor de Prática na King’s Business School (ambas em Londres). Atua no Conselho Consultivo Financeiro Internacional de Xangai e no Conselho Consultivo da Universidade Duke Kunshan e é administrador emérito da Universidade da Pensilvânia, na qual de 2000 a 2010 presidiu o Conselho de Investimentos.

. Guilherme Benchimol (Fundador XP Inc.) – Formado em Economia pela UFRJ. Presidente do Grupo XP Inc., fundou a XP em 2001. Hoje, A XP Inc. é composta por 15 marcas e possui mais de 3 milhões de clientes e R$ 715 bilhões sob custódia.

O evento contou com a participação de atletas olímpicos para falar sobre inspiração, carreira e conquistas nas Olimpíadas. Depois de uma abertura marcada por conteúdos de qualidade, neste último dia preparamos os principais pontos abordados pelos palestrantes de destaque acima, por meio de conteúdos resumidos sobre o que aconteceu na Expert 2021.

Se você não conseguiu assistir a alguma das palestras, não se preocupe. Abaixo, fizemos uma lista dos principais tópicos abordados pelos palestrantes da Expert.

Ministro Luiz Fux na Expert

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Ministro Luiz Fux.

Consenso, conciliação e busca conjunta de soluções para o Brasil. Esta foi a mensagem que o ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), quis evidenciar em sua participação na Expert XP 2021, o maior evento de investimentos do mundo.

No “Painel Democracia e Segurança Jurídica”, o ministro deixou claro seu otimismo e seu empenho em articular consensos, como em relação ao polêmico pagamento dos Precatórios, e afirmou: “calote nunca mais”.

O ministro iniciou sua exposição abordando tão falado tema da divisão de competências em relação ao enfrentamento da pandemia, abordado pelo STF. A decisão do Supremo, que baseou falas em relação à impossibilidade de atuação por parte da União, buscou estabelecer e delimitar competências, de acordo com o jurista.

Fux deixou claro que a divisão unicamente buscava dar liberdade para que o combate ao coronavírus se desse de forma individualizada em cada ente federativo, levando em consideração as particularidades de cada estado e município.

“O que o supremo disse foi isso: a competência da supervisão é da união e cada estado e cada município tem o dever de regular seu território de acordo com a especificidade”, disse o presidente do STF.

O último tema tratado pelo ministro Luiz Fux foi a autonomia do Banco Central (BC), que ele entende ser fundamental. O jurista disse que países que adotam essa independência são “países festejados” e que não há, na Constituição Federal, nenhum impeditivo para isso, muito pelo contrário.

“Por outro lado, se analisarmos a Constituição, ela preconiza a livre iniciativa, livre concorrência e intervenção mínima do Estado na economia”, afirmou ele.

Fux esclareceu que entende que, para algumas matérias, é necessário que haja independência de instituições que possuam mais expertise para geri-las sem nenhuma influência de ideologia, que seria o caso do Banco Central.

“Um BC independente representa um grande avanço na política econômica e monetária do Brasil” disse o ministro.

Por fim, Fux explicou que por mais que possa haver questões formais que atrapalhem o projeto de lei ora em curso para o estabelecimento da independência, ele acredita que, para atingir a questão de fundo, algumas formalidades poderiam ser deixadas de lado.

E concluiu sua exposição na Expert XP 2021 com uma postura firme: “O Banco Central deve ter uma visão transnacional e atuar com total independência.”

Howard Marks na Expert

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Howard Marks.

Com uma visão positiva sobre a atuação dos governos e dos bancos centrais ao longo da pandemia, no sentido de prover estímulos ainda que com um custo de inflação.

O megainvestidor Howard Marks, co-fundador e vice-presidente da Oaktree Capital, afirmou que não enxerga uma virada de mão nos mercados acionários americanos, embora os preços dos ativos estejam em um ritmo atualmente mais forte do que a própria economia do país.

Marks lembrou que o ciclo econômico atual é atípico por conta da pandemia, disse que as reações dos governos foram muito bem-sucedidas, com resultados relevantes sobre as atividades, e destacou que vê os mercados como mais saudáveis agora do que em outras crises, ainda que não estejam em sincronia com a evolução das economias.

Enquanto as bolsas americanas dispararam, afirmou, a economia ainda está apenas no início de um ciclo de expansão, o que não indica um problema, mas, sim, espaço para crescer.

“Embora o mercado acionário esteja em alta, o risco de recessão ou de uma desaceleração econômica não é substancial”, afirmou, indicando que o índice S&P 500 mais do que dobrou desde 23 de março de 2020.

Com relação às medidas adotadas por bancos centrais e governos para conter os efeitos da pandemia sobre as economias, ainda que a inflação seja uma das consequências, Marks vê com bons olhos as iniciativas promovidas.

“Não é porque alguma coisa pode ter consequência negativa que não deve ser feita. Se o governo dos Estados Unidos e outros bancos centrais não tivessem feito o que fizeram no ano passado, provavelmente estaríamos numa depressão global hoje. Então era a coisa certa a fazer, mas tem riscos atrelados”, enfatizou.

Isso posto, o investidor defendeu que, uma vez que a economia esteja mais fortalecida e os auxílios não sejam mais tão necessários, que o governo e o Federal Reserve, o banco central dos EUA, “façam menos”.

 Guilherme Benchimol na Expert

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Guilherme Benchimol.

Guilherme Benchimol liderou um papo com atletas olímpicos e comentou sobre as similaridades com a vida do empreendedor. Sob o lema: “o esporte transforma”, a XP Inc. anunciou em meados de maio que iria patrocinar o Comitê Olímpico do Brasil nas Olimpíadas de Tóquio e depois confirmou a extensão do patrocínio até Paris 2024.

No último dia da Expert, maior evento de investimentos do mundo, Guilherme Benchimol, presidente executivo do Conselho de Administração, recebeu cinco atletas olímpicos para um painel sobre “Os bastidores dos atletas”: Alisson dos Santos, bronze nos 400 metros com barreira, Ana Marcela Cunha, ouro na maratona aquática, Bruno Fratus, bronze nos 50 metros livre na natação, Douglas Souza, do time do vôlei, e Mayra Aguiar, bronze do judô.

Os atletas compartilharam a o significado de participar desta edição dos jogos e alguns desafios em meio à pandemia.

O termo em comum que os atletas compartilharam foi a superação, após meses em casa devido à pandemia, medo de pegar a doença, e em muitos momentos sem a certeza até se a Olimpíada iria acontecer após o adiamento em 2020.

Alisson dos Santos explicou que aprendeu muito durante esse último ciclo olímpico, que culminou na primeira medalha para o atletismo brasileiro após 33 anos.

“Eu tive que persistir. Mas entendi que todos são capazes de conquistar o que desejam, se estiverem dispostos a lutar e correr atrás do sonho. Eu dei tudo de mim e valeu muito a pena. Conseguimos cumprir a missão e foi muito gratificante. Eu sou obstinado em dar o meu melhor, tentar minha melhor performance sempre”, diz.

Para Sousa, que com o vôlei parou na seleção da Argentina na disputa do terceiro lugar, a participação nesta edição foi especial.

“É superação minha palavra. Fiquei 5 meses dentro de casa sem sair, sem poder fazer nada. Quando retornei para os campeonatos, senti muito fisicamente. Em dezembro e janeiro eu não conseguia fazer um treino completo. Por isso, sou grato só de ter sido convocado e ter participado”, afirmou.

Ana Marcela acredita que essa olimpíada foi sinônimo de reinvenção. “A gente teve que se reinventar muito desde o adiamento dos jogos, tivemos que refazer o planejamento, tudo foi muito intenso. Trazer essa medalha para casa é símbolo de muita alegria”, diz.

Para Fratus, o bronze foi ouro. “É a medalha da insistência, da resiliência. É a de alguém que se recusou a desistir mesmo depois de decepções olímpicas, mesmo com insegurança, mesmo com a pandemia. Eu escolhi acreditar e valeu cada segundo”, disse o nadador que chegou em três finais dos 50 metros livre três vezes consecutivas.

Mayra enfrentou a pior lesão da sua carreira em 2020, se recuperou e garantiu o pódio pela terceira vez em Olimpíadas.

“Todo dia era uma adaptação. De como treinar, como tirar o melhor que eu tinha para o momento. Quando você começa a fazer judô, a primeira coisa que te ensinam é como cair. E isso é muito poderoso, a aprender a cair e a levantar é a lição que tiro do esporte”, afirmou a judoca.

Benchimol afirma que investir no Comitê Olímpico partiu de uma paixão própria pelo esporte, e que na verdade essa vida de atleta tem semelhanças com a vida de empreendedor.

“A resiliência, o foco, a superação: a vida esportiva é muito parecida com a vida do executivo ou do empreendedor. Nada é fácil, não é à toa que as pessoas conquistam vitórias. Elas são resultado de muito sofrimento, dor, dúvidas. Por isso, na XP quero pessoas que sejam obstinadas: ou seja, que sabem o que elas querem e independentemente de quantas vezes caírem vão se levantar”, afirmou durante o painel.

Importância da assessoria de investimentos

Está cada vez mais visível o protagonismo da assessoria de investimentos como o principal vetor de desenvolvimento do mercado de capitais no Brasil. O modelo de negócios – partnership, por exemplo – é destaque na virada de chave para a tomada de consciência dos investidores, via produtos financeiros com melhores rentabilidades apresentados pelos assessores de investimentos.

A figura do assessor, aliás, tem sido reconhecida como profissional cada vez mais qualificado para atender de forma mais eficiente os diversos perfis de clientes(conservador, moderado ou arrojado). Consequência disso, é o fato dos investidores estarem mais satisfeitos. Outra referência são os reiterados prêmios em renda variável, renda fixa e êxitos no segmento financeiro no conceito Net Promoter Score (NPS).

É neste caminho que a Valor Investimentos tem trilhado seu percurso, acreditando que o B2B seja um dos canais mais importantes para seu plano de crescimento. Ultrapassar a marca dos R$ 6 bilhões sob custódia, além de estreitar o relacionamento com os clientes, gestores e empreendedores tem sido estratégico para a Valor.

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Sobre o autor
Thiago Goulart é o Editor da Vai Investir e do podcast Valor de Mercado. Adora praticar tênis, ler, escutar música e estar na presença de amigos e família. Graduado em Letras pela UFES e em Jornalismo pela PUC-SP, está se tornando também especialista em finanças com o MBA no tema pela PUC- RS. Com uma longa carreira em sala de aula, desenvolveu a habilidade e sensibilidade para conectar pessoas a conhecimentos. Hoje, aplica essa experiência de maneira mais específica para o mercado financeiro, por quase 3 anos sendo o principal responsável pelo desenvolvimento e curadoria de conteúdo para a Valor Investimentos e Vai Investir.
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