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IBGE: produção industrial recua em 12 das 26 atividades em novembro ante outubro

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O recuo de 0,2% na produção industrial em novembro ante outubro foi resultado de uma redução de ritmo em 12 dos 26 ramos pesquisados, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda foi a menos acentuada do ano de 2021, acompanhada também de uma menor disseminação entre as atividades pesquisadas, observou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE.

“Não teve predomínio de atividades no campo negativo, algo muito comum no ano de 2021”, disse Macedo. “Ainda assim, o setor industrial permanece com essa característica de queda na produção”, completou.

As influências negativas mais importantes no mês de novembro foram de produtos de borracha e de material plástico (-4,8%) e metalurgia (-3,0%). Outras contribuições relevantes vieram de produtos de metal (-2,7%), bebidas (-2,2%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,6%), perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-4,5%) e produtos diversos (-4,5%).

Na direção oposta, entre as 13 atividades com expansão, as altas de maior impacto em novembro foram de produtos alimentícios (6,8%), indústrias extrativas (5,0%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (2,9%, o primeiro resultado positivo desde abril de 2021).

Dados comparativos

Com a piora registrada na produção em novembro, a indústria brasileira passou a operar 4,3% aquém do patamar de fevereiro de 2020: apenas oito das 26 atividades investigadas se mantêm operando em nível superior ao pré-crise sanitária. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, divulgados na manhã desta quinta-feira, 6, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em novembro de 2021, os níveis mais elevados em relação ao patamar de fevereiro de 2020 foram os registrados pelas atividades de máquinas e equipamentos (14,6%), minerais não metálicos (10,3%), produtos de madeira (10,0%), outros produtos químicos (2,5%) e metalurgia (1,5%). No extremo oposto, os segmentos mais distantes do patamar de pré-pandemia são manutenção e reparação de máquinas e equipamentos (-29,0%), vestuário (-19,2%), móveis (-18,1%), couro, artigos de viagem e calçados (-16,5%) e veículos (-16,3%).

Entre as categorias de uso, a produção de bens de capital está 13,5% acima do nível de fevereiro de 2020, e a fabricação de bens intermediários está 1,0% abaixo do pré-covid. Os bens duráveis estão 23,3% abaixo do pré-pandemia, e os bens semiduráveis e não duráveis estão 8,0% aquém do patamar de fevereiro de 2020.

Revisões

O IBGE revisou o resultado da produção industrial em junho ante maio, de -0,3% para -0,5%. A taxa de maio ante abril saiu de 1,2% para 1,3%, a de abril ante março passou de -1,4% para -1,5%, enquanto a de março ante fevereiro saiu de -2,8% para -2,7%.

O resultado dos bens de capital em outubro ante setembro foi revisto de 2,0% para 1,8%. Na categoria de bens de consumo duráveis, a taxa de outubro ante setembro passou de -1,9% para -1,8%. Nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis, a taxa de outubro ante setembro saiu de -1,2% para -1,3%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física.