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Ibovespa sobe 1,98%, a 115,3 mil, máxima do ano, e avança 3,22% na semana VAI Investir - Portal de conteúdos de Investimentos e Educação Financeira
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Ibovespa sobe 1,98%, a 115,3 mil, máxima do ano, e avança 3,22% na semana

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Estadão Conteúdos

O Ibovespa fechou a sexta-feira neutralizando as perdas que havia acumulado na semana anterior, buscando retomar a trilha positiva que havia prevalecido em fevereiro e, especialmente, em janeiro. Nesta sexta-feira, a referência da B3 encerrou na máxima do dia, em alta de 1,98%, a 115.310,91 pontos, também o melhor nível de encerramento do ano, avançando 3,22% na semana, após perda de 2,41% no intervalo anterior. Com o terceiro ganho diário consecutivo, todos acima de 1%, o Ibovespa teve retomada de 5,82% nesta sequência, vindo de perda de 4,33% nas quatro sessões negativas que precederam o período de recuperação, iniciado na quarta-feira.

Entre a mínima e a máxima desta sexta-feira, oscilou dos 112.474,76 aos 115.310,91 do fechamento, saindo de abertura a 113.076,33 pontos. Em dia de vencimento de opções sobre ações, o giro, muito reforçado, foi a R$ 50,8 bilhões. No mês, o índice volta a subir, 1,92%, e no ano tem ganho de 10,01%.

Às 16h21, o Ibovespa retomou o nível de 115 mil pontos, renovando máximas da sessão e atingindo uma pontuação não vista desde o intradia de 4 de março e, no fechamento, não registrada após o último dia 3, quando chegou aos 115.165,55. No ajuste final, o Ibovespa ficou nesta sexta acima do encerramento de 2 de março (115.173,61 pontos) e também do de 16 de fevereiro (115.180,95), que até aqui era o melhor de 2022 e correspondia ao maior desde 14 de setembro passado.

A acentuação de ganhos no fim do dia decorreu de alta mais forte em Petrobras (ON +0,88%, PN +2,00% no fechamento) e Vale ON (+1,90%, na máxima da sessão no fechamento), em dia no qual, entre os grandes bancos, apenas Santander (Unit +1,09%) e Itaú PN (+0,73%) avançaram. Em Nova York, em paralelo, as três referências (Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq) também renovavam máximas da sessão no fim da tarde.

Apesar da relativa distensão vista nesta semana de acúmulo de ganhos em Nova York (até 8,18%, Nasdaq) e na Europa (até 5,76%, Frankfurt), o período chega ao fim sem desdobramentos favoráveis quanto à guerra na Ucrânia. Pelo contrário: com o presidente russo, Vladimir Putin, buscando mostrar apoio popular, em um estádio lotado na celebração do oitavo ano de anexação da Crimeia, e o presidente americano, Joe Biden, tentando convencer o líder chinês, Xi Jinping, a se afastar de Putin. No terreno, a devastação prossegue na Ucrânia em cidades sitiadas, como Mariupol, ou que começam agora a receber atenção dos militares russos, como Lviv, próxima à fronteira com a Polônia e que concentra grande número de deslocados internos.

Assim, a recuperação do apetite por risco pode ter vida curta. “Os dias de ver todos os setores do S&P 500 no verde (em alta) parecem ter passado. O ‘trade’ de achatamento da curva (de juros) do Tesouro parece estar aqui para ficar, e as ações de energia podem ter atingido pico, uma vez que os operadores já precificaram petróleo mais alto e fortes margens no futuro (para o setor)”, aponta em nota Edward Moya, analista de mercado financeiro da Oanda em Nova York,

No Brasil, a agenda da próxima semana traz a ata da reunião do Copom, na terça, seguida, na quinta-feira, pelo relatório trimestral de inflação e, na sexta, pela divulgação do IPCA-15 de março. Na aguardada ata, “o Copom terá o difícil trabalho de clarificar a decisão de quarta-feira, que deixou dúvidas no mercado a respeito do efeito das novidades do cenário externo sobre o ‘plano de voo’ traçado para a Selic”, aponta a Terra Investimentos. “Esperamos que o BC volte atenção especial ao cenário alternativo para a inflação – talvez explicitando qual a curva para o preço do petróleo que alimenta o cenário básico e que produziu neste projeções de inflação mais elevadas”, acrescenta a casa, em nota.

Nesta sexta-feira, as ações ligadas ao consumo doméstico estiveram entre as favorecidas pelos investidores, em dia de moderado avanço para o setor de commodities e misto para os bancos. O apelo veio na esteira das medidas de estímulo à atividade econômica do Brasil, o pacote de “bondades” que pretende injetar R$ 165 bilhões até o final de 2022, o que inclui antecipação de 13º, saques do FGTS e ações no microcrédito. Em outro desdobramento, o ministro da Economia, Paulo Guedes, reafirmou nesta sexta que o governo estuda ampliar a redução das alíquotas do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), o que contribui para reforçar compras de oportunidade, em ações que acumulam perdas no ano, como Americanas ON (+9,46% na sessão, -11,61% no mês e -12,69% em 2022).

Além de Americanas, quinta maior alta da carteira Ibovespa na sessão, destaque também para Yduqs (+11,13%), CVC (+9,80%), Eneva (+9,72%) e MRV (+9,69%). Na ponta oposta, Fleury (-2,14%), Minerva (-1,11%), Pão de Açúcar (-0,57%) e CSN (-0,47%).

Apesar das incertezas no cenário de fundo, e de agenda com potencial para impactar os preços na próxima semana, o mercado ampliou o otimismo com relação ao desempenho das ações no curtíssimo prazo, segundo o Termômetro Broadcast Bolsa desta sexta-feira. Entre os participantes, a expectativa de alta na próxima semana é amplamente majoritária, com 63,64% das respostas; contra 18,18% entre os que acreditam em estabilidade e outros 18,18% que responderam baixa. Na pesquisa anterior, 42,86% esperavam avanço para o Ibovespa nesta semana; outros 42,86%, estabilidade; e 14,29%, queda.

“Sextou, e sexta-feira é o dia internacional de não fazer besteira no mercado financeiro”, diz, com humor, Bruno Madruga, head de renda variável da Monte Bravo Investimentos. “A grande preocupação continua a ser a inflação e os movimentos de acomodação dos DIs, dos juros mundo afora, em virtude da alta das commodities. Vimos o Copom falando que essa movimentação das commodities pode interferir nas próximas decisões sobre a taxa de juros (Selic)”, acrescenta.