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'Tenho maior convergência com o atual governo', diz banqueiro Ricardo VAI Investir - Portal de conteúdos de Investimentos e Educação Financeira
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‘Tenho maior convergência com o atual governo’, diz banqueiro Ricardo

Por
Estadão Conteúdos

O banqueiro Ricardo Lacerda, presidente do BR Partners, decidiu tornar público seu voto em Jair Bolsonaro (PL). Ele afirma que a gestão de Bolsonaro possui um viés de reformas, sendo esta uma das razões para ter “maior convergência com o do atual governo”. Na visão de Lacerda, o PT “atrapalhou a vida” de quem empreende durante seus governos. O executivo frisa, porém, que o voto em Bolsonaro vem a despeito de preocupações relativas à democracia.
Leia, a seguir, os principais trechos da conversa:

O sr. já criticou Lula e Bolsonaro no passado. O seu voto está decidido?

Eu não me identifico com nenhum dos dois candidatos. Mas, colocando seus programas lado a lado, tenho maior convergência com o do atual governo, principalmente nos temas econômicos. É isso que vai nortear meu voto.

Por que o mercado questiona tão pouco o atual governo sobre seu programa em relação à economia?

A despeito de um discurso muitas vezes agressivo, as políticas econômicas do atual governo são claras em favor das reformas e da redução do tamanho do Estado. Mesmo com um ambiente de crescimento macroeconômico baixo, o atual governo deu enorme espaço ao empreendedorismo. A postura reformista é de longe o ponto mais positivo do atual governo. Nunca foram feitas tantas reformas para impulsionar a economia. E o PT insiste, erroneamente, em remar contra essa tendência tão clara da sociedade brasileira.

O que sr. achou de João Amoedo (fundador do Novo) ter deixado declarado voto em Lula no 2º turno?

Tenho enorme respeito pelo Amoedo e tantos outros que veem nossa democracia em risco. Mas eu acho que ela nunca esteve tão vibrante. Ambos os candidatos que disputam o segundo turno tiveram mais de 50 milhões de votos. Tivemos um primeiro turno transcorrendo sem qualquer incidente. Nunca empresários se manifestaram tanto publicamente numa eleição. O PT e o PSDB não têm o monopólio da democracia. A sociedade está dividida, mas uma grande parte dela está enviesada. O establishment político, da imprensa e uma parte do empresariado quer eleger Lula a qualquer custo. Sinto-me compelido a tomar uma posição mais clara contra esse viés tão evidente.

Muitos economistas e empresários têm apontado um perigo em relação à democracia com a reeleição de Bolsonaro. Qual é a sua visão?

Confesso que compartilho em parte dessa preocupação. O presidente tem muitas vezes um discurso amedrontador, que devemos todos combater. Mas creio que possamos fazer isso no ambiente democrático. Sempre fui extremamente crítico ao governo e nunca sofri qualquer retaliação. Por outro lado, o Judiciário também assumiu uma postura autoritária, que foge do razoável. Isso acabou equilibrando o jogo. Olhando o copo meio cheio, talvez estejamos diante da melhor manifestação das nossas instituições democráticas.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.