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Aumento do fluxo de capital estrangeiro fortalece o real

Por
Marcel Lima

O valor do real vem aumentando, apesar do dólar estar em torno de R$5.

Essa valorização ocorre devido a uma entrada significativa de dólares no país no primeiro trimestre de 2023, com um saldo positivo de US$12,524 bilhões, o maior para o período desde 2012.

Essa entrada foi impulsionada pelo setor comercial, graças ao superávit recorde de US$16,1 bilhões na balança comercial brasileira. Além disso, as apostas favoráveis ao real no mercado futuro também contribuíram para o fluxo.

Muitos especialistas do mercado preveem que o fluxo comercial deve continuar robusto em 2023, impulsionado principalmente pela safra de soja, o que pode levar a uma valorização ainda maior do real.

Alguns também estão confiantes de que a perspectiva de juros altos no Brasil ainda está atraindo estrangeiros para o mercado doméstico de renda fixa.

Outro fator importante está relacionado aos sinais de que a economia dos Estados Unidos está se desacelerando e que as taxas de juros globais estão perto do pico estão preparando terreno para investidores retomarem os chamados “carry trades” em mercados emergentes.

A previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) é que economias em desenvolvimento, particularmente na Ásia, serão um destaque positivo mesmo com a desaceleração dos EUA. Várias moedas de mercados emergentes são alvos particularmente atraentes para operações de carry trade, pois seus bancos centrais elevaram os juros para combater a inflação antes de países desenvolvidos.

As moedas-alvo atraentes para operações de carry trade incluem as do Brasil, México, Índia, República Tcheca e Polônia.

No entanto, é importante notar que a dissipação das incertezas fiscais ainda é vista como um fator necessário para uma apreciação sustentável da moeda.

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