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De onde vem o retorno?

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coluna 1 De onde vem o retorno?

Há pouco me deparei com uma definição de sabedoria que me chamou à atenção. Uma frase sem autor definido que tentava me convencer de que sabedoria era a capacidade de fazer as perguntas corretas. Fiquei encucado…

Na minha visão a pergunta fundamental que todos os investidores deveriam se fazer todos os dias é:

Qual percentual do meu portfólio deveria estar alocado em cada ativo?

Escolher entre PETROBRAS ou VALE, BRADESCO ou ITAÚ, KLABIN ou SUZANO, é mera perda de tempo. Explico.

Um estudo da Moorning Star, uma das grandes autoridades do mercado financeiro mundial, apontou que mais de 90% do retorno obtido pelos portfólios é explicado pela composição de cada classe de ativo dentro da carteira. De maneira geral, esse estudo mostra que não deveríamos ficar pensando se vamos comprar um CDB, título do tesouro ou uma LCI, uma vez que essa diferença de curto prazo entre o retorno desses ativos, no longo prazo, seria desprezível.

Me sinto na obrigação de fazer a pergunta correta, na obrigação de ajudar a todos aqueles que se perdem no “FUGAZI” do mercado financeiro. Não gastem seu precioso tempo com os pormenores de cada ativo, de cada empresa, de cada banco. A parte importante é definir o quanto do seu dinheiro vai para ações brasileiras ou ações no exterior, renda fixa no Brasil ou renda fixa lá fora.

Abro um parêntese aqui: há pouco tempo o mercado conseguiu democratizar o acesso aos investimentos fora do Brasil. Hoje, já é possível acessar os mercados globais a partir de 1000 reais de investimento, seja através de fundos de investimento ou mesmo diretamente, através das corretoras americanas.

Seja objetivo nas análises, reconheça suas limitações e tenha o apoio de profissionais capacitados e de confiança. Investir o próprio recurso pode parecer desafiador, mas é tão importante quanto ter uma boa capacidade de poupança.

Em tempo, na coluna anterior, alertei sobre o pessimismo exagerado dos mercados:

“Quando olhamos para os investimentos a parte mais importante é saber separar as pequenas turbulências de curto prazo dos grandes movimentos de longo prazo. Essa volatilidade que estamos vivenciando nos mercados mundiais, ao que tudo indica será passageira como tantas outras. É preciso focar no fundamento por detrás das empresas nas quais investimos, olhar para os resultados que elas vêm reportando, que por sinal foram fantásticos.”

De lá pra cá, os principais ativos de risco tiveram uma boa performance e continuo convicto de que os receios em relação à nova variante do Covid são maiores do que o problema realmente é.

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Sobre o autor
Formado em Economia pela Universidade Federal do Espírito Santo. Começou a carreira operando ações na antiga corretora do Banestes e a 5 anos é chefe da mesa de renda variável da Valor. Sócio desde 2018 e um dos responsáveis pelo comitê de alocação de ativos. CFA®️ Program participant, CFA Institute.
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