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Setor de Varejo: conheça as principais empresas

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Setor de Varejo conheca as principais empresas Setor de Varejo: conheça as principais empresas

O setor de varejo tem uma grande representatividade na bolsa de valores brasileira. Apesar de não ser a área de atuação mais populosa, as empresas listadas estão entre as mais conhecidas do público em geral, sejam investidores ou não.

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Isso acontece porque o varejo está presente em nosso dia a dia. Por exemplo, para comprar alimentos, bens de consumo e utilidades. Dessa maneira, é comum reconhecer as marcas presentes para aportes na bolsa.

Outro ponto importante: o varejo precisou se reinventar na pandemia e investir em canais digitais e tecnologias para que o consumidor pudesse interagir e vivenciar experiências. Com o avanço da vacinação e a retomada gradual da economia, a combinação entre os ambientes físicos e online deve ganhar ainda mais força. E as marcas já estão se preparando para isso.

Você já se deu conta de que, um dia, as lojas com gôndolas e prateleiras foram sinal de uma revolução? Pouca gente ainda pensa nisso, mas a verdade é que durante muito tempo o único caminho para se comprar alguma coisa era, simplesmente, o balcão. Até que as tecnologias mudaram e, como resultado, conhecemos as novas opções do comércio, incluindo o surgimento dos modelos de autoatendimento e seus corredores para todos os gostos.

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O fato é que comércio e inovação, portanto, são termos praticamente inseparáveis. E não é de hoje. Desde as grandes navegações, por exemplo, muitas novidades e tecnologias já foram criadas justamente para simplificar a disseminação de produtos ao redor do globo, com soluções que alteraram por completo o modo como compramos as coisas.

Você conhece as principais características das empresas desse segmento e sua importância no Brasil? Então confira este conteúdo e aprenda mais sobre o setor de varejo!

Sumário

O que é o setor de varejo?

Qual é a sua importância no Brasil?

Quais são as principais empresas de varejo da bolsa de valores?

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O que é o setor de varejo?

O setor de varejo, ou varejista, apesar de muito conhecido entre investidores e consumidores, não é tão simples de ser classificado. Ele pode ser definido como o segmento de lojas e redes que se destinam a vender produtos ao consumidor final.

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Ou seja, abarca empresas que vendem produtos ou serviços de uso pessoal ou familiar. Aqui, existem alguns exemplos comuns do nosso dia a dia, como a Magazine Luiza e a Arezzo. No entanto, apesar de serem do mesmo setor, elas não são concorrentes.

É por isso que o setor varejista não tem uma classificação tão simples. Mesmo empresas dessa mesma área podem trabalhar com produtos e serviços completamente diferentes. Assim, elas englobam partes diferentes do mercado consumidor.

Nesse sentido, a própria B3, a bolsa de valores brasileira, não possui uma nomenclatura setorial referente ao varejo. Geralmente, as empresas assim consideradas estão no setor de consumo cíclico e não cíclico.

Há ainda a divisão em diversos subsetores. Nesse caso, o setor do varejo pode se enquadrar em produtos de uso pessoal, comércio e distribuição, tecidos vestuário e calçados e produtos diversos no geral, por exemplo.

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Qual é a sua importância no Brasil?

O setor de varejo é um dos mais importantes em nosso país. Ele está intimamente ligado aos consumidores. Então, como você viu, é comum que as empresas dessa área sejam conhecidas tanto pelos investidores como pelas pessoas em geral.

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Em termos de investimentos, o segmento possui características importantes que devem ser conhecidas por quem deseja investir na bolsa. A primeira delas é a forte presença cíclica: ele tem resultados melhores ou piores de acordo com situações econômicas do país.

Por estar fortemente relacionado ao consumo, as vendas tendem a aumentar quando a economia vai bem e a oferta de crédito é maior. Com essas circunstâncias, os consumidores são propensos a gastar mais no setor varejista. Já o contrário acontece em períodos de retração.

Outra característica fundamental é a alta concorrência. Dessa forma, existem diversas empresas do mesmo setor e subsetor ligadas aos mesmos produtos e serviços. Por isso, é comum que a geração de lucro seja afetada de acordo com resultados de concorrentes.

Assim, o setor varejista é muito presente na vida dos brasileiros e possui diversos representantes listados na bolsa. Mas, por ser um setor dependente de situações econômicas, é fundamental fazer uma boa análise macro para o investimento.

Quais são as principais empresas de varejo da bolsa de valores?

Depois de entender melhor o que é o setor de varejo, é importante que você conheça os principais representantes na bolsa de valores brasileira.

Confira a seguir algumas das principais empresas dessa área listadas no Brasil:

Carrefour (CRFB3)

O Carrefour é um grupo do setor do varejo ligado ao ramo de hiper e supermercados. Ele foi criado em 1959, na França, e conta com cerca de 12 mil lojas em todo o mundo. A marca chegou ao Brasil em 1975, sendo o primeiro hipermercado do país.

Atualmente, ele está presente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, sendo que o grupo conta com diversos segmentos. Nesse sentido, o Carrefour vai desde o ramo alimentício até postos de combustíveis.

A sua oferta pública inicial (IPO) na bolsa brasileira ocorreu em julho de 2017 e foi denominado como Atacadão S.A., com o ticker CRFB3 — CRFB3F no mercado fracionário. Suas ações começaram com a cotação de R$ 14,25 na época.

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Hering (HGTX3)

A Cia Hering é outra representante do setor do varejo muito conhecida no Brasil. Ela está ligada ao setor de moda e tecidos, sendo que suas lojas estão presentes nos principais centros comerciais brasileiros.

A companhia foi fundada em 1880 por dois imigrantes alemães que vieram para Blumenau, cidade de Santa Catarina. Portanto, ela possui mais de 130 anos de história, passando por diversas modificações com o tempo.

Atualmente, a empresa possui um modelo de negócio que engloba a gestão de marcas, produção própria e venda no varejo. Além da marca Hering, o grupo é responsável pela Hering Kids, PUC e Dzarm.

O seu IPO ocorreu em 2007, três anos após lançar um cartão de crédito próprio. O ticker na bolsa de valores é HGTX3 para as ações ordinárias — sendo HGTX3F no mercado fracionário.

Vivara (VIVA3)

O setor varejista brasileiro também tem uma representante do ramo de joalheria na bolsa: a Vivara. Ela foi criada em 1962 por uma família de imigrantes romenos em São Paulo.

Em 1974, o filho de seu fundador, Nelson Kaufman assumiu como presidente e liderou a empresa em sua expansão de negócios. Já em 1992 a Vivara abriu sua primeira fábrica na Zona Franca de Manaus e em 2003 inaugurou sua linha própria de relógios.

Ela possui mais de 230 lojas em todo o Brasil, diversificando o seu ramo de atuação. Assim, o grupo é dono também da Life by Vivara, Vivara Watches, Vivara Accessories e Vivara Fragrances. Então, além de joalheria, há comercialização de relógios, perfumes, carteiras e bolsas.

O seu IPO ocorreu em outubro de 2019, chegando a um valor de mercado de R$ 5,7 bilhões à época. O seu ticker na bolsa possui o código VIVA3 para as ações ordinárias e VIVA3F no mercado fracionário.

Arezzo (ARZZ3)

A Arezzo Indústria e Comércio é muito conhecida por comercializar calçados e acessórios femininos. Ela foi criada em 1972 por Anderson Birman em Belo Horizonte, Minas Gerais como uma fabricante de calçados.

Durante os anos 80 manteve sua produção inteiramente no estado de origem. Mas em 1990 abriu sua primeira loja em São Paulo, no ramo do varejo. Com o sucesso, as fábricas em Minas Gerais foram encerradas e a produção começou a ser realizada no Rio Grande do Sul por intermediárias.

Além da Arezzo, o grupo é responsável pelas marcas Anacapri, Alexandre Birman, Fiever, Alme e Schultz. Essa última, inclusive, teve sua primeira loja aberta fora do país, em Nova Iorque.

O IPO da empresa ocorreu em 2011 e ela possui as ações ordinárias listadas com o ticker ARZZ3 e as ações fracionárias identificadas por ARZZ3F. Sua classificação setorial segundo a B3 é referente a tecidos, vestuário e calçados.

C&A (CEAB3)

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, as lojas C&A não são brasileiras. Elas foram criadas em 1841 pelos holandeses August e Clemens Brenninkmeijer. No Brasil, só começaram suas atividades em 1976 e possuem quase 300 lojas no país.

Ela também é do setor do varejo, sendo uma loja de departamentos com foco nos produtos de moda e área financeira. Assim, é possível encontrar desde roupas e acessórios masculinos e femininos a um cartão próprio e seguros.

A C&A tem uma forte atuação online e seu e-commerce foi inaugurado em 2014. Assim como a Vivara, teve seu IPO realizado em 2019, tendo um alto grau de governança corporativa. Na B3 ela é listada com o ticker CEAB3 para as ações ordinárias e CEAB3F no mercado fracionário.

Lojas Renner (LREN3)

As lojas Renner também é outra empresa do setor de varejo muito presente na vida dos brasileiros. Conhecida pelos pontos em shoppings centers, ela foca no ramo de moda e de utilidades domésticas, contando com 3 marcas próprias.

A empresa tem atuação como instituição financeira por meio da Realize CFI, disponibilizando cartões, saques, seguros e financiamentos. No entanto, é mais famosa pelas roupas, calçados e acessórios que comercializa.

A Renner foi fundada em 1922 como uma indústria têxtil de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, parte do Grupo A.J. Renner. Em 1965 foi criada especificamente as Lojas Renner S.A. e a expansão começou na década de 90.

Assim, começou a operar também em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Minas Gerais. A oferta pública inicial ocorreu apenas em 2005, lançando suas ações ordinárias (LREN3) — o ticker no mercado fracionário é LREN3F.

Magazine Luiza (MGLU3)

A Magazine Luiza é uma das lojas do setor do varejo mais conhecida entre os consumidores e, inclusive, investidores. Isso se dá, principalmente, pela sua forte atuação no cenário online e constante atualização.

Ela foi criada em 1957 em Franca, São Paulo, pelo casal Luiza Trajano Donato e José Donato. Em meados dos anos 70 a expansão pelo interior de São Paulo começou após a compra das Lojas Mercantil.

No começo dos anos 90 quem assume a organização é Luiza Helena Trajano, sobrinha da fundadora, figura muito conhecida atualmente. Já em 1992 houve o lançamento das lojas virtuais e em 2000 o site oficial da rede para compras online.

Com cerca de 900 lojas físicas e líder do marketplace online no Brasil, a Magazine Luiza também controla a Netshoes, a Zattini e a Shoestock. Em 2021, ela adquiriu a loja de produtos eletrônicos Kabum.

Seu IPO na bolsa ocorreu em maio de 2011 e, até 2020, O ticker das ações ordinárias é MGLU3 e das ações do mercado fracionário é MGLU3F.

Via (VVAR3)

A empresa Via (antiga Via Varejo) talvez não seja tão conhecida por esse nome entre os consumidores, mas suas redes são bastante famosas. Ela opera as Casas Bahia, o Ponto Frio, a Bartira e o e-commerce Extra, todos do setor varejista.

As Casas Bahia contam com mais de 700 lojas no Brasil, enquanto o Ponto Frio tem mais de 250 estabelecimentos no país. Ademais, a fábrica Bartira produz os móveis vendidos pela rede e corresponde a cerca de 75% das vendas.

A companhia Via surgiu da fusão entre as Casas Bahia e do Ponto Frio, que era propriedade do grupo Pão de Açúcar (controlador da rede até 2019). Após esse ano, a família Klein, fundadora das Casas Bahia, assumiu a presidência do conselho administrativo.

O IPO da Via ocorreu em dezembro de 2013, contando com ações ordinárias (VVAR3) — sendo VVAR3F no mercado fracionário. Em 2021, o ticker de Via se transformou em VIIA3 — e VIIA3F no mercado fracionário.

Centauro (SBFG3)

A Centauro tem o nome de Grupo SBF S.A na bolsa de valores. Ela é uma loja varejista especializada em produtos, roupas e itens esportivos destinados ao consumidor final. A empresa conta com lojas físicas e e-commerce.

Ela foi inaugurada em 1981 na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, por Sebastião Vicente Bomfim. No ano de 2000 foi criada a sua primeira megastore, comum atualmente em lojas da marca, com uma área de 1000 m².

A rede está presente em cerca de 100 cidades brasileiras e também tem presença nas vendas online desde 2003. Até 2012 todo seu capital era exclusivo de seu fundador, mas a partir desse ano uma gestora de private equity adquiriu parte do controle.

O IPO ocorreu em setembro de 2019 e arrecadou cerca de R$ 770 milhões. Ela está listada com o ticker SBFG3 para as ações ordinárias — e SBFG3F para o mercado fracionário.

Lojas Americanas (LAME3)

Por fim, uma das mais conhecidas representantes do setor de varejo brasileiro na bolsa de valores são as Lojas Americanas. A empresa atua tanto em lojas físicas como no comércio eletrônico, contando com estabelecimentos em todo o Brasil.

Ela também possui participação majoritária na B2W digital, que controla outras marcas conhecidas, como o Submarino, Shoptime e SouBarato. A companhia foi fundada em 1929 em Niterói, Rio de Janeiro por quatro americanos radicados no Brasil.

Essa empresa está listada tanto com ações ordinárias (LAME3) quanto ações preferenciais (LAME4). Também é possível adquirir as ações no mercado fracionário (sendo LAME3F e LAME4F).

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Agora você já conhece as principais representantes do setor de varejo na bolsa de valores brasileira. Vale ressaltar que suas decisões de investimento devem ser pautadas em conhecimento sobre a área e uma análise detalhada. Por isso, contar com ajuda profissional pode ser útil.

Quer saber como aportar nessas empresas e nas demais listadas na bolsa de valores? Então entre em contato com a nossa parceira Valor Investimentos e conte com uma assessoria!

Leituras recomendadas:

. Conheça bem a sua empresa e o seu mercado;
. Dinheiro: quais propósitos te movem?
. O que move o preço do dólar?

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Sobre o autor
Thiago Goulart é o Editor da Vai Investir e do podcast Valor de Mercado. Adora praticar tênis, ler, escutar música e estar na presença de amigos e família. Graduado em Letras pela UFES e em Jornalismo pela PUC-SP, está se tornando também especialista em finanças com o MBA no tema pela PUC- RS. Com uma longa carreira em sala de aula, desenvolveu a habilidade e sensibilidade para conectar pessoas a conhecimentos. Hoje, aplica essa experiência de maneira mais específica para o mercado financeiro, por quase 3 anos sendo o principal responsável pelo desenvolvimento e curadoria de conteúdo para a Valor Investimentos e Vai Investir.
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