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Petz (PETZ3): balanço do 2º trimestre 2021

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petz Petz (PETZ3): balanço do 2º trimestre 2021

A empresa sob análise desta vez foi a PETZ (PETZ3). Na verdade, participei de uma teleconferência com o CEO, CFO e o analista de RI da Petz! Nesse call, analistas do Santander, JP Morgan e Bank of America fizeram perguntas sobre o último resultado e o futuro da empresa.

No estilo pergunta e resposta, seguem alguns breves comentários e análises da PETZ, elencando o 2º trimestre de 2021.

Breves comentários

Começam a entrar na região Norte, as marcas Petz e Seres. Ali, haverá a abertura de 7 lojas e 2 novas Unidades Federais. Foram 35 aberturas nos últimos 12 meses. São 143 lojas no total, em 18 estados.

O plano de expansão de lojas continua em linha com o esperado para o de 2021.

A respeito do Centro Hospital Veterinário da Seres, após o 2T21, vai ter abertura de 2 hospitais em julho, atingindo 12 hospitais, em 9 estados.

Na plataforma digital, 30% de penetração digital pela primeira vez na história da companhia em um trimestre. 86% de omnichannel, isso quer dizer que a cada 100 reais gastos, 86 reais vêm das 143 lojas interligados aos aplicativos da companhia.

petz3 Petz (PETZ3): balanço do 2º trimestre 2021

60% das participações de vendas digitais nos Apps (alta de quase 180% YoY). Isso fez com que 4x mais clientes ativassem o programa “minhas ofertas”. Sendo que as vendas expedidas através da modalidade ship from store em até 1 dia útil.

A companhia comentou também da aceleração da construção do seu ecossistema.

petz3 aceleracao Petz (PETZ3): balanço do 2º trimestre 2021

Pergunta ao Santander 

Vocês podem comentar um pouco sobre a dinâmica de rentabilidade para o 2S6 e se devemos esperar efeitos inflacionários já em arrefecimento? Fecharam duas lojas no trimestre, como está a competição nos grandes players e no digital?

Resposta: Sobre o fechamento de duas lojas. Foi fruto de uma mudança de um parceiro nosso, de hipermercado, que reposicionou a loja e nos convidou a realocar a loja ao lado. Enquanto isso, os clientes dessa loja, estão sendo atendido em outros lugares. Logo, não houve nenhuma perda significativa e aos próximos meses, vamos estar instalados no novo lugar e até melhor do que antes. Na Granja Viana fizemos uma experiência de loja de 4 andares e era a única do nosso portfólio que tinha 4 andares. Então construímos uma loja ao lado, trouxemos para o padrão petz e essa nova loja já fatura 50% a mais que a loja antiga de 4 andares.

Sobre o cenário de competição. Que 50% do mercado está com pequenos petshops, nos próximos 10 anos, a gente estima que seja 25%, como na Inglaterra que é o segundo maior mercado de pequenos petshops. Se estou falando que pode haver uma queda? Nossa estratégia é capturar essa queda ao longo dos anos.

O caso da Cobasi e da Petlove, são concorrentes que admiramos e que estão fazendo um bom trabalho. Nosso intuito é abocanhar mais que eles e nós acreditamos que tem espaço. O nosso diferencial, é a forma como estamos fazendo o nosso ecossistema, é fundamentalmente dizer ao consumidor que nos nós responsabilizamos pelo que acontece no ecossistema e não dizer que somos apenas uma plataforma intermediadora.

Sobre a dinâmica do segundo semestre, em termos de margem, digital ainda esperamos uma participação relevante e temos uma concentração maior de abertura de lojas (seja por bonificação por aberturas, ou seja, nas praças mais novas, elas vendem mais “não alimentos”, o que é melhor). Sobre G&A, a intenção é continuar diluindo e temos a pequena pressão com as aberturas de lojas no trimestre, mas nada fora do normal. Esperamos a inflação ter um pouco maior, mas esperamos entregar mais rentabilidade.

Pergunta ao JP MORGAN 

Queria entender como vocês estão vendo o crescimento e maturação de novas lojas, em praças que vocês estão entrando, se estão batendo as expectativas. E quando olhamos para o ecommerce, como é o gradiente dessa concentração. Em praças mais maduras, pode estar até mais alto né?

Por último, pegar a cabeça de vocês sobre M&A. Como pode ser essa frente de crescimento para o futuro?

Reposta: Sobre as lojas novas, as lojas novas em praças novas, tem surpreendido a companhia de forma positiva. Entramos em uma dinâmica superinteressante, no digital, fazendo plano de fundo para a loja física e depois a loja física fazendo apoio para o digital.

Indo para praças cada vez mais distantes, como Manaus ou Tocantins, e já vemos que a marca já chega com um nome muito forte, principalmente na boca a boca, por conta do digital. E uma vez, a loja física pronta, o digital muda completamente.

O frete desaparece e o que demorava até 15 dias, agora é feito em até 2hrs. Essa dinâmica faz com que a gente tenha um processo muito sólido em comparação ao resto do mercado.

Sobre o crescimento do digital, posso dizer que o crescimento está acontecendo de forma quase que homogênea. O crescimento nas praças novas é desproporcional, já que você está numa cidade onde não tem loja física, mas só tem o digital, é ruim. Igual a todo o mercado, que tem dificuldade de atender essas regiões com um nível de serviço bom. Quando instalamos a loja, faz com que exploda as vendas digitais.

Sobre o tema M&A. Elas revelam qual o nosso mindset para o tipo de aquisição que queremos fazer. Deu para notar que pegamos empresas que são referências para o que queremos fazer.

Zeedog abriu portas para o mundo e as novas aquisições vão seguir essa lógica. Mas também, podemos estar pegando uma rede local ou uma rede maior, com o conceito que não está adicionando novas competências, mas adicionando mais volume para a companhia.

Pergunta ao Bank of America

Fiquei impressionado com a alavancagem operacional, quem aumentou e qual são os maiores contribuintes para a alavancagem operacional?

Resposta: Sobre a alavancagem operacional, ela é muito forte por conta do crescimento de receita, que ajuda a diminuir os custos de G&A, que já tem um caracter quase que fixo. Em um cenário inflacionário, temos mais cautela também, sempre a preservar o longo prazo. No 2S, a pressão de selling é maior e olhando para os próximos anos, selling ainda continua com pressão, mas G&A continua sendo diluído.

Como devemos pensar ao custo de aquisição dos clientes, uma vez que vocês os impulsionam para o aplicativo?

Resposta: O CAC nosso, tem essa influência, do aumento das vendas por aplicativo, assim como também, tem influência das expansões das lojas físicas. Investir em lojas físicas, é investir em omnichannel. Ali, tem uma captura de clientes novos que depois viram clientes do omnichannel.

Os fatores que pressionam o custo, que é concorrência e o que alivia os custos, abertura de lojas e maior volume no omnichannel. Vemos com um certo equilíbrio no CAC.

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Sobre o autor
Formado em Administração pela FAESA e MBA em Ações e Stockpicking pela Ibmec, com 5 anos de experiência no mercado financeiro. Sou entusiasta desse mercadão desde a adolescência e de música! Além de tocar guitarra nas horas vagas, curtir um videogame e o uma boa leitura. Fui ex-estrategista da Avenue Securities e atualmente, sou sócio e analista da VGR Asset.
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