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Inflação: IGP-DI de novembro cai 0,58%, enquanto IPC-DI sobe 1,08%, diz FGV VAI Investir - Portal de conteúdos de Investimentos e Educação Financeira
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Inflação: IGP-DI de novembro cai 0,58%, enquanto IPC-DI sobe 1,08%, diz FGV

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Estadão Conteúdos

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou queda de 0,58% em novembro, após um avanço de 1,60% em outubro, divulgou nesta terça-feira, 7, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O recuo ficou mais intenso do que a mediana negativa de 0,44% das estimativas na pesquisa Projeções Broadcast, cujo intervalo ia de queda de 0,96% a avanço de 0,49%. Com o resultado, o IGP-DI acumulou uma elevação de 16,28% no ano e avanço de 17,16% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-DI. O IPA-DI, que representa o atacado, teve redução de 1,16% em novembro ante uma alta de 1,90% em outubro. O IPC-DI, que apura a evolução de preços no varejo, subiu 1,08% no mês passado, após o avanço de 0,77% em outubro. Já o INCC-DI, que mensura o impacto de preços na construção, teve elevação de 0,67% em novembro, depois da alta de 0,86% antes.

O período de coleta de preços para o índice de novembro foi do dia 1º ao dia 30 do mês.

Gasolina e etanol

As altas de 7,44% no custo da gasolina e de 10,61% no etanol pressionaram a inflação ao consumidor dentro do IGP-DI de novembro, informou a FGV. O IPC-DI teve elevação de 1,08% no mês passado. Duas das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais elevadas: Transportes (de 1,31% em outubro para 3,07% em novembro) e Habitação (de 0,37% para 0,56%). Houve influência dos itens: gasolina (de 2,73% para 7,44%) e condomínio residencial (de 0,39% para 1,43%).

Na direção oposta, as taxas foram mais baixas nos grupos Alimentação (de 0,88% para 0,66%), Comunicação (de 0,44% para 0,09%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,25% para 0,16%), Vestuário (de 0,81% para 0,59%), Educação, Leitura e Recreação (de 1,57% para 1,51%) e Despesas Diversas (de 0,28% para 0,20%).

Os destaques partiram dos itens: hortaliças e legumes (de 9,40% para 6,68%), tarifa de telefone residencial (de 5,07% para 0,25%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,56% para 0,17%), calçados (de 1,32% para 0,37%), passagem aérea (de 9,97% para 8,87%) e alimentos para animais domésticos (de 1,98% para 1,00%).

O núcleo do IPC-DI passou de alta de 0,44% em outubro para um avanço de 0,43% em novembro. Dos 85 itens componentes do IPC, 36 foram excluídos do cálculo do núcleo. O índice de difusão, que mede a proporção de itens com aumentos de preços, passou de 71,94% em outubro para 69,35% em novembro.

O núcleo do IPC-DI é usado para mensurar tendências e calculado a partir da exclusão das principais quedas e das mais expressivas altas de preços no varejo. Ainda de acordo com a FGV, o núcleo acumulou uma elevação 4,41% no ano e avanço de 4,77% em 12 meses.

Construção

A alta no custo da mão de obra e dos materiais de construção sustentou a inflação do setor no IGP-DI de novembro. No INCC-DI, o índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços saiu de uma alta de 1,68% em outubro para um aumento de 0,95% em novembro. O custo dos Materiais e Equipamentos passou de alta de 1,92% em outubro para avanço de 1,03% em novembro, enquanto os Serviços saíram de 0,47% para 0,52%.

Já o índice que representa o custo da Mão de Obra passou de uma estabilidade (0,00%) em outubro para um aumento de 0,38% em novembro.

IPAs

Os preços dos produtos agropecuários no atacado medidos pelo IPA Agrícola recuaram 1,71% em novembro, depois de uma queda de 0,06% em outubro, dentro do IGP-DI. Já os produtos industriais – mensurados pelo IPA Industrial – caíram 0,93% em novembro, ante aumento de 2,72% em outubro.

Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais tiveram alta de 0,62% em novembro, ante um avanço de 1,47% em outubro. Os preços dos bens intermediários subiram 2,68% em novembro, após aumentarem 3,47% em outubro. Os preços das matérias-primas brutas registraram redução de 6,40% em novembro, depois do avanço de 0,75% em outubro.