Análise e Opinião

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O desafio do preço do petróleo

Por
Flavio Mattedi

Os países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) decidiram aumentar a produção em 50% nos meses de julho e agosto, passando dos atuais 432 mil barris por dia para 648 mil barris. Mesmo assim, o petróleo Brent para agosto fechou em alta (US$ 117,61) pelo ceticismo com o qual o mercado recebeu a notícia, considerada insuficiente.

A condição de imprevisibilidade com o petróleo e todos os seus impactos têm afetado não somente a política monetária, na qual o Banco Central projeta um valor de US$ 100 o barril ao fim do ano, mas muito ruído político.

As discussões sobre controle de preços dos combustíveis têm causado um embate entre a equipe econômica do governo e a Casa Civil, gerando insegurança no mercado. A mais nova manifestação dessa queda de braço foi a declaração do ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, defendendo a edição de um decreto de estado de calamidade.

O argumento seria o risco de desabastecimento de diesel – mas, na realidade, seria uma medida para contornar o teto de gastos. A leitura do mercado é de um agravamento na capacidade fiscal para os próximos anos, o que pressiona os juros de médio prazo.

No leilão de títulos públicos de quinta-feira última (2/6), foram vendidas todas as LTNs ofertadas, mostrando que a demanda institucional tem dado preferência para os títulos prefixados curtos. Chama a atenção as taxas negociadas, as maiores de todas as séries, refletindo o momento de volatilidade.

 

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