Economia

O que é inflação? Entenda como ela funciona

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Você já ouviu falar na frase “A inflação é tão violenta quanto um assalto. Tão assustadora quanto um ladrão armado e tão mortal quanto um assassino”? Pois é, essa frase foi dita pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, para descrever a inflação.

Talvez você sinta o poder da inflação no aumento da conta do mercado, das saídas com os amigos aos finais de semana ou na compra de roupas e remédios. A realidade é que onde cada um sente mais depende de suas prioridades individuais. Mas uma coisa é fato: não tem como fugir dos seus efeitos, que podem ser bem devastadores.

Para entender mais sobre o que é inflação e como ela impacta sua vida, continue a leitura deste artigo. Assim, você pode aprender mais sobre esse assunto para tomar melhores decisões financeiras para os seus investimentos. Vamos nessa?

O que é inflação?

A inflação nada mais é que o fenômeno do aumento dos preços. Um dos grandes objetivos dos bancos centrais e dos governos quando o assunto é economia é justamente controlar o aumento dos preços para que ele ocorra de forma lenta e previsível, sem que afete drasticamente a vida econômica de uma população.

Nesse cenário, é importante ressaltar que, caso saia do controle, ela pode ser bem prejudicial. Ou seja, a inflação de modo estável é saudável para a economia do país. Porém, quando ela sai do controle, problemas graves podem começar a se desenvolver.

A inflação é expressa anualmente por meio de uma taxa percentual. Por exemplo, se a inflação for calculada como 3%, isso significa que os preços em geral estão 3% mais altos do que os identificados há 12 meses atrás.

É por meio dessa taxa que conseguimos medir se a economia de um país está saudável, superaquecida ou até desacelerando de forma acentuada.

Como funciona a inflação?

A inflação é divulgada anualmente pelo Banco Central e tem como objetivo controlar o aumento dos preços e servir como espécie de medição da saúde econômica de um país, ou até mesmo o poder de compra de uma determinada população.

Se a inflação se encontra demasiadamente alta, é muito provável que a economia daquele local corra o risco de ficar presa à espiral inflacionária (aumento exponencial dos preços), podendo até atingir uma hiperinflação.

Se você possui mais de 35 anos, talvez se lembre do período de hiperinflação em solos brasileiros, no qual os preços aumentaram em um curto espaço de tempo e o dinheiro estava cada vez mais desvalorizado.

Tipos de indicadores utilizados para medir a inflação

No Brasil, o índice utilizado para realizar a medição da inflação é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Ele é utilizado como o indicador padrão para medir esse índice, mas existem outros índices de inflação importantes. Vamos conferi-los a seguir.

IPCs

Os Índices de Preços ao Consumidor são uma medida de inflação semelhante ao IPCA. Eles são muito comuns na maior parte do mundo desenvolvido. Para efetuar seu cálculo, diversos estatísticos vão medindo de meses em meses quanto foi a variação de preços em uma cesta de bens e serviços que os órgãos responsáveis determinam.

Índices de Preços de Varejo

Utilizado principalmente pelo Reino Unido, ele serve para medir o custo de vida de forma mais abrangente. Existe o deflator do Produto Interno Bruto (PIB), que seria tentar trazer o PIB retirando o efeito da inflação.

Essa é a medida mais ampla que existe e serve basicamente para medir o custo de bens e serviços de uma economia. Porém, vale ressaltar que ele é divulgado de modo menos regular que os indicadores citados anteriormente.

Índices de Preços ao Produtor

Ele serve para medir os preços das matérias-primas para os fabricantes. É por meio dele que conseguimos identificar por onde a inflação está sendo conduzida e quais produtos ela deve impactar.

As causas dos altos preços

Os preços altos se dão muito por conta do aumento nos preços de matérias-primas. Ou seja, se na base do desenvolvimento de algum produto os preços já estão altos, consequentemente os produtos que chegam na sua casa tenderão a encarecer. Além disso, a desvalorização do real, que vem ocorrendo desde o início da pandemia, faz com que as importações de comida sejam muito mais caras em reais.

As consequências da inflação

De modo geral, podemos dizer que além da desvalorização da moeda e da alta dos preços de bens e serviços, a inflação implica, diretamente, alguns prejuízos relacionados à economia e à sociedade, como a alta do dólar e a elevação dos preços em importações. Isso porque a moeda local perde valor, enquanto o dólar, que é uma moeda usada em todo o mundo, é valorizado.

Podemos afirmar, então, que a inflação fora de controle diminui o poder de compra da população e impacta diretamente a evolução de um país.

Inflação hoje

Todo ano, o Banco Central determina o centro da meta de inflação. Em 2021, o número foi de 3,75%. Levando em consideração o sistema vigente no país, é indicado que a inflação fique entre 2,25% e 5,25% para que seja considerada cumprida. Porém, segundo o último Boletim Focus divulgado pelo BC até a data da confecção deste artigo, a projeção do mercado já está acima do dobro da meta central de inflação (9,77%).

Qual a relação entre inflação e investimentos?

No Brasil existe uma taxa utilizada para tentar manter a inflação sob controle: a taxa Selic. Essa taxa também tende a influenciar diretamente as aplicações financeiras, que a acompanham.

Vale ressaltar que existem alguns investimentos que são indexados diretamente pela inflação, mais especificamente pelo IPCA, que se tornou o medidor oficial da inflação no país. Nos dois casos, há impactos diretos na rentabilidade.

Mas preste atenção: quando o investimento não é atrelado à inflação, quanto maior ela for, menor tende a ser o retorno real. Por exemplo, o Certificado de Depósito Bancário (CDB) geralmente rentabiliza de acordo com taxas atreladas à Selic ou mesmo a valores prefixados.

Conclusão

Agora que você já sabe o que é e como funciona a inflação no mercado financeiro, está na hora de começar a investir. Por isso, a Vai Investir conta com uma equipe completa, que pode te ajudar a entender melhor sobre o assunto e para que assim possa investir seu dinheiro com segurança! Podemos te ajudar a transformar sonhos em conquistas.

 

 

 

 

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Sobre o autor
Thiago Goulart é o Editor da Vai Investir e do podcast Valor de Mercado. Adora praticar tênis, ler, escutar música e estar na presença de amigos e família. Graduado em Letras pela UFES e em Jornalismo pela PUC-SP, está se tornando também especialista em finanças com o MBA no tema pela PUC- RS. Com uma longa carreira em sala de aula, desenvolveu a habilidade e sensibilidade para conectar pessoas a conhecimentos. Hoje, aplica essa experiência de maneira mais específica para o mercado financeiro, por quase 3 anos sendo o principal responsável pelo desenvolvimento e curadoria de conteúdo para a Valor Investimentos e Vai Investir.
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