Análise e Opinião

Análise e Opinião

Investir em e-commerce: tese de investimento

Por
Breno Bonani

Esse texto nada mais é do que uma tese de investimento, um overview do que mudou no e-commerce nos últimos anos, o que continuou acontecendo e como está indo um dos setores que mais tem sido impactados com a quebra da cadeia de suprimentos e a alta de juros tanto nos Estados Unidos, quanto no Brasil. Sem dúvidas o e-commerce foi um dos maiores vencedores de 2020.

Após mostrar sua importância em um mundo onde todos deveriam ficar em casa e ter o mínimo de contato com o mundo exterior, o e-commerce continua sendo ainda uma criança em alguns países, que ainda vai continuar com sua fase de crescimento.

Em 2021, mesmo com novos hábitos sendo criados, a partir do momento que a abertura da economia começava a se tornar mais clara e que a vacinação aumentava cada vez mais, os consumidores estavam prontos para voltarem a “bater perna” e comprarem ainda mais.

Então, os americanos, salvaram dinheiro como nunca e com os estímulos a todo vapor, agora conseguem usufruir das compras ainda mais. As vendas físicas e on-line se beneficiaram da demanda reprimida do consumidor, com crescimento de 6,3% nas lojas físicas e crescimento de 17,9% no comércio eletrônico neste último ano, segundo o emarketer.

O e-commerce já cresceu tudo? Nem perto disso!

Para a gente dar uma recapitulada no que aconteceu no ano de 2020. Uma pesquisa da Salesforce em 2020 mostrou que 80% dos clientes dizem que a experiência que uma empresa oferece é tão importante quanto seu produto ou serviço. Em 2020, a experiência que mais importava para os clientes era uma experiência descentralizada e principalmente digital, impulsionada por recursos de e-commerce. As vendas digitais globais cresceram 36% ano a ano apenas na Cyber ​​Week.

As vendas digitais aumentaram 71% sem precedentes no segundo trimestre globalmente e aumentaram significativamente 55% no terceiro trimestre globalmente. Só nos Estados Unidos, o crescimento foi de 44%, com os consumidores em geral gastando cerca de $861 bilhões no ano de 2020.

Agora em 2021, no geral, as vendas online globais atingiram uma alta histórica de $275 bilhões, um aumento de 2% em relação ao ano anterior (lembrando que foi frente a um ano de comparação bem mais difícil). Sendo que só nos Estado Unidos, as vendas foram de US$ 62 bilhões, um aumento de 4% em relação a 2020.

Portanto, é interessante ver que o consumo foi diferente na parte de eletrônicos em 2021. Enquanto no ano de 2020, muitas pessoas corriam para comprar câmeras e acessórios para trabalhar de casa, no ano de 2021, isso diminuiu e aumentou a procura por fones de ouvido, produtos de entretenimento e consoles. Mas voltando aos dados, em 2021, os consumidores gastaram US$ 74 bilhões nas primeiras três semanas de novembro (aumento de 10% em relação ao ano anterior) e US$ 297 bilhões globalmente (aumento de 5% em relação ao ano anterior). Durante a Cyber ​​Week, as vendas nos Estados Unidos atingiram US$ 62 bilhões (aumento de 4% em relação ao ano anterior) e as vendas globais atingiram US$ 275 bilhões (aumento de 2% em relação ao ano anterior).

Vale ressaltar que o ano de 2021 não foi só impactado pelo fato de ser uma comparação mais difícil com 2020, mas também tivemos uma inflação maior em cima dos produtos, com o preço médio das vendas na Cyber Week aumentando 11% nos Estados Unidos e 5% globalmente.

Isso fez com que muitos consumidores encontrassem menos descontos ou pechinchas durante esse período. Outro fator que tem que ser considerado é a crise na cadeia de suprimentos. Problemas iniciais e persistentes na cadeia de suprimentos acabaram por impactar as prateleiras digitais, que já não estavam tão bem abastecidas quanto nos anos anteriores.

Os catálogos de produtos (número de produtos vendidos) durante a Cyber ​​Week encolheram 6% nos EUA e 5% globalmente em comparação com o ano passado. Mas algumas tendências continuaram desde o nosso último comentário no ano de 2020 e foram as coletas na calçada.

Segundo uma pesquisa da Salesforce, os consumidores continuaram a priorizar a saúde, a segurança, a conveniência e a confiança nesta Cyber ​​Week. As lojas dos EUA que oferecem retirada na calçada ou na loja aumentaram sua receita em 50% em relação ao ano anterior em relação à Black Friday do que os varejistas que não oferecem essas opções de retirada.

Olhando para a penetração, os Estados Unidos até que está bem em comparação a outros países. Em 2020, chegou a deter 19% de todo varejo, porém, existe um oceano de mercado para eles abocanharem ainda que representam todo o varejo americano. Isso aconteceu durante a pandemia, que levou todo mundo a correr para o mundo digital para sobreviver ou para continuar mantendo o nível de consumo que tinha antes nas lojas físicas. Hoje, isso voltou um pouco, mesmo assim continua com a tendência de aumentar nos próximos anos.

No entanto, é normal que as coisas retornem um pouco, afinal, o crescimento que o e-commerce presenciou em 2020 foi muito forte por conta da pandemia e não deveria ser um crescimento “recorrente”. Mas como é possível ver no gráfico abaixo, o crescimento sempre aconteceu desde 2011 e esse retorno é normal (notem que nem retornou para abaixo do crescimento). Mas estamos falando de um mercado de quase $5 trilhões (que deve chegar a US$ 5,5 trilhões em 2022 segundo a Shopify) de dólares nos Estados Unidos e aproximadamente US$c25 trilhões no mundo. Só os Estados Unidos representariam cerca de 20% do comércio global e no final de 2010, a penetração alcançou 21,3%. Além disso, o crescimento da receita do segmento de e-commerce nos Estados Unidos esperados até 2025 é de uma taxa média anual de 15,4%. Sendo assim, companhias como Amazon (AMZN), Shopify (SHOP), Etsy (ETSY), JD.COM (JD), Alibaba (BABA), Sea Limited (SE) e Pinduoduo (PDD) que tem parte relevante do seu negócio voltado para o varejo eletrônico, podem continuar se beneficiando, pois já fizeram o dever de casa. Todavia, não existem apenas elas.

Outras companhias que conseguiram fazer a virada de chave e que estão em segmentos como decoração para casa, roupas esportivas e alimentos e PET, que se saíram bem e podem continuar. É o caso da Home Depot (HD), Target (TGT), Walmart (WMT), Chewy (CHWY), Lowe`s (LOW), Lululemon (LULU).

 O que esperar do e-commerce para o futuro?

Segundo a Shopify, há dois anos, apenas 17,8% das vendas eram feitas a partir de compras online. Esse número deve chegar a 21% em 2022, um aumento de 17,9% na participação de mercado de comércio eletrônico em dois anos. Espera-se que o crescimento continue atingindo 24,5% até 2025, o que se traduz em um aumento de 6,7 pontos percentuais em apenas cinco anos.

De acordo com a e-Marketer, as vendas no varejo online atingirão US$ 6,17 trilhões até 2023, com o comércio eletrônico representando 22,3% do total de vendas no varejo. Embora o varejo tenha tido um ano mais desafiador em 2021, todos os mercados nacionais cobertos pelo e-Marketer tiveram um crescimento de dois dígitos no comércio eletrônico. A tendência continua:

  • A América Latina registrou US$ 85 bilhões em vendas de comércio eletrônico em 2021, um aumento de 25% em relação aos $68 bilhões em 2020.
  • Espera -se que o mercado indiano de comércio eletrônico cresça para US$ 111,4 bilhões até 2025, acima dos US$ 46,2 bilhões em 2020.
  • Rússia, Reino Unido e Filipinas tiveram mais de 20% de crescimento nas vendas de comércio eletrônico em 2021.

E não temos como fechar os nossos olhos para a Ásia. A China continua sendo o maior mercado global de comércio eletrônico do planeta, respondendo por cerca de 52,1% de todas as vendas de comércio eletrônico do mundo. Só em 2021, as vendas totais por lá foram acimas da marca de US$ 2 trilhões. Eles também possuem o maior número de compradores digitais do mundo, cerca de 824,5 milhões.

Já nos EUA, a estimativa é que eles cheguem a atingir US$ 875 bilhões em 2022, pouco mais de um terço em relação a China. Depois dessas duas potencias, o terceiro colocado no ranking é o Reino Unido, ocupando 4,8% de participação nas vendas de comércio eletrônico no mundo. Segundo o e-Marketer, a tendência é que esses países, junto com o Japão e a Coreia do Sul, continuem sendo os 5 principais a ganharem mais espaço até 2025. Outro ponto que é afetado aqui, são as compras via mobile.

Muito se fala de e-commerce, mas pouco se fala dos crescimentos dos aplicativos e como comprar online ficou mais fácil. Companhias que são donas de aplicativos como Shopee (Sea Limited), Aliexpress (Alibaba) e Wish (WISH), se saíram muito bem na pandemia. Segundo a Statista, o comércio eletrônico mobile poderia arrecadar cerca de US$ 3,5 trilhões ao redor do mundo e representar quase 73% de todas as vendas feitas no comércio eletrônico. O segmento mobile ainda continua como rei e só em 2021, 71% das compras da Blackfriday e Cyber Moday (um aumento de 4p.p. em relação a 2020) foram feitas via smartphones ou tablets. Contra 29% via desktops ou notebooks. Dessa forma, o varejo online continua a se expandir devido ao crescente uso de smartphones e tablets em todo o mundo. Em 2022, espera-se que as vendas de comércio eletrônico no varejo de smartphones ultrapassem US$ 432 bilhões, acima dos $148 bilhões em 2018.

Os aplicativos de compras móveis estão se tornando mais populares entre varejistas e os compradores, com um em cada cinco compradores dos EUA relatando usá-los várias vezes por dia. Até porque, é muito mais fácil uma pessoa hoje ter um smartphone na palma da sua mão, do que ter um notebook ou um desktop a disposição.

Sendo assim, a Statista já projeta que até 2024, cerca de 292 milhões de pessoas já devem ter um smartphone com internet a sua disposição. Para vocês terem ideia, o crescimento esperado de vendas na Google Store e App Store nos EUA está para ser um CAGR 17,7% a.a. até 2025. Para vocês terem ideia, o crescimento esperado de vendas na Google Store e App Store nos EUA está para ser um CAGR 17,7% a.a. até 2025. Outra tendência bastante forte que vem acontecendo são as vendas pelas redes sociais. Segundo a Shopify, isso deve triplicar até 2025. Enquanto, apenas 30% dos americanos consomem alguma mercadoria pelas redes sociais, na China, quase metade dos consumidores já compram pelas redes sociais e movimentaram cerca de US$ 351 bilhões em vendas em 2021.

A concorrências só está aumentando também, com 49% das marcas investindo em conteúdo para redes sociais em 2022. Dessa forma, vale ficar de olho no Snap (SNAP), Pinterest (PINS), Meta (FB), Twitter (TWTR) e Amazon (AMZN) com a Twitch.

Depois disso, acabou comprar em loja física, certo?

 Ficou claro que comprar de casa é o novo “normal”. Não preciso nem continuar batendo nessa tecla ou escrevendo mais sobre o assunto. O gráfico abaixo já fala por si só:

Fonte: BlackRock.

A pandemia do coronavírus está forçando os varejistas a repensar o papel das lojas físicas. Muitas estão diminuindo o seu tamanho, outras estão mudando de lugares caros para espaços mais em conta.

O fato é que a ideia que a gente tem hoje de loja está se transformando em algo totalmente novo. Recolhimento na calçada, mini-repositores em depósitos e mais espaço para lidar com devoluções na loja são apenas alguns dos componentes que mais varejistas buscarão tornar permanentes em suas lojas.

De acordo com o relatório anual de tendências do consumidor de Dan Frommer, 60% dos compradores disseram que preferem fazer compras on-line em vez da antiga maneira de fazer compras, em comparação com apenas 45% em novembro de 2020. Mas fica a pergunta. O varejo físico está com os dias contados? Por enquanto não. Existem muitas mudanças acontecendo e eu vou citar algumas.

  • O quarto dos fundos irá se transformar em um mini armazém… Empresas como GAP (GPS), Macy`s (M), Best Buy (BBY) e Kohl`s (KSS) têm usado cada vez mais suas salas de estoque para manter estoque extra para compras digitais, não apenas para reabastecer as prateleiras das lojas. Muitas lojas irão continuar como centros para retirada também. A Target (TGT) comentou que    95% das suas vendas no terceiro trimestre, incluindo o digital, foram cumpridas nas suas lojas. Na Bed Beth & Beyond (BBBY) também disse que atenderam 36% dos pedidos onlines em suas lojas.

 

  • Mais espaços para lidar com devoluções… Além de mais espaços para lidar com vendas online e reposições mais ágeis. Normalmente, 60% a 70% das devoluções acontecem nas lojas, de acordo com Amit Sharma, fundador e CEO da Narvar, uma plataforma de tecnologia de devoluções para varejistas.

 

  • Coleta na Calçada é o novo normal… A coleta na calçada disparou em popularidade durante a pandemia, já que muitos varejistas consideram o serviço sua melhor aposta para levar os itens aos clientes prontamente. Companhias como Walmart (WMT) e Costco (COST), já vinham implementando esse conceito.

 

  • Aluguéis devem mudar… À medida que o papel da loja evolui para lidar com mais pedidos online e oferecer um serviço como coleta de calçada. Os aluguéis provavelmente também precisarão ser ajustados. Afinal, agora você talvez precise de um espaço maior para não depender tanto assim do seu centro de distribuição, ou um espaço diferenciado para oferecer a coleta de rua.

 

  • O custo de mão de obra pode cair, mas… O custo de mão de obra pode cair à medida que a automatização e a tecnologia vão tomando cada vez mais conta das lojas físicas. Ainda não sabemos ao certo o impacto em cima de toda mão de obra, mas é esperado uma diminuição de atendentes e mais automatização de entrega dos produtos. Porém, existe um efeito contrário para muitas empresas, que é o aumento de gastos marketing.

 

  • Comércio rápido… Primeiro foi o envio de 2 dias, depois tivemos a entrega no dia seguinte e agora é entrega em 30 minutos. Os clientes não querem esperar vários dias para que um item chegue. Varejistas como Target (TGT), estão fazendo sucesso. A Shipt da companhia deu muito certo e o Walmart (WMT) é outra empresa que está expandindo o seu serviço GoLocal com uma parceria recente com a Home Depot (HD).

Pontos negativos do setor e-commerce

  • Setor altamente competitivo;
  • Disrupção pode fazer com que muitas companhias tenham que se adaptar rapidamente, podendo não conseguir entregar os resultados desejados;
  • Setor historicamente de poucas margens;
  • A indústria de desenvolvimento de software ainda está evoluindo e mudando rapidamente;
  • Nem sempre é fácil integrar um software ou site de comércio eletrônico com aplicativos ou bancos de dados existentes.

Em que ficar de olho?

 Walmart (WMT): O Walmart é uma empresa que se dedica às operações de varejo e atacado em vários formatos em todo o mundo. A empresa atua em três segmentos: Walmart US, Walmart International e Sam’s Club. Opera supercentros, supermercados, hipermercados, clubes de armazéns, atacadistas, lojas de descontos, drogarias e lojas de conveniência. Com pouco mais de 11mil lojas e vários sites de comércio eletrônico em 27 países. Foi fundado em 1945, no Arkansas.

Amazon (AMZN): Amazon.com é uma empresa que se dedica à venda no varejo de produtos de consumo e assinaturas na América do Norte e internacionalmente. A empresa opera por meio de três segmentos: América do Norte, Internacional e Amazon Web Services (AWS).

Ela vende tanto produtos próprios, como tem um marketplace, para que terceiros possam vender seus produtos. Os itens que podem ser comprados lá vão desde livros, até roupas, alimentos e medicamentos. Com aquisições pesadas no passado, como a da WholesFoods, Twitch e Pillpack. Ela se destaca como uma das pioneiras no e-commerce. Fundada em 1994, em Washington.

Alibaba (BABA): O Alibaba Group é uma holding que por meio de suas subsidiárias, oferece negócios de comércio online e móvel na China e internacionalmente. Opera através de quatro segmentos: Core Commerce, Cloud Computing, Digital Media and Entertainment e Innovation Initiatives e outros. Tirando a parte de Cloud e Digital Media, que são negócios pequenos. O Core Commerce, concentra suas principais plataformas de e-commerce. Sendo eles:

  • Taobao: Um grande marketplace voltado para smartphones;
  • Tmall: Uma plataforma também voltada para terceiros e muito utilizada em smartphones;
  • AliExpress: Outra plataforma de digital que oferece varejo e um marketplace que entrega ao redor do mundo diversos tipos de produtos.

JD.COM (JD): A Alibaba foi fundada em 1999, na China.  A JD.com é uma holding que por meio de suas subsidiárias, opera como uma empresa de comércio eletrônico e provedora de serviços de infraestrutura de varejo na China.

Hoje, ela atua em dois segmentos: JD Retail e Novos Negócios. A parte de e-commerce representa mais de 90% ainda receita total da companhia, mesmo ela entrando em outros segmentos como healthcare, properties e logística. Quase sempre a chamam de a “Amazon Chinesa”. Uma vez que ela também vende desde roupas até eletrônicos, a alimentos e medicamentos. E ainda possui seu próprio sistema de assinatura, uma espécie de JD Prime, oferecem diversos benefícios aos seus assinantes. Ela fundada em 1998, na China.

ETSY (ETSY): Etsy é uma empresa que opera mercados online para compradores e vendedores principalmente nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália, França e Alemanha. Seus mercados online incluem: Etsy.com e Reverb.com. A empresa oferece aproximadamente 66 milhões de itens em suas várias categorias de varejo aos compradores. Você provavelmente não vai encontrar medicamentos e comida nessa, mas artigos para casa e itens de beleza são a sua especialidade. Fundada em 2005, em New York.

TARGET (TGT): A Target é uma empresa que atua como varejista de mercadorias em geral nos Estados Unidos. A empresa oferece uma variedade de alimentos, incluindo perecíveis, mercearia, laticínios e itens congelados, vestuário, acessórios, produtos para decoração doméstica, eletrônicos, brinquedos e muito mais. Como deu para perceber, por oferecer tantos artigos, inclusive alguns essenciais, ela não parou durante a pandemia de 2020 e foi beneficiada por conta disso. Mas ela não se deixou relaxar por conta disso, ela possui hoje dois serviços que estão sendo essenciais para o seu crescimento: Shipt (entregas em domicílio) e o Drive Up (coleta na calçada). Fundada em 1902, em Minnesota. Contava com pouco mais de 1890 lojas ao redor dos Estados Unidos.

Chewy (CHWY): A Chewy é uma empresa que junto com suas subsidiárias, se dedica ao negócio de comércio eletrônico puro nos Estados Unidos. A empresa fornece alimentos e guloseimas para animais de estimação, suprimentos e medicamentos e outros produtos de saúde, como planos e alguns procedimentos. Tudo isso via um único lugar, seu website e o seus aplicativos para smartphones. Atualmente, ela oferece pouco mais de 60mil produtos e possui aproximadamente 2mil marcas parceiras operando juntamente com ela.

Lululemon (LULU): A Lululemon athletica é uma empresa que juntamente com suas subsidiárias, projeta, distribui e vende roupas e acessórios esportivos para mulheres, homens e jovens do sexo feminino. Atua por meio de dois segmentos, Lojas Próprias e Direto ao Consumidor (e-commerce). A empresa oferece calças, shorts, tops e jaquetas e acessórios voltados para o público que gosta de se exercitar. Por conta da pandemia, se viu forçada a acelerar as suas vendas online e desde então, parece que a virada de chave tem dado certo.

SNAP (SNAP): A Snap é uma companhia que possui um aplicativo de rede social focado em câmera (mandar fotos para amigos ou conhecidos usando filtros). Seus produtos incluem Snapchat, usando a câmera e ferramentas de edição para tirar e compartilhar Snaps.

Além disso, é possível criar página de Amigos, que permite aos usuários criar e usar o “Story”, grupos, vídeo e bate-papo com eles, descobrir para pesquisar e exibir “stories” relevantes; snap map, que mostra amigos, “stories” e snaps próximos ao usuário; memórias (tipo o “destaques” do Instagram), para guardar coleções pessoais, e óculos (sim, óculos), óculos de sol usáveis ​​capazes de tirar Snaps e interagir diretamente com o aplicativo Snapchat. A principal fonte de receita da empresa é a publicidade (Ads).

A empresa foi fundada por Frank Reginald Brown IV, Evan Thomas Spiegel e Robert C. Murphy em 2010 e está sediada em Santa Monica, CA.

Meta (FB): Meta Platforms, dedica-se ao desenvolvimento de aplicativos de mídias sociais (Facebook, Instagram, Whatsapp). Ela cria tecnologia que ajuda as pessoas a se conectarem, encontrarem comunidades e expandirem os negócios. Atualmente, ela segue fazendo isso através dos segmentos Family of Apps (FoA) e Reality Labs (RL).

O segmento FoA consiste em Facebook, Instagram, Messenger, WhatsApp e outros serviços. O segmento de RL inclui hardware, software e conteúdo de consumo relacionado à realidade aumentada e virtual. Recentemente, a companhia mudou o seu foco e decidiu entrar com tudo no tema “Metaverso”.

A companhia possui diversas vitrines que já estão começando a cada vez mais ser usadas como ponto de vendas para sua vasta base de usuários. A empresa foi fundada por Mark Zuckerberg, Dustin Moskovitz e Chris R. Hughes, em 4 de fevereiro de 2004 e está sediada em Menlo Park, CA.

Pinterest (PINS): O Pinterest é focado na operação de um site/app de compartilhamento de fotos no estilo pinboard. Nada mais é que uma plataforma que funciona como uma grande vitrine, tudo que você pesquisar desde roupas até calçados, ela te mostra diversos estilos e até lojas de onde encontrar.

Dessa forma, ele permite que os usuários criem e gerenciem coleções de imagens baseadas em temas, como eventos, interesses e hobbies. Hoje, a maior parte da receita da companhia, vem do segmento de propaganda (Ads). A empresa foi fundada por Benjamin Silbermann, Paul C. Sciarra e Evan Sharp em outubro de 2008 e está sediada em San Francisco, CA.

ETF’s

Amplify Online Retail ETF (IBUY): O IBUY oferece exposição direta e diversificada a ações para varejistas online globais. O fundo detém ações de empresas com pelo menos 70% de suas receitas de vendas online. As empresas podem ter qualquer capitalização de mercado, sujeitas ao tamanho mínimo típico e restrições de liquidez.

As ações dos Estados Unidos recebem um peso mínimo de 75%, as ações estrangeiras recebem o restante. Semestralmente o índice é revisado e rebalanceado. Com uma taxa de administração de 0,65% a.a. e 60 companhias em seu portfólio. Esse ETF oferece exposição aos Estados Unidos, Alemanha, China, Japão e vários outros países. Além disso, o investidor tem acesso a companhias como Groupon, TripAdvisor, Lyft, Stitch Fix, Lands End e várias outras. Global X E-commerce ETF (EBIZ): EBIZ oferece exposição direta e indireta a diversas companhias do setor de e-commerce. Além dos próprios varejistas, o fundo mantém empresas que operam plataformas de mercado online ou fornecem software ou serviços para facilitar o comércio eletrônico.

A EBIZ pode manter empresas de qualquer tamanho e, embora de escopo global, limita a exposição de mercados emergentes a alguns países específicos (principalmente a China). Semestralmente o ETF é revisa e rebalanceado. Com uma taxa de administração de 0,5% a.a. e 40 companhias em seu portfólio. Esse ETF oferece exposição em países como Estados Unidos, Hong Kong, China, Reino Unido, Austrália e outros. Além disso, o investidor tem acesso a companhias como a Trip.com, Williams-Sonoma, Wayfair, Booking, JD.COM, Alibaba e várias outras. ProShares Online Retail ETF (ONLN): O ONLN se concentra em companhias que estão voltadas para o setor de varejo ou varejo digital. O fundo rastreia um índice de empresas globais que vendem principalmente on-line ou por meio de outros canais de vendas fora da loja, como compra de aplicativos ou celular, e exclui empresas de viagens on-line.

A capitalização de mercado ajusta-se aos seguintes pontos: o peso da empresa individual não pode exceder 24% do índice e a soma de todas as empresas com peso superior a 4,5% não pode exceder 50% do valor do índice. Um limite de 25% é colocado em participações fora dos EUA. Com 0,58% de taxa de administração ao ano e exposição em 22 companhias. Esse ETF oferece exposição em sua grande maioria aos Estados Unidos. Além disso, os investidores têm acesso a companhias como Amazon, Ebay, ETSY, Wayfair, Alibaba e várias outras.

Quer conhecer mais a respeito desses investimentos citados na análise? Entre em contato comigo pelo formulário abaixo. Vamos conversar sobre a melhor estratégia para você.