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O que é blockchain? Como funciona?

4 Minutos de leitura

Não há como falar das criptomoedas sem relacionar com a tecnologia do blockchain. Contudo, apesar de muitos investidores já conhecerem o bitcoin e até mesmo outras moedas digitais, há dúvidas sobre o que é o blockchain.

Para entender como funcionam as transações com esses ativos, especialmente toda a segurança envolvida, é importante conhecer essa tecnologia. Isso porque trata-se de um sistema que possibilita o envio de dinheiro entre pessoas sem o intermédio de instituições financeiras.

Está curioso para compreender o que é o blockchain? Acompanhe as informações a seguir e veja ainda como esse sistema pode ser usado em outras áreas, não apenas nas transações com as criptomoedas.

Confira!

O que é o blockchain?

O blockchain é um sistema que surgiu em 2008, juntamente com a criação do bitcoin — considerado a primeira criptomoeda mundial.  Trata-se de uma tecnologia que funciona como uma cadeia de blocos. Assim, carrega todos os dados das transações com as moedas digitais.

O objetivo é garantir a transparência e segurança do sistema. Desse modo, existe confiabilidade nas movimentações realizadas no ambiente online. É importante notar que o blockchain surgiu na época da crise financeira imobiliária dos Estados Unidos, que afetou todo o mundo.

Nesse cenário, se cogitou a realização de transações financeiras de forma independente das instituições. Assim, a proposta veio com a tecnologia por trás do bitcoin. Depois, diversas outras moedas foram criadas — utilizando o blockchain e outros sistemas.

Como funciona essa tecnologia?

Depois de conhecer o histórico do blockchain, chega a hora de saber como se dá seu funcionamento. Aqui é importante entender que o sistema tem a função de ser um grande livro razão, que faz o registro de todas as movimentações realizadas com as criptomoedas.

Cada transação fica em um bloco de dados que, após autenticado, se liga ao bloco anterior dessa cadeia. Ao se fechar um bloco, é gerado um código com uma sequência de caracteres, chamado de hash, que é adicionado ao bloco seguinte.

Desse modo, o bloco posterior contém seus próprios dados, somados ao do anterior, formando uma cadeia. É, portanto, uma rede que impede qualquer tipo de alteração nas movimentações realizadas. Não há como gastar duas vezes um mesmo bitcoin ou modificar o valor da transação, por exemplo.

Ao pesquisar sobre o que é o blockchain, é preciso entender, ainda, que as validações ocorrem em sistemas computacionais descentralizados, espalhados em diferentes países. Além disso, esse processo é feito por usuários voluntários, que recebem o nome de mineradores.

Eles utilizam computadores de alto processamento e precisam resolver problemas matemáticos para autenticar essas transações. Assim, são compensados com criptomoedas ao realizar as validações e ajudam a proteger todo o sistema.

Quais são as principais características do blockchain?

Como você pode notar, o blockchain é uma rede bem complexa para garantir a segurança das transações realizadas. O sistema de encadeamento de blocos leva uma assinatura, o hash, inibindo a ação de hackers.

Então, ao falar dessa tecnologia, é possível listar algumas características, como:

  • registro público — todas as transações realizadas com as moedas digitais ficam registradas e são públicas;
  • agilidade — as transações ocorrem em tempo real;
  • privacidade — apesar de os registros das movimentações serem públicos, a identidade dos detentores das moedas digitais fica no anonimato, pois eles têm uma chave privada para fazer as negociações;
  • descentralização — você faz transações com o blockchain e elas ficam registradas em sistemas computacionais espalhados pelo mundo;
  • custos menores — como não existe uma instituição financeira para intermediar o processo, os custos nas transações são reduzidos.

Qual a relação do blockchain com as criptomoedas?

Ao conhecer o blockchain você entende que essa é a tecnologia que garante a compra, venda, armazenamento e validação de criptomoedas — como o bitcoin, ethereum, tether, e outras. Então, é essa rede que torna a movimentação confiável.

Quando se ouve falar de possíveis golpes com as moedas digitais, é necessário compreender que essas fraudes não são por alguma falha do blockchain. Na verdade, há um risco ao comprar ou vender diretamente as criptomoedas nas exchanges.

Isso porque elas são plataformas de negociações não regulamentadas no Brasil. Assim, fica mais fácil o investidor sofrer golpes ou ser vítima de pirâmide financeira, pois não há uma segurança institucional.

A solução para quem quer se expor ao bitcoin e a outras moedas digitais é contar com fundos de investimento regulamentados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Eles são fundos nacionais, que seguem as regras do sistema financeiro brasileiro.

Além dos fundos negociados em plataformas, os investidores também podem investir com mais segurança em ETFs (exchange traded funds). Eles são negociados na bolsa e espelham índices de referência vinculados às criptomoedas.

Essas são alternativas para aproveitar o potencial de retorno dos ativos digitais sem ter o bitcoin ou outra moeda digital diretamente em sua carteira. Afinal, com eles você se expõe de forma indireta às criptomoedas.

Quais outros usos do blockchain além das transações com moedas digitais?

Até agora você viu a aplicação do blockchain somente para as transações com criptomoedas. No entanto, esse sistema tem outros usos e é visto como uma tendência para a troca, validação e armazenamento de dados em ambiente digital.

A tecnologia já faz parte, por exemplo, de sistemas de pagamentos do setor financeiro para garantir mais segurança, evitando gastos duplos. Há ainda a possibilidade de utilizar o blockchain não apenas para movimentações financeiras.

Uma aplicação é para o registro de contratos, que são validados sem a necessidade de cartórios ou assinaturas digitais. Com isso, pode agilizar diferentes processos no ambiente corporativo e no ramo imobiliário.

Outras perspectivas de uso do blockchain são variadas, desde o uso em prontuários eletrônicos de saúde, setor de logística até documentos de identificação, como passaportes. A ideia é agilizar os processos, além de reduzir custos e a burocracia nos processos na autenticação de dados.

Neste artigo você pôde conferir o que é o blockchain e suas principais características. Apesar de estar relacionada mais às criptomoedas, essa tecnologia pode ter outras aplicações. Assim, vale a pena conhecê-la para entender seus impactos.

Quer acompanhar mais conteúdos sobre as moedas digitais? Entenda o que são as criptomoedas, como funcionam e como investir!

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Sobre o autor
Thiago Goulart é o Editor da Vai Investir e do podcast Valor de Mercado. Adora praticar tênis, ler, escutar música e estar na presença de amigos e família. Graduado em Letras pela UFES e em Jornalismo pela PUC-SP, está se tornando também especialista em finanças com o MBA no tema pela PUC- RS. Com uma longa carreira em sala de aula, desenvolveu a habilidade e sensibilidade para conectar pessoas a conhecimentos. Hoje, aplica essa experiência de maneira mais específica para o mercado financeiro, por quase 3 anos sendo o principal responsável pelo desenvolvimento e curadoria de conteúdo para a Valor Investimentos e Vai Investir.
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