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O trabalho do futuro: transformações e novas habilidades

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Entender como será o mercado de trabalho do futuro é fundamental para se preparar e aproveitar oportunidades. Mesmo quem já tem uma carreira pode se beneficiar desse conhecimento. Afinal, podem existir nichos que trazem mais qualidade de vida.

Parece óbvio dizer que o mundo mudou desde que entramos na era da informação e das telecomunicações. Deslizar os dedos na tela do smartphone tem o poder de alterar todo o campo de batalha. Estamos sempre a uma inovação de distância de que tudo aquilo que sabemos e conhecemos se torne obsoleto. Aliás, os dados viraram a moeda mais valiosa das empresas. Esta é a era da Nova Economia.

É muito importante saber como o mercado de trabalho é impactado pelas constantes mudanças tecnológicas e sociais. Somente assim será possível se adaptar e garantir as habilidades exigidas pelo mercado. Nesse cenário volátil e dinâmico, manter-se preso a antigos paradigmas pode significar ser engolido por negócios alinhados com princípios da inovação constante. As startups estão aí para provar isso.

Dominar as novas regras são atitudes que definem quem permanece no mercado. Para não correr o risco de se afogar na avalanche de informações desse novo mundo, neste artigo você conhecerá as principais transformações no ambiente de trabalho, as principais habilidades necessárias e as profissões em alta. Aqui, você saberá como navegar nos mares do trabalho do futuro e utilizar a nova realidade a seu favor.

Continue a leitura!

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Transformações no ambiente de trabalho

No livro Nova Economia: Entenda por que o perfil empreendedor está engolindo o empresário tradicional brasileiro, Diego Barreto – vice-presidente de Finanças e Estratégia do iFood – traz uma visão particular sobre uma nova economia que está mudando as perspectivas e visões empresariais no Brasil. Logo no início do livro, Barreto argumenta que

As primeiras ideias sobre a emergência da Nova Economia remontam à década de 1980, quando já se desenhava a sociedade global e conectada em que vivemos hoje. Em um movimento que combinaria a evolução tecnológica com a revolução comportamental e cultural, velhas estruturas começaram a ceder, e o mundo dos negócios teve um papel decisivo nessa história.

O enfraquecimento de valores e práticas antigas não significou apenas uma mudança de tendência, mas também refletiu a transformação operada em todos os aspectos da nossa vida. No Brasil, só começou a ganhar força mais tardiamente, já no século XXI, em um embate contra nossas estruturas mais arcaicas. Aos trancos e barrancos fomos nos inserindo no cenário mundial, tendo acesso a recursos tecnológicos, conhecimento, capital humano, integração logística, financeira e de telecomunicações.

Apesar de tardiamente, o Brasil tem vivenciado as disrupções dos antigos modelos de trabalho para o que vem a ser, segundo Diego Barreto, uma Nova Economia. Assim, para entender o trabalho do futuro e avaliar se ele trará boas oportunidades para você, vale a pena conhecer as transformações do ecossistema do trabalho. Por isso, conheça as principais tendências nessa área.

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Local de trabalho

O modelo tradicional de trabalho, com o cumprimento de carga horária nas dependências da empresa, está ficando obsoleto. A legislação trabalhista brasileira já trouxe a regulamentação do home office, com regras a serem seguidas pelas partes envolvidas. Dessa forma, é possível, legalmente, trabalhar em casa e ter mais liberdade quanto à jornada.

No entanto, as transformações no ambiente de trabalho não param por aí. O conceito de home office, significa, em tradução literal, escritório em casa. Alargando esse conceito, diversas empresas adotam o anywhere office — ou escritório em qualquer lugar.

Ou seja, o contratante não faz qualquer exigência em relação ao local de trabalho de seus prestadores de serviços. Eles podem morar e trabalhar em qualquer lugar, inclusive em outros países.

Desde que tenham meios para isso, os funcionários cumprem a jornada de trabalho e realizam os seus serviços com total liberdade. Nesse sentido, o contratante e contratado fazem acordos quanto à forma de trabalho, equipamentos necessários e outros detalhes importantes.

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Uso da tecnologia

Como você viu, a ideia de anywhere office é bem difundida e uma tendência para o trabalho do futuro. Atrelado a ela, é importante entender que o uso e conhecimento sobre a tecnologia mais moderna é fundamental para os prestadores de serviços.

Afinal, sem estar em um ambiente próprio da empresa, o empregado precisa conhecer seus equipamentos e softwares de trabalho. Aqui, diversas novidades podem ser destacadas como importantes para a atuação.

Equipamentos como notebook, tablets e smartphones já são bem difundidos e conhecidos da maioria das pessoas. Junto a eles, inovações como o armazenamento e compartilhamento de arquivos em nuvens também são essenciais.

Essa tecnologia permite que arquivos e dados sejam salvos e compartilhados em servidores online, conhecidos como nuvem. Dessa forma, eles não serão acessados por apenas um aparelho, mas sim por qualquer pessoa com acesso a esses servidores.

Com isso, o conceito de trabalho remoto fica ainda mais abrangente. Ou seja, o prestador de serviço consegue realizar suas tarefas, compartilhar dados e salvá-los para que os outros interessados tenham acesso de qualquer lugar.

Ademais, existem diversas tendências interessantes nessa área, como machine learning, big data, internet das coisas, entre outras. Então entender essas questões e como elas funcionam traz um diferencial competitivo.

Produtividade

Outra tendência interessante a respeito do futuro do trabalho é a inclinação à produtividade. Nos modos de trabalho tradicionais, há bastante controle de jornada e horários restritos para os colaboradores.

A ideia é que no futuro a jornada de empregados e prestadores de serviços não seja tão controlada e o paradigma se torne a produtividade. Ou seja, além de poder trabalhar do lugar de escolha, também será possível manejar os horários de acordo com sua produção.

Dessa maneira, desde que os serviços e atividades sejam entregues conforme o combinado em termos de meta de produtividade, há ainda mais liberdade para os trabalhadores.

Vale ressaltar que essas transformações no ambiente de trabalho também exigem diversas habilidades importantes. Aqui, as principais habilidades são a adaptação às mudanças constantes e a organização de horários — e também das finanças.

Com a menor incidência de controle de jornada e local de trabalho, ser organizado com horários e entrega de resultados se faz essencial. Ademais, é preciso ter controle emocional e financeiro para conseguir agregar as tarefas e salários de forma eficiente e pensando no acúmulo de patrimônio.

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As profissões em alta

Para entender o trabalho do futuro também vale a pena conhecer as principais profissões em alta. Ou seja, quais profissionais estão sendo requisitados pelo mercado e como esses trabalhos funcionam. Conheça-os a seguir!

Assessor de investimentos

O assessor de investimentos — ou agente autônomo de investimentos (AAI) — é o profissional regulamentado para atuar no mercado financeiro. Ele fornece suporte aos investidores e esclarece dúvidas sobre o mercado de investimentos.

O AAI é um profissional cada vez mais requisitado graças à crescente difusão de conhecimentos sobre investimentos e interesse da população em geral nessa área. Afinal, nos últimos anos a quantidade de pessoas interessadas em investir — inclusive na bolsa de valores — cresceu bastante.

Assim, o assessor é um profissional com capacitação e certificação para atuar nesse mercado. Ele é vinculado a uma corretora de valores e pode ajudar investidores a entender melhor as alternativas do mercado e fazer escolhas de investimento mais sólidas.

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Desenvolvimento de games

Os jogos são uma parte integrante da cultura humana. Jogamos há mais de 5 mil anos, desde a Mesopotâmia. Jogar é uma autêntica manifestação da capacidade social humana, um trunfo crucial para a interação cultural.

Os jogos primitivos comprovados cientificamente usavam ossos para funcionar como dados e tabuleiros. Certamente, já jogávamos antes de termos esses objetos, pois a capacidade lúdica é o que subjaz ao desejo de jogar, brincar.

Hoje, a maioria dos jogos tem como atributo em comum uma simulação da realidade. É uma espécie de espaço seguro para exercitar habilidades e a capacidade de imaginar, antecipar, desenvolver o raciocínio lógico, a capacidade de ficar calmo sob pressão e moldar a agressividade para um objetivo dirigido.

Os jogos eletrônicos estão em constante crescimento, principalmente pelo cenário competitivo ligado a muitos deles — os chamados e-sports. Esse cenário já é uma realidade e, atualmente, canais voltados aos esportes já transmitem partidas e campeonatos de games.

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Vale ressaltar que os videogames deixaram de ser uma brincadeira voltada totalmente às crianças e pré-adolescentes. Hoje é possível encontrar jogos com temas mais adultos ou inteiramente direcionados a esse público.

Portanto, o desenvolvimento de games e o jogo competitivo são, certamente, uma profissão do futuro. Apesar de já ser bastante difundida, não há indicativos que o crescimento dessa área desacelerará.

A tecnologia está em constante evolução e a realidade virtual já começa a ser incorporada aos games como um grande diferencial. Então, para quem gosta de jogos e se interessa pelo desenvolvimento deles, essa pode ser uma profissão promissora.

Como você viu, o trabalho do futuro exigirá mais adaptação e organização dos profissionais, além de conhecimento da tecnologia. Ademais, com o crescente volume de investimentos, profissões como a do assessor de investimentos serão fundamentais para orientar a população nos próximos anos.

Quer entender melhor sobre como adquirir conhecimento para profissões do futuro? Então confira nosso conteúdo sobre o investimento na própria educação!

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Sobre o autor
Thiago Goulart é o Editor da Vai Investir e do podcast Valor de Mercado. Adora praticar tênis, ler, escutar música e estar na presença de amigos e família. Graduado em Letras pela UFES e em Jornalismo pela PUC-SP, está se tornando também especialista em finanças com o MBA no tema pela PUC- RS. Com uma longa carreira em sala de aula, desenvolveu a habilidade e sensibilidade para conectar pessoas a conhecimentos. Hoje, aplica essa experiência de maneira mais específica para o mercado financeiro, por quase 3 anos sendo o principal responsável pelo desenvolvimento e curadoria de conteúdo para a Valor Investimentos e Vai Investir.
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