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ETFs: o que é e como funciona esse tipo de investimento?

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Quem deseja investir pode encontrar uma grande variedade de alternativas na bolsa de valores. É possível, por exemplo, alocar o capital em ativos como ações, fundos imobiliários (FIIs), Brazilian Depositary Receipts (BDRs) e especular com derivativos — como opções e contratos futuros.

Porém, também é possível investir em ETFs — você sabe o que é essa alternativa? Essa modalidade de investimento pode se adequar a diferentes objetivos. Entretanto, é preciso entender o seu funcionamento para definir se ela se alinha à sua estratégia enquanto investidor.

Para saber mais, acompanhe este conteúdo preparado pela equipe da Vai Investir. Nele, você aprenderá o que é ETF, como ele funciona e como investir nesse veículo!

Boa leitura!

O que é um ETF?

A sigla ETF significa exchange traded fund, também conhecido como fundo de índice. Trata-se de um fundo de investimento que possui o objetivo de espelhar a performance de um índice de mercado.

Na prática, o patrimônio de um fundo de índice é formado pelo capital de diferentes investidores que compram as cotas de participação. Ele é administrado por um gestor profissional, que fica encarregado de fazer as escolhas dos investimentos de acordo com os objetivos do fundo.

Por exemplo, o índice norte-americano S&P 500 (Standard and Poor’s 500) é composto pelas 500 ações de empresas de maior representatividade nos Estados Unidos. Assim, ele serve como um termômetro do mercado americano, assim como faz o Ibovespa no Brasil.

Um ETF que tenha o S&P 500 como benchmark, terá um portfólio composto pelos mesmos ativos que integram a carteira teórica do referido índice. Logo, ao investir nessa alternativa, o investidor estará expondo seu capital a todas as empresas que compõem o índice em um único investimento, por exemplo.

Quanto custa investir em ETFs?

Depois de conhecer o conceito de ETFs, é interessante entender quais são os custos envolvidos nesse investimento.

Como o ETF é fundo de investimento, existe a cobrança da chamada taxa de administração — usada para remunerar o gestor e o administrador. Porém, como o fundo não precisa superar o desempenho do índice de referência escolhido, a gestão é passiva.

Como consequência, a taxa de administração em fundos de índice costuma ser menor que em fundos com gestão ativa. Também é comum que não haja a taxa de performance nos ETFs.

Outros custos que envolvem as negociações desses fundos são os emolumentos destinados à B3 (a bolsa de valores brasileira). Além disso, poderá haver as taxas de corretagem, a depender da corretora que o investidor escolher para fazer suas operações.

Sobretudo, é importante destacar que haverá a incidência do Imposto de Renda (IR) sobre o ganho de capital com a venda de cotas de ETFs. A alíquota, para ETFs de renda variável, é de 15% em operações comuns (com duração superior a um dia) e 20% em caso de day trade (operações realizadas no mesmo dia).

Para fundos de índice de renda fixa, a alíquota varia de 15% a 25%, a depender da duration média dos títulos que compõem a carteira do ETF.

Quais as vantagens de investir em ETFs?

Uma das principais vantagens de investir em ETFs é a possibilidade de diversificar a sua carteira de investimento com apenas um aporte. Afinal, como você viu, o portfólio desse tipo de fundo costuma ser composto por uma série de ativos que estão presentes no índice espelhado.

Dessa maneira, o investidor consegue se expor a diferentes investimentos — inclusive alternativas internacionais. Logo, o ETF é uma forma prática e simples de diversificar a carteira e se expor aos mercados internacionais sem precisar sair ou tirar seu capital do Brasil.

Ademais, a dolarização proporcionada, no caso de investimento em ETFs que seguem índices estrangeiros, pode servir para proteção de seu capital contra eventuais quedas do mercado brasileiro. Afinal, existe uma correlação negativa entre a bolsa nacional e o dólar.

Normalmente, quando a bolsa brasileira cai, o dólar ganha força. Assim, quando você tem uma carteira dolarizada, os prejuízos no âmbito nacional poderão ser neutralizados pelos ganhos no dólar.

Outra vantagem é o fato de que a escolha dos investimentos e o acompanhamento das alternativas que compõem o fundo ficam sob responsabilidade de um profissional do mercado. Portanto, o investidor poderá utilizar o tempo que seria gasto analisando e selecionando ativos com outras atividades de sua rotina.

Quais são os riscos de um ETF?

Além das vantagens, é preciso conhecer os riscos desse veículo de investimento. Nesse ponto, é preciso ficar atento ao fato de que os ETFs são alternativas de renda variável. Desse modo, não é possível determinar com antecedência os resultados do investimento.

Na verdade, a depender do cenário econômico vivenciado e o ânimo do mercado, o investidor poderá se deparar com perdas financeiras. Isso acontece porque os preços dos fundos de índice são determinados pela lei da oferta e demanda.

Quando a procura por eles aumenta, é esperado que as cotas se valorizem. Agora, caso haja um movimento de crescimento da oferta, sem que haja absorção do mercado, os preços tendem a cair — podendo reduzir o patrimônio investido.

Como investir em um fundo de índice?

Agora que você já está inteirado a respeito do conceito e funcionamento dos ETFs, chegou o momento de aprender a investir neles — caso faça sentido para sua estratégia.

O passo inicial para o interessado em se tornar o cotista de um fundo de índice é avaliar o seu perfil de investidor e objetivos financeiros. Isso porque, como visto, o investimento envolve riscos. Logo, ele tende a fazer sentido para quem tem um perfil arrojado ou moderado.

Mas isso não significa que o ETF não possa ser adquirido por quem tem o perfil conservador. Para diminuir os riscos, por exemplo, basta reduzir o percentual do capital a ser investido na modalidade. Assim, caso haja algum prejuízo, ele não comprometerá todo o seu patrimônio.

O passo seguinte será abrir conta em uma corretora de valores de sua preferência. Elas atuam como intermediadoras obrigatórias das negociações e fornecem acesso ao home broker — a plataforma que permite fazer os aportes em ativos na bolsa de valores brasileira.

No home broker, digite o ticker do ETF desejado, o número de cotas desejadas, o valor que está disposto a pagar pela cota e, depois, lance a ordem de compra. Havendo uma contraparte alinhada à proposta, a operação será executada e, em poucos dias, o ETF será incluído em sua carteira.

Após conhecer o que é e como funcionam os ETFs, caberá a você definir se vale a pena investir e escolher aqueles mais adequados às suas necessidades e expectativas. Desse modo, será possível tomar decisões mais acertadas na composição da sua carteira.

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